sexta-feira, 18 outubro 2019
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Zema diz que nenhum técnico quer atestar segurança de barragens depois de Brumadinho – Horizontes

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Ao se pronunciar pela primeira vez nesta segunda-feira (18) sobre a evacuação em Macacos no último sábado (16), o governador de Minas, Romeu Zema, disse que “parece estar havendo uma reação além do recomendável”. Só na última semana, três cidades – Barão de Cocais, Itatiaiuçu e Macacos – tiveram comunidades evacuadas devido a situações de risco envolvendo barragens.

“Estamos assistindo, em um momento em que todos estão com as emoções afloradas, a uma reação que seria além do recomendável. Não é fácil lidar com um problema desse porque não podemos expor ninguém ao risco, mas também não podemos parar uma atividade tão relevante para o Estado. Teremos que encontrar uma solução que concilie a segurança com a viabilidade da atividade minerária”, disse.

Para isto, ele deve se reunir com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta quarta-feira (20) em Brasília, e também disse que nesta segunda-feira (18) se encontra com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.

“É uma situação extremamente angustiante para nós, mineiros, porque da forma que a coisa está caminhando, não vai demorar para termos praticamente todas as barragens do Estado, ou boa parte delas, considerada de risco. Da forma como está ocorrendo, nós podemos ter dezenas [de cidades evacuadas por risco de barragens] nos próximos meses, e isso poderia ser extremamente danoso para a atividade de mineração no Estado, a qual nós ainda dependemos bastante”, afirmou. 

Segundo ele, o motivo das evacuações é que nenhum técnico quer se comprometer a dar o aval para o funcionamento das estruturas depois do que aconteceu em Brumadinho. 

“Centenas de pessoas já tiveram que ser evacuadas. Depois da tragédia de Brumadinho, nenhum técnico ou auditoria certifica mais barragem alguma. Fica nítido que talvez isso tenha que ser revisto. Chegamos em um ponto em que ninguém quer ficar com a batata quente na mão, por uma questão muito séria. Se amanhã acontecer alguma coisa, essa pessoa terá problemas na Justiça até de ordem criminal e dolosa”, disse. 

Ele também lembrou que a barragem da Mina de Córrego do Feijão, que se rompeu em Brumadinho, estava desativada. “Como sabemos, era uma barragem já desativada, que não recebia resíduos há anos. Foi como se um morto tivesse se levantado. Então, se um morto sai andando, o que dizer dos vivos? Das barragens que ainda recebem rejeitos no Estado?”, conclui. 

Trabalhos

Após a entrevista coletiva, a assessoria do governo de Minas emitiu uma nota do governador a respeito das evacuações:

“Mais uma evacuação de comunidades que podem ser afetadas em caso de rompimento de barragem de resíduos de minério no nosso Estado foi feita neste sábado para domingo. A ação teve que ser tomada nas imediações da mina de Mar Azul, em Nova Lima, na região metropolitana da capital mineira.  

Embora seja um inconveniente para os afetados, a medida preventiva visa salvar vidas. Após as tragédias ocorridas em Mariana e em Brumadinho, recentemente, vou fazer tudo que estiver ao alcance do Governo do Estado para preservar as vidas das pessoas. Por isso, determinei que a Defesa Civil adote operação de saída emergencial das residências sempre que houver qualquer indício de desastre. Na noite deste sábado, 16 de fevereiro, fomos informados pela empresa Vale que o emissor do laudo não concedia a garantia de estabilidade das barragens B3 e B4 da Mina de Mar Azul.

Todas as providências que são de responsabilidade do Governo Estadual foram – e sempre serão – tomadas de imediato. A primeira delas foi fazer a evacuação do local no distrito de Macacos e a segunda é cobrar com rigor as ações que são atribuições da empresa Vale, responsável pela barragem.

Cerca de 100 pessoas tiveram que deixar suas casas. Nós queremos que elas voltem o quanto antes dentro da normalidade e de parâmetros de segurança. Também determinei que a empresa dê toda comodidade, quanto à alimentação e hospedagem das famílias afetadas pela evacuação. Praticamente metade foi para hotéis providenciados pela empresa enquanto outros optaram por ir para a casa de familiares.

Vamos continuar acompanhando toda a situação e tomando as medidas que forem necessárias para garantir a segurança das famílias que residem à jusante das barragens em nosso Estado”.

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