terça-feira, 22 outubro 2019
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Venezuela: as últimas notícias da crise política, ao vivo | Internacional

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Afonso Benites

Ao terminar o seu pronunciamento, Bolsonaro tenta fazer uma brincadeira com Guaidó:“Deus é brasileiro e venezuelano”.

Afonso Benites

Diz o presidente brasileiro: “Essa esquerda gosta tanto de pobres que acabou multiplicando-os, e a igualdade buscado por eles foi por baixo”.

Afonso Benites

Bolsonaro: “Faço uma mea-culpa aqui de que dois ex-presidentes do Brasil foram em parte responsáveis pelo o que vem acontecendo na Venezuela hoje em dia”. O presidente se refere aos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que foram aliados de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Afonso Benites

Diz Guaidó, ao lado de Bolsonaro: “Não podemos permitir que nunca mais um pequeno grupo queira se apropriar da liberdade de um povo.”

Afonso Benites

Após a reunião com Bolsonaro, Guaidó se reunirá com um grupo de deputados no salão verde da Câmara e, na sequência, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não o receberá. Maia foi um crítico à tentativa do Brasil de enviar ajuda humanitária para a Venezuela no fim de semana passado.

Afonso Benites

A reunião com Bolsonaro é de caráter pessoal. Não está na agenda oficial do mandatário brasileiro. O que consta é um encontro com o ministro Araújo. Ao fim, a expectativa é que ao menos um dos dois presidentes faça uma declaração à imprensa.

Afonso Benites

Guaidó chegou ao Planalto acompanhado pelo chanceler Ernesto Araújo. Não teve recepção de chefe de Estado. Entrou por um acesso lateral. Foi recebido pelos dragões da independência e caminhou por um tapete vermelho.

Afonso Benites

Antes de se reunir com Bolsonaro, Guaidó esteve no Itamaraty, com o chanceler Ernesto Araújo.

Afonso Benites

Militantes do PCO protestam contra Juan Guaidó em frente ao Palácio do Planalto. Seguram uma faixa com os dizeres: “Fora Guaidó, prostituta de Trump”.

Carla Jiménez

O presidente interino da Venezuela Juan Guaidó se reuniu em Brasília com 25 embaixadores da UE, cada  um representando um país. Guaidó, que é reconhecido como legítimo por mais de 50 países, reforçou a necessidade de celebrar “eleições livres”, que a transição de poder em seu país seja “pacífica”, “consensual” e com “justiça de transição”, segundo disseram fontes diplomáticas europeias à jornalista Naiara Galarraga. No curto prazo, o opositor de Maduro considera imprescindível formar um novo conselho eleitoral nacional que organize novos pleitos.

Afonso Benites

Após se reunir com embaixadores europeus, o venezuelano Juan Guaidó está almoçando com diplomatas na residência oficial do Canadá.

Afonso Benites

O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, reuniu-se na manhã desta quinta-feira com repsresentantes da delegação da União Europeia em Brasília. Ao menos 15 diplomatas participaram do encontro. Ainda hoje, Guaidó deve se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, com o ministro Ernesto Araújo e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. 

Rodolfo Borges

Bolsonaro recebe Guaidó em meio a divergências sobre papel do Brasil na crise

Mandatário vai receber venezuelano, reconhecido pelo Planalto como presidente da Venezuela, “em caráter pessoal”. Capital esvaziada pré-Carnaval e críticas públicas de presidente da Câmara compõem clima da visita

http://cort.as/-FEBS

Joana Oliveira

Juan Guaidó deve encontrar-se com Bolsonaro nesta quinta, em Brasília

O líder opositor Juan Guaidó, chefe do Parlamento venezuelano e reconocido como presidente do país por 50 governos de todo o mundo, deve reunir-se com Jair Bolsonaro em Brasília, nesta quinta-feira, segundo afirmou uma fonte próxima de Guaidó ao EL PAÍS. A informação foi posteriormente confirmada pela assessoria do vice-presidente Hamilton Mourão.

Bolsonaro mantém um forte apoio à Assembleia Nacional desde janeiro, quando declarou que Nicolás Maduro era um “usurpador” do poder.

Fontes próximas a Guaidó informaram à Agência EFE que a agenda do líder opositor no Brasil ainda não está fechada, mas que também pode incluir uma visita ao Congresso.

Rodolfo Borges

O jornalista da Univisión Jorge Ramos e o restante de sua equipe retornaram a Miami. Nesta terça-feira, ele foi detido por duas horas depois de 17 minutos de uma entrevista que estava fazendo com Nicolás Maduro, no Palácio Miraflores, em Caracas. Ramos, um dos jornalistas mais influentes da América, relatou que o pessoal de segurança confiscou seu material gravado e telefones celulares.

https://twitter.com/jorgeramosnews/status/1100525211785543683

Rodolfo Borges

Os Estados Unidos aumentaram os voos de reconhecimento perto da Venezuela nos últimos dias, embora sempre dentro do espaço aéreo internacional, afirmou um funcionário do Governo Trump na terça-feira à France Presse, sob condição de anonimato. “Houve um aumento nos voos de reconhecimento perto da Venezuela”, destacou, sem quantificar o aumento.

Rodolfo Borges

Washington pressiona nas Nações Unidas pela entrada da ajuda humanitária na Venezuela. Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira que pedirão à ONU que autorize a entrada de ajuda humanitária estrangeira no país, aumentando seu compromisso diplomático para forçar Nicolás Maduro a deixar o poder. “Enquanto os venezuelanos eram baleados e espancados e mortos quando tentavam levar alimentos e medicamentos para seu país, Maduro literalmente dançou em Caracas”, disse o representante dos EUA para a Venezuela, Elliott Abrams, em uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU convocada por Washington.

Rodolfo Borges

O representante especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliott Abrams, disse que Washington vai impor mais sanções para pressionar o regime de Maduro. As sanções podem ser anunciadas nesta semana ou na próxima semana, segundo a agência Reuters.

Rodolfo Borges

O Governo peruano cancelou vistos para diplomatas da embaixada venezuelana em Lima e os notificou de que eles estarão ilegalmente no país a partir de 9 de março, informou a Reuters, citando autoridades peruanas. O vice-ministro das Relações Exteriores do Peru, Hugo de Zela, informou que o Governo reconhece o embaixador nomeado por Juan Guaidó.

Talita Bedinelli

ONU denuncia uso político de ajuda humanitária na Venezuela

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, afirmou nesta terça-feira, em um encontro com a imprensa em Madri, que a ajuda humanitária na Venezuela está sendo politizada. Ela confirmou que está negociando com o Governo de Maduro a abertura de vias de entrada dos alimentos e medicamentos no país.

Mohammed ressaltou que a ajuda humanitária, de acordo com o direito internacional, é por definição neutra e imparcial. Sua finalidade é salvar vidas. “Somos muito claros sobre os princípios da ajuda humanitária, e no caso da Venezuela … sim, há uma tentativa de politizá-la”, afirmou ela sobre as centenas de toneladas de alimentos e remédios que os Estados Unidos e o Brasil enviaram para a fronteira. A entrega dos alimentos acabou em conflito, que deixou quatro mortos.  “O que nos preocupa é qualquer perda de vida ou ferimentos”, acrescentou. (Alejandra Agudo)

Foto: Bruno Kelly (Reuters)

Érica Saboya

 

O presidente do México,  López Obrador, reafirmou seu compromisso com uma política de não intervenção na Venezuela um dia depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu ao México que reconheça o líder da oposição Juan Guaidó como o presidente legítimo do país. Obrador instou ambas as partes no conflito a buscarem uma solução pacífica para a crise (Reuters)

Érica Saboya

A Cruz Vermelha Internacional diz que está “totalmente pronta” para distribuir ajuda humanitária na Venezuela, desde que o país permita o “livre acesso” da organização e respeite sua “independência” e “imparcialidade” (EFE)

Érica Saboya

 

O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, disse que a Rússia acredita que os Estados Unidos estejam preparando uma intervenção militar na Venezuela, segundo a agência RIA. Patrushev também teria dito que a Rússia aceitou uma proposta de Washington para conversar sobre a Venezuela, mas que os Estados Unidos teriam adiado o encontro, de acordo com a agência Interfax (Reuters)

Érica Saboya

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, insistiu nesta terça-feira sobre a necessidade de o Governo venezuelano e a oposição “se sentarem para negociar”, evitarem a “politização” da assistência humanitária e encontrarem uma solução pacífica para o conflito “pelo bem do povo”. “Encorajamos ambas as partes a se sentarem à mesa de negociações e buscarem uma solução pacífica”, disse Mohammed (EFE)

Érica Saboya

Venezuela retém jornalista no palácio presidencial e confisca entrevista com Maduro

Jorge Ramos, correspondente do canal Univision, disse que o líder chavista abandonou a conversa quando lhe foi mostrado um vídeo em que se vê jovens pegando comida de um caminhão de lixo

J. LAFUENTE/ F. MANETTO

Leia a matéria completa

Rodolfo Borges

Grupo de Lima reitera que a transição na Venezuela deve ser pacífica

Na reunião do bloco, Bogotá responsabiliza Maduro pela integridade física de Guaidó. Vice-presidente brasileiro defende manutenção da “linha de não intervenção”, “sem aventuras”

http://cort.as/-F9Zx

EL PAÍS BRASIL

Rodrigo Maia: “Fui contra a participação do Brasil na ajuda humanitária”

Presidente da Câmara disse a jornalistas mais cedo que operação criou “confusão na fronteira brasileira em Roraima”. Afirmou também temer a atuação dos EUA: “Eu fui contra a participação do Brasil porque a gente sabia que, por trás dessa ajuda humanitária, havia um encaminhamento diferente por parte dos Estados Unidos. E está feito aí, com mortes, uma confusão na fronteira brasileira em Roraima. Um Estado que já está sofrendo tanto, agora está com mais problemas, como a procura por hospitais.”

Rodolfo Borges

O chefe do Comitê de Finanças da Assembléia Nacional da Venezuela, Carlos Paparoni, garante que Juan Guaidó, presidente interino autoproclamado, “retornará” à Venezuela. “Estamos surpresos de que haja dúvidas sobre se o presidente retornará à Venezuela”, disse ele em entrevista coletiva em Caracas, informa a agência Efe. “Quero que tenhamos a certeza de que o presidente Juan Guaidó retornará, ele retornará à Venezuela.” Guaidó está na Colômbia desde a última sexta-feira. Sobre ele pesava uma ordem do Tribunal Supremo, controlado pelo chavismo, que impedia sua saída do país.

EL PAÍS BRASIL

Ainda sobre a resolução do Grupo de Lima: barrar ajuda remédio e comida é “crime contra a humanidade”

A resolução adotada pelo Grupo Lima após sua reunião na Colômbia pede ao Tribunal Penal Internacional que “considere” a “grave situação” pela qual a Venezuela está passando e “a negação do acesso à assistência humanitária”. Fatos que, consideram os países reunidos, “constituem um crime contra a humanidade”. Há um grande debate sobre a politização de parte a parte em relação ao envio de comida e remédios aos venezuelanos. Se, por um lado, não há dúvidas que se trata de uma emergência e o regime de Maduro ignora. Por outro, tampouco os aliados de Guaidó negam que a operação humanitária é parte de uma estratégia para minar o regime chavista.

 

EL PAÍS BRASIL

Declaração do Grupo de Lima exorta militares a desertarem na Venezuela

O grupo reunido em Bogotá divulgou sua declaração final. Em sua maior parte, uma repetição de exortações anteriores. Um dos momentos mais eloquentes é quando animam os militares da Venezuela a desertar.

“Reiteran su llamado a todos los miembros de la Fuerza Armada Nacional a reconocer al Presidente Encargado, Juan Guaidó, como su Comandante en Jefe, y los exhortan a que, fieles a su mandato constitucional de estar al servicio exclusivo de la Nación y no al de una persona, cesen de servir como instrumentos del régimen ilegítimo de Nicolás Maduro para la opresión del pueblo venezolano y la violación sistemática de sus derechos humanos”

Rodolfo Borges

Sete oficiais das Forças Armadas da Venezuela desertaram nos últimos dias e entraram no Brasil pela fronteira de Roraima, informa a Agência Brasil, que atribui a informação à equipe de comunicação da Operação Acolhida, coordenada pelo Exército Brasileiro. A chefe de comunicação da operação, coronel Carla Beatriz, disse que três militares conseguiram cruzar a fronteira e deixaram o país no domingo, e outros quatro fizeram o mesmo nesta segunda-feira.

EL PAÍS BRASIL

A diferença de tom entre o chanceler e Mourão em Bogotá em uma entrevista conjunta

O correspondente do EL PAÍS em Bogotá, Santiago Torrado, acompanhou a pequena entrevista que Mourão e o chanceler Ernesto Araújo, um trumpista declarado, concederam a jornalistas em Bogotá. Mourão insistiu várias vezes que uma intervenção não é uma opção e ao lado de Araújo. Foi um contrante em relação às notas do Itamaraty, que tem escolhido palavras mais alinhadas com a retórica de Washington para a crise. No sábado, o Ministério das Relações Exteriores conclamou os aliados a ajudar nos esforços para “libertar” Venezuela. Já Mourão fez questão de não esconder reparos à operação de ajuda humanitária montada inclusive pelo Brasil, em Roraima. Segundo o vice, é preciso algo “pacífico”, porque, no formato atual, quem está “sofrendo são os venezuelanos”. Questionado se não era o regime de Maduro que não agia de forma pacífica, insistiu: é preciso que a atuação do lado de cá seja ainda mais pacífica. De quebra, Mourão disse ainda que a China tem que entender que só receberá os bilhões que o regime Maduro lhe deve quando Guaidó chegou ao poder. Sobre a Rússia, cortou: “A Rússia não tem como projetar poder na América Latina”.

Aqui o que está em jogo para diplomacia do Brasil:

Embates na fronteira põem Governo brasileiro em encruzilhada diplomática

http://cort.as/-F8Jf

Rodolfo Borges

“Para nós, a opção militar nunca foi uma opção, o Brasil sempre defende soluções pacíficas para qualquer problema que ocorra nos países vizinhos”, disse Hamilton Mourão, há pouco, durante entrevista coletiva em Bogotá, relata o repórter Santiago Torrado. “Defendemos a não-intervenção, portanto continuaremos com pressão diplomática, política e econômica para chegar a uma solução na Venezuela, e o regime de Maduro partirá”, disse o vice-presidente brasileiro em espanhol, após a reunião de chanceleres do Grupo de Lima. “Até onde sei, ninguém está apostando em uma opção militar” entre os países do bloco. “Você tem que ter paciência e resiliência”, concluiu.

Rodolfo Borges

Mourão deu entrevista à Globo News ao lado do chanceler Ernesto Araújo. Os dois se revezaram nas respostas e reforçaram um tom de moderação em relação à crise da Venezuela.

Rodolfo Borges

O vice-presidente Hamilton Mourão diz na Colômbia, em entrevista à Globo News, que não se considera permitir que tropas norte-americanas atravessem para a Venezuela por meio da fronteira com o Brasil. Segundo Mourão, além de maior parte do Governo ser contra isso, uma autorização como essa, para a entrada de tropas estrangeiras no Brasil, dependeria de permissão do Congresso Nacional.

Talita Bedinelli

O vice-presidente brasileiro ainda exorta a cooperação com os EUA e diz que é preciso oferecer exemplo através de uma ação “equilibrada e justa” para mitigar a crise na Venezuela. Ele diz ainda que o recado que o presidente Jair Bolsonaro gostaria de passar na cúpula é o de “coonfiança na legalidade” das ações e de “compromisso da paz no hemisfério”

Talita Bedinelli

Mourão diz ainda que não se deve ter medo de buscar sanções ao regime chavista nas agências internacionais e nos organismos de cooperação, passando pela OEA.

Talita Bedinelli

Mourão: “Permitam recordar que somos habitantes das Américas, uma parte do mundo onde cresceram as esperanças do novo mundo”.

Talita Bedinelli

O vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão fala agora no Grupo de Lima. Chama o regime de Maduro de “criminoso” e diz que “é uma ameaça que deve ser rejeitada pela convocação de eleições.” Ressalta que os atuais apoiadores de Maduro são os que têm “regimes totalitários”

Érica Saboya

De acordo com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, chega a quase 200 o número de membros das Forças Armadas da Venezuela que desertou até agora. O governo da Colômbia confirma que 156 membros do Exército cruzaram a fronteira em direção país vizinho. Outros pediram refúgio no Brasil

Talita Bedinelli

Pence: “Acredito de todo o coração que o dia chegará em breve e o longo pesadelo da Venezuela terminará.” O vice-presidente americano finaliza sua fala.

Talita Bedinelli

Governos que apoiam Maduro. Pence pede às nações que apoiaram Maduro que reconsiderem seu apoio depois do que aconteceu neste final de semana. “Aqueles que apaiam esse regime só conseguirão se isolar mais no mundo.”

Talita Bedinelli

Sanções aos governadores que impediram a entrada da ajuda humanitária. Pence menciona que os Estados Unidos imporão sanções aos governadores de três estados fronteiriços, que ajudaram a bloquear a entrada de ajuda humanitária no último final de semana. “Nos próximos dias, as sanções vão se intensificar”, diz Pence.

Talita Bedinelli

Pence pede que membros das Forças Armadas aceitem a oferta de anistia de Guaidó. Para os líderes do mundo, ele diz: “Chegou a hora. Não pode haver espectadores na luta pela democracia na Venezuela.”

Talita Bedinelli

Pence pede para que se negue o acesso ao financiamento: “Peço ao Grupo Lima que congele imediatamente os ativos dos funcionários e transfira a posse dos bens dos capangas de Maduro para o Governo do presidente Guaidó.”

Talita Bedinelli

Pence: “O presidente Guaidó não busca vingança, nem os EUA querem isso. Para todos os que estão nas Forças Armadas da Venezuela: se tomarem a bandeira da democracia, o presidente Guaidó e os Estados Unidos acolherão seu apoio”.

Talita Bedinelli

Pence explica que países como Panamá, Canadá e Colômbia congelaram em seus países ativos de militares fiéis a Maduro. “É um passo importante, o de bloquear o acesso aos milhões que eles roubaram do povo venezuelano”.

Talita Bedinelli

Pence: “A partir de hoje, os Estados Unidos imporão sanções adicionais aos funcionários do regime”.

Talita Bedinelli

Pence: “Apesar da brutalidade de Maduro, vamos intensificar nosso trabalho”. Pence anuncia que os Estados Unidos doarão 56 milhões de dólares para os países “aliados” da região.

Talita Bedinelli

Pence se refere também à decisão do Governo dos Estados Unidos de impor sanções contra os governadores de quatro estados venezuelanos, os de Apure, Vargas, Carabobo e Zulia, no marco da campanha de punições contra o país sul-americano “para combater a corrupção e as violações dos direitos humanos”. O Departamento do Tesouro incluiu na “lista proibida” os governadores Ramón Alonso Carrizalez Rengifo (Apure), Jorge Luis García Carneiro (Vargas), Rafael Alejandro Lacava Evangelista (Carabobo) e Omar José Prieto Fernández (Zulia). A medida implica o congelamento de ativos que estar sob soberania dos EUA e limites em contratos e viagens. (EP)

Talita Bedinelli

Pence: “Nosso Governo tomou passos decisivos para condenar e isolar a ditadura, e impusemos sanções a mais de 50 funcionários de alto escalão e à companhia estatal de petróleo”.

Talita Bedinelli

Pence: “O que vimos nos últimos dias é o ato desesperado de um tirano que se apega ao poder.”

Talita Bedinelli

Pence: “Como o presidente Trump disse: ‘A luta pela liberdade começou.”

Talita Bedinelli

Pence: “Até agora, quase 200 membros das Forças Armadas da Venezuela decidiram ficar do lado dos cidadãos e desertaram do regime de Maduro.”

Talita Bedinelli

Pence: “Foi inadmissível que Maduro tenha bloqueado centenas de toneladas de ajuda. Ele literalmente dançou enquanto os caminhões eram queimados.”

Talita Bedinelli

Pence: “Nicolás Maduro é um usurpador que não tem direito legítimo ao poder e deve sair. A luta na Venezuela é entre ditadura e democracia.”

Talita Bedinelli

Pence: “Aos países que estão aqui representados: os Estados Unidos estão agradecidos pela maneira com que avançaram, pela maneira como deram um passo adiante.”

Talita Bedinelli

Pence: “O socialismo está morrendo e a liberdade, a prosperidade e a democracia renascem diante de nossos olhos. O presidente me pediu para transmitir uma mensagem: presidente Guaidó, estamos com você. E estaremos até que a liberdade e a democracia voltem.”

Talita Bedinelli

Pence: “Quero transmitir a todos as saudações de um grande defensor da liberdade, o presidente Donald Trump.”

Talita Bedinelli

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, toma a palavra.

Talita Bedinelli

Guaidó termina seu discurso: “Viva a Venezuela livre.”

Talita Bedinelli

Guaidó: “Mais de 60 países me reconheceram como presidente interino da Venezuela”, afirma ele em seu discurso na reunião do Grupo de Lima. “Esta é uma crise sem precedentes que já tem um banho de sangue nas ruas.”

Talita Bedinelli

Guaidó: “Eles tentaram vender outro falso dilema. Que vivemos um problema ideológico. Mas é um problema de direitos fundamentais para a democracia. “Quando não há liberdade de expressão, quando não são defendidas liberdades sindicais ou justiça social, não há componentes ideológicos.”

Talita Bedinelli

Guaidó: “A transição é uma realidade na Venezuela. Hoje só é bloqueada por grupos armados irregulares. Sem estas armas teríamos uma transição pacífica.”

Talita Bedinelli

Guaidó agradece aos países vizinhos pela recepção de 15% da população venezuelana que migrou para as regiões vizinhas. Neste especial, que publicamos no EL PAÍS Brasil, contamos as principais consequências deste êxodo venezuelano: http://cort.as/-F8lD

Talita Bedinelli

Guaidó: “Eu sou o presidente interino desse país por mandato da Constituição e com o apoio do nosso povo”.

Talita Bedinelli

Guaidó: “O povo da Venezuela resistiu e pediu ajuda e cooperação para avançar nessa pressão necessária a um regime que acredita ter resistido. Resistência a que, à democracia?”

Talita Bedinelli

Guaidó: “Em um dia o mundo viu o que a Venezuela vem sofrendo há anos. Um dia de uma ação vil e sádica quando comida e remédios foram queimados diante de pessoas famintas que precisam de remédios … A boa notícia é que a Venezuela resistiu”.

Talita Bedinelli

Guaidó: “Hoje é Maduro quem usurpa funções e coloca um custo dramático para uma transição política na Venezuela que nos leve a eleições verdadeiramente livres”.

Talita Bedinelli

Guaidó: “O dilema é entre democracia e a ditadura, entre o massacre e salvar vidas, entre gerar pressão política ou permitir massacres como o que está acontecendo hoje na Venezuela.”

Talita Bedinelli

Guaidó: “Esta reunião é para buscar ações claras para a recuperação da democracia e do respeito aos direitos humanos na Venezuela. Hoje o regime Maduro acha que o bloqueio da ajuda humanitária foi uma conquista, eles cantam vitória. Eles dançam em Caracas sobre os túmulos de povos indígenas.”

Talita Bedinelli

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, toma a palavra. Pede um minuto de silêncio “pelo massacre sofrido pelo povo da Venezuela no sábado”.

Talita Bedinelli

Desertores que chegam em terras colombianas. Duque: “Hoje, mais de 140 militares venezuelanos chegaram ao território colombiano e mostraram sua vontade ao presidente Guaidó.”

Talita Bedinelli

Duque lamenta a morte de vários indígenas na fronteira brasileira neste final de semana. “O mundo viu estes atos de barbárie ao vivo e, na minha opinião, representam a derrota moral da ditadura.”

Talita Bedinelli

Duque: “A Colômbia hoje dá boas vindas [ao Grupo de Lima] e quer expressar que a crise humanitária tem sido muito dura em nosso território. Mais de 1,2 milhão de venezuelanos chegaram em nosso território.”

Talita Bedinelli

Duque: “Um ano atrás, a ditadura se fortaleceu e se protegeu em um ambiente internacional”. O trabalho do Grupo Lima e o apoio da maioria dos países do hemisfério e as decisões tomadas reconhecendo o Presidente Guaidó mostram que o caminho da construção institucional isolou o ditador e é o primeiro passo para abrir o caminho para a democracia.”

Talita Bedinelli

Duque: “Para ninguém é uma mentira que o que existe na Venezuela é uma ditadura”.

Talita Bedinelli

Tirania ou democracia. Ivan Duque: “A situação na Venezuela não é um dilema entre guerra e paz, o verdadeiro dilema é a continuação da tirania ou o triunfo da democracia, dos direitos humanos e das liberdades.”

Talita Bedinelli

Duque: “Hoje estamos reunidos para mostrar que existe uma grande coordenação quando se trata de ajudar um povo. Mostramos que a ação multilateral é mais forte do que ameaças e discursos briguentos.”

Talita Bedinelli

O presidente colombiano, Iván Duque, comparece ao lado do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, após a reunião do Grupo Lima.

Talita Bedinelli

A reunião do Grupo Lima. Às 9h em Bogotá (11h em Brasília) começou a reunião do Grupo Lima, com a participação do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, do vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence e de uma aliança de 13 estados latino-americanos e do Canadá. O vice-presidente, Hamilton Mourão, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, representam o Brasil no encontro. O objetivo é encontrar soluções para o conflito venezuelano que este fim de semana piorou, já que a oposição não conseguiu introduzir ajuda humanitária no país. (AFP)

Marina Novaes

Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil, é o epicentro da repressão de Maduro

Centenas de manifestantes, muitos deles indígenas da etnia pemon, enfrentaram a Guarda Nacional e os paramilitares chavistas para terem acesso a ajuda humanitária: http://cort.as/-F8Jq

Marina Novaes

Grupo de Lima se reúne na Colômbia

Representantes dos 13 países que integram o Grupo de Lima se reúnem na Colômbia nesta segujnda-feira para discutir a crise na Venezuela. O vice-presidente, Hamilton Mourão, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, representam o Brasil na reunião. A crise na Venezuela impõem o primeiro desafio diplomático ao Governo Bolsonaro. Leia na reportagem de Carla Jiménez: http://cort.as/-F8Jf

Joana Oliveira

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, (na foto, de AFP) alertou neste domingo de que “medidas” serão tomadas contra a Venezuela depois da “trágica” jornada de sábado. O chefe da diplomacia estado-unidense não descarta uma intervenção militar, ao afirmar que farão “o que for necessário para assegurar (…) que a democracia se imponha” e que “todas as opções estão sobre a mesa”, em uma entrevista à Fox. Juan Guaidó utilizou essa mesma expressão no sábado, depois de que a entrada dos caminhões com ajuda humanitária fracassasse. Guaidó participará na segunda, em Bogotá, de uma reunião do Grupo de Lima, na qual também estará o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

Joana Oliveira

O repórter Carlos Torrado, do EL PAÍS, está na fronteira da Colômbia com a Venezuela e envia esta foto da ponte internacional Simón Bolívar, um dos cenários dos conflitos de ontem entre a oposição e os grupos chavistas.  Um dia depois, a ponte está coberta de pedras e continua bloqueado pelas forças de segurança venezuelanas.

https://twitter.com/Santorrado/status/1099786051286155264/photo/1

Joana Oliveira

Joana Oliveira

O presidente peruano, Martín Vizcarra, é contrário a una intervenção militar na Venezuela: “Não a consideramos convicente”, afirmou em entrevista a EL PAÍS. “Acredito que começou o fim da ditadura de Maduro. É um processo irreversível de volta à democracia. As declarações de Vizacarra foram feitas um dia antes da reunião do Grupo de Lima, que acontece nesta segunda-feira e na qual se debaterá a possibilidade de intervenção, que já é descartada por todas as portências americanas e globais, mas não pela Casa Branca e nem pela oposição venezuelana. (Foto: Carlos Lezama)

Beatriz Jucá

O Ministério da Defesa explica que intercedeu na fronteira do Brasil com a Venezuela, em Pacaraima, para que novos conflitos entre venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana não voltem a se repetir. Após manifestantes apoiadores de Guaidó lançarem pedras contra militares chavistas e os soldados responderem com gás lacrimogêneo na manhã deste domingo, o Exército do Brasil criou um cordão de isolamento entre os dois grupos. “Os veículos antidistúrbios, que estavam na barreira montada no país vizinho, recuaram imediatamente. Militares brasileiros e venezuelanos negociaram, no local, e foi entendida a inconveniência da presença desse tipo de aparato militar. No lado brasileiro, o controle dos acolhidos foi reforçado para evitar novos confrontos”, informa nota do Ministério da Defesa. O órgão acrescenta que a fronteira do Brasil continua aberta para acolher os refugiados. (FOTO: AFP)

Beatriz Jucá

Navio estadunidense com mantimentos para Venezuela chega ao Caribe

O foco da crise venezuelanaa está nas fronteiras do país com Colômbia e Brasil. Mas as notícias chegam também de Curaçao, no Caribe. Hoje, um navio com ajuda dos EUA aportou na ilha caribenha depois que Caracas impediu sua chegada. Midnight Stone, que movimenta nove contêineres de carga, chegou ao porto de Curaçao, a apenas 65 quilômetros da costa da Venezuela, informa a France Presse.

Beatriz Jucá

Um resumo do que aconteceu nas últimas horas: neste domingo, os focos de tensão se concentraram na fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima. Lá, apoiadores de Guaidó lançaram pedras contra o Exército chavista, que reagiu com gás lacrimogêneo. Militares brasileiros chegaram a criar um cordão humano no lado do Brasil para separar os manifestantes da Força Nacional Bolivariana e minimizar os conflitos. A quantidade de soldados venezuelanos que cruzaram a fronteira com o Brasil e com a Colômbia também cresceu nas últimas horas. Três deles chegaram a Pacaraima exibindo suas credenciais e pedindo que os colegas “se colocassem ao lado do povo que está passando fome”. O número de desertores nas forças armadas e policiais venezuelanas é de cerca de 120, segundo dados do governo colombiano. (FOTO: REUTERS)

Beatriz Jucá

Três sargentos desertam e mostram suas credenciais

Três sargentos da Guarda Nacional Bolivariana mostram suas credenciais depois de desertarem e cruzarem a fronteira para o Brasil, em Pacaraima. No lado brasileiro, do posto fronteiriço de Karadima, eles pediram aos seus camaradas que desobedecessem aos seus comandantes e “se colocassem ao lado do povo porque as pessoas estão passando fome”, disse Carlos Eduardo Zapata (centro). As informações são da correspondente Naiara Galarraga.

Beatriz Jucá

Deputado da oposição no exílio e embaixador de Guaidó perante o Grupo Lima, Julio Borges, afirma que será solicitado o “uso da força” na Venezuela na reunião com representantes de 14 países que acontecerá nesta segunda, na Colômbia. Ele diz que também serão pedidas ações diplomáticas mais “fortes” aos países americanos que reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela. Guaidó já havia adiantado neste sábado que “todas as opções estão na mesa” para resolver a crise da Venezuela, mas uma intervenção militar já foi rechaçada neste domingo por Chile e Espanha. Uma intervenção militar, conforme escreve o correspondente Francesco Manetto, sugere o pior epílogo para a crise: http://cort.as/-F6iP

Beatriz Jucá

O governo de Nicolás Maduro acusou neste domingo ativistas da oposição venezuelana de queimarem dois caminhões carregados de alimentos e remédios que faziam parte do primeiro lote de ajuda humanitária internacional para aliviar a grave crise pela qual a Venezuela está passando. “Há indícios de que naqueles caminhões não havia nada, porque eles já estavam predestinados a serem queimados (…), aqueles que estão nos caminhões são os mesmos que depois os queimaram”, disse o ministro venezuelano da Informação, Jorge Rodríguez, em uma conferência de imprensa em Caracas, informa a agência EFE. (FOTO: AFP)

Beatriz Jucá

Um homem incendeia um posto de guarda na fronteira entre a Venezuela e o Brasil, em Pacaraima, neste domingo. (FOTO: REUTERS)

Beatriz Jucá

Chile recusa possibilidade de intervenção militar na Venezuela

Após uma mensagem de Juan Guaidó, na noite desde sábado, na qual afirmava que “todas as opções” permaneciam abertas, alguns países têm recusado expressamente a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela. Neste domingo, o governo chileno, através de seu chanceler, Roberto Ampuero, negou a via militar como saída ao conflito: “O Chile não está disponível para outro tipo de alternativa, reiteramos e enfatizamos (…) que o Chile apóia uma solução política e pacífica”. Mais cedo, a Espanha também já tinha recusado essa opção. Guaidó não comentou os casos, mas tem agradecido o apoio de vários presidentes na tarde deste domingo por meio de sua conta no Twitter, apesar do fracasso da primeira tentativa de ajuda humanitária pela comunidade internacional. Nesta segunda-feira, o presidente interino da Venezuela se reúne com outros 14 chefes de Estado na Colômbia. Estará na reunião o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que deverá anunciar “medidas concretas” e “açoões claras” para fazer com que a ajuda humanitária chegue à Venezuela, informou um alto cargo estadounidense à Reuters. (FOTO: EFE)

Beatriz Jucá

Uma mulher segura uma faixa que pede “liberdade” na fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima. A imagem foi feita neste domingo pelo fotógrafo Bruno Kelly, da agência Reuters. 

Beatriz Jucá

A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, condenou neste domingo o “uso excessivo de força” usado pelo Exército venezuelano e grupos armados pró-governo, que resultaram em pelo menos quatro mortes e mais de 300 pessoas feridas nos últimos dias.  “Atiraram em pessoas e algumas delas morreram. Há quem tenha recebido feridas das quais nunca mais vai se recuperar, incluindo a perda de um olho”, disse, em referência às vítimas da intensa crise que já dura três dias na Venezuela. Bachelet defende que Maduro obrigue a Força Nacional a deixar de usar o que chama de “força excessiva contra manifestantes desarmados e cidadãos comuns”. 

https://twitter.com/NoticiasONU/status/1099743493487058944?ref_src=twsrc^tfw  

Beatriz Jucá

Fluxo irregular na fronteira com o Brasil ainda é constante

Este domingo é o terceiro dia desde que nicolás Maduro decidiu fechar a fronteira com o Brasil. Ainda assim, o fluxo de cidadãos e famílias que se cruzam irregularmente é constante. Ambulâncias com pessoas feridas cruzam a fronteira em Pacaraima. Pelo menos 20 pessoas, principalmente feridas a bala, foram tratadas em hospitais brasileiros, de acordo com informações oficiais conseguidas pela correspondente Naiara Galarraga. Na imagem feita pelo fotógrafo Ricardo Moraes, da Reuters, manifestantes venezuelanos gesticulam para a Força Nacional da Venezuela, na fronteira com Pacaraima. 

Beatriz Jucá

Militares brasileiros em Pacaraima isolam manifestantes para evitar conflito

Quando apoiadores de Guaidó começaram a jogar pedras contra exército chavista neste domingo na fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima,  membros da Força Nacional brasileira fizeram um cordão humano para separar os dois grupos. Um militar do Brasil destacou aos presentes que “a fronteira não está fechada (do lado brasileiro), quem quer atravessar só pode ser preservada sua integridade”. No último sábado, dois sargentos venezuelanos desertaram e atravessaram a fronteira para o Brasil. Ao primeiro brasileiro com quem eles se encontraram, os sargentos disseram que estavam com fome e exaustos. Eles não carregavam armas, informa Naiara Galarraga. A imagem do fotógrafo Ricardo Moraes, da Reuters, mostra como estava a fronteira, em Pacaraima, na manhã desde domingo.

Beatriz Jucá

Imagem enviada pela correspondente Naiara Galarraga mostra, no primeiro plano, o exército do Brasil. Ao fundo, está a Força Nacional venezuelana, que avançou neste domingo para o centro, território que fica no limbo entre os dois países e onde chegaram neste sábado os dois caminhões com mantimentos. Os veículos já foram retirados do local.  

Beatriz Jucá

Gás lacrimogêneo usado por exército venezuelano atinge território brasileiro

Mais informações sobre os conflitos em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Partidários de Guaidó enfrentaram neste domingo os militares chavistas que estavam no lado venezuelano da fronteira. O exército então respondeu com gás lacrimogêneo, que caiu – em alguns casos – em território brasileiro. É o mais próximo que a Guarda Nacional venezuelana esteve do território do Brasil, desde a última quinta-feira, quando Nicolás Maduro decretou o fechamento total da fronteira. “Estamos vigiando para que ninguém se machuque”, diz o coronel brasileiro Georges Feres, da própria fronteira, segundo a France Press. “Este é um confronto entre civis e militares venezuelanos”., acrescenta. É o segundo choque deste tipo em menos de 48 horas.

Beatriz Jucá

Quatro diplomatas colombianos deixaram a Venezuela neste domingo, um dia após Maduro romper relações com a Colômbia. As informações são da agência EFE. Diante da decisão do amndatário chavista, o presidente Ivan Duque ordenou o retorno dos diplomatas. Guaidó, a quem a Colômbia reconhece como presidente interino da Venezuela, havia dito para que os funcionários permanecessem no país. Maduro, por sua vez, deu um prazo de 24 horas para a saída das autoridades colombianas. O rompimento das relações entre os dois países aconteceu após a primeira tentativa da comunidade internacional em levar ajuda humanitária à Venezuela. 

Beatriz Jucá

Em Pacaraima, venezuelanos contrários a Maduro atiram pedras na Guarda Nacional

Embora o nível de tensão nas fronteiras venezuelanas tenha sido reduzido, os conflitos não acabaram. Em Paracaima (a primeira cidade brasileira depois de cruzar a fronteira com a Venezuela, no estado de Roraima), grupos de venezuelanos contrários ao regime atiraram pedras nos membros da Guarda Nacional, que permanecem leais a Maduro e cortam a fronteira. Os soldados responderam com gás lacrimogêneo. Não há feridos. As informações são de Naiara Galarraga. A foto é de Nelson Almeida, da AFP.

Beatriz Jucá

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, já está em Bogotá para participar da reunião do Grupo Lima amanhã, segundo a Presidência da Colômbia. Guaidó vai se reunir com representantes de 14 países americanos que compõem o grupo e com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. As informações são do repórter Santiago Torrado. O vice-presidente Mourão e o chanceler Ernesto de Araújo também participarão do encontro.

Beatriz Jucá

O presidente da Colômbia, Iván Duque, visitou duas das pontes fronteiriças do seu país com a Venezuela neste domingo. “Veja essa barbárie. O que vimos ontem foi uma ditadura atacando seus filhos, os filhos de seu próprio país para evitar drogas e levar comida para seus parentes”, disse à agência EFE. No último sábado, fracassou a primeira tentativa da comunidade internacional para levar ajuda humanitária à Venezuela. Maduro pôs o exército nas fronteiras para impedir a entrada de alimentos, segundo ele uma tentativa de invasão estadunidense. 

https://twitter.com/IvanDuque/status/1099697415135858688?ref_src=twsrc^tfw  

Beatriz Jucá

No Twitter, Maduro publica vídeo e tenta emplacar a narrativa de que o povo venezuelano está unido. Também pede aos compatriotas para “não baixar a guarda” na luta por paz na Venezuela. Neste sábado, a tentativa frustrada de levar ajuda a partir da Colômbia e do Brasil ao país elevou a pressão sobre Maduro. Pelo menos 60 soldados venezuelanos já abandonaram as Forças Armadas.

https://twitter.com/NicolasMaduro/status/1099696939187228673?ref_src=twsrc%5Etfw  

Beatriz Jucá

O ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Josep Borrell, afirmou à agência EFE que a Espanha não apoiaria uma intervenção militar estrangeira na Venezuela e condenaria qualquer ação nesse sentido. Segundo Borrell, “nem todas as posições estão na mesa” para resolver a crise. O ministro espanhol defende um pacto entre os próprios venezuelanos para a realização de novas eleições no país.

Felipe Betim

O povoado venezuelano de Santa Elena de Uairén, perto da fronteira com o Brasil, está repleto de militares, segundo disse um vereador do município a Naiara Galarraga, enviada especial do EL PAÍS a Pacaraima (Roraima). A informação dessa fonte não pôde ser verificada. Segundo o parlamentar, no município não há trânsito de veículos nem pessoas nas ruas. Neste sábado chegaram ainda 86 veículos com reforços, incluindo ônibus escolares y de passageiros. Em Santa Elena de Uairén morreram ao menos quatro pessoas neste sábado durante os choques entre civis e as Forças ARmadas, confirmou um deputado opositor em nome da Assembleia Nacional e a ONG Foro Penal.

Felipe Betim

Além de 60 militares venezuelanos que desertaram neste sábado na fronteira com a Colômbia, segundo o Governo colombiano, dois sargentos da Guarda Nacional também desertaram na fronteira com o Brasil. As informações são do porta-voz da Operação de Acolhida do Exército, George Feres Kaanan, mas ainda não há confirmação por parte do Governo Brasileiro, informa Naiara Galarraga,  a enviada especial do EL PAÍS a Pacaraima (Roraima)

Felipe Betim

“Um mês depois de prestar juramento como chefe de Estado interino reconhecido pelo Parlamento no lugar do presidente chavista, Guaidó deu um passo além, e fez isso ao final de um dia no qual a repressão policial e os distúrbios deixaram pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos. Nas últimas semanas, ele havia mantido um tom relativamente calmo, apesar do desafio aberto. Pôs em andamento um processo de transição que busca a saída do sucessor de Hugo Chávez, a formação de um gabinete provisório e a convocação de eleições. Conseguiu unir novamente em torno da mesma causa a oposição venezuelana, um conjunto de forças com estratégias, sensibilidades e orientações ideológicas diferentes. No entanto, a tensão e o fato de o Governo mostrar que tem o controle do aparelho estatal, apesar da deserção não desprezível de mais de 60 militares em poucas horas, levou-o a insinuar o caminho da intervenção”, escreve Francesco Manetto, correspondente do EL PAÍS em Caracas. Leia mais aqui: http://cort.as/-F6iP

Foto: AFP

Felipe Betim

O regime de Nicolás Maduro ainda rompeu relações diplomáticas com a Colômbia neste sábado, enquanto na fronteira entre os dois países aconteciam confrontos. “Basta da oligarquia colombiana”, clamou Maduro durante um ato em Caracas com partidários chavistas. Ele ainda deu 24 horas para que os diplomatas colombianos deixassem o país.

Foto: AFP

Felipe Betim

A fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (Roraima), está tranquila neste momento, conta Naiara Galarraga Gortázar, enviada especial do EL PAÍS. Os venezuelanos em território brasileiro estão à espera de instruções de Juan Guaidó para saber se tentam ou não entrar com ajuda humanitária de novo. Há algumas diferenças com relação a ontem à tarde:

– Os dois caminhões com ajuda humanitária não estão na região da fronteira;

– Os soldados venezuelanos estão mais perto da divisão com o Brasil;

– A bandeira da Venezuela não está hasteada.

Felipe Betim

O Governo Maduro confirmou neste domingo um total de 42 feridos como consequência dos confrontos deste sábado na fronteira com entre a Colômbia e a Venezuela. O Executivo responsabilizou a oposição pela violência, ao tentar forçar a entrada de ajuda humanitária norte-americana apesar do fechamento da fronteira. Freddy Bernal, protetor do Estado de Táchira, designado pelo regime, relatou que entre os feritos há “dois baleados por criminosos colombianos e três incendiados vivos”. No entanto, o governo da Colômbia assegura que, na verdade, 285 pessoas ficaram feridas. Entre elas, 37 tiveram que ser hospitalizadas. Informação de Europa Press.

Felipe Betim

O pronunciamento de Guaidó representa uma escalada retórica, ao dar respaldo às falas do Governo Trump que sugerem uma possível ação militar na Venezuela. Guaidó ainda falou que iria se reunir com os “aliados” da Comunidade Internacional para continuar executando as próximas ações internas no país. “A pressão interna e externa são fundamentais para a libertação”, disse.

https://twitter.com/jguaido/status/1099498160630714369

Joana Oliveira

Em seu segundo pronunciamento do dia, Guaidó volta a apelar aos militares, consciente de que a permanência ou queda de Maduro no poder depende deles. O presidente interino pediu um pronunciamento coletivo das Forças Armadas e apontou os grupos armados ilegais como os responsáveis pelo bloqueios dos caminhões que levavam ajuda humanitária à Venezuela.

Carla Jiménez

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, condenou a violência dos “matones de Maduro”, e expressou solidariedade às famílias dos venezuelanos mortos neste sábado nos confrontos com as forças chavistas. “Nos somamos ao clamor por justiça”, disse. Até o momento são quatro mortos confirmados perto da fronteira com o Brasil e um número indeterminado de feridos. https://twitter.com/SecPompeo/status/1099467534263296000

Joana Oliveira

“Não descansaremos até alcançar a liberdade da Venezuela” diz Guaidó

“Hoje o mundo viu a pior face da ditadura venezuelana. Não descansaremos até alcançar a liberdade da Venezuela: à comunidade internacional, toda nossa gratidão”, continua Juan Guaidó. O presidente interiono anuncia que que participará da cúpula de Lima na segunda-feira. No horizonte, ele diz, há mais sanções para o regime venezuelano.

Joana Oliveira

“Hoje vimos um homem que não tem dó do povo da Venezuela, que queimou a comida necessária para os famintos. Vimos um homem queimar remédios em frente dos doentes. Vocês não devem nenhum tipo de obediência ou lealdade àqueles que sadicamente celebram que a  ajuda humanitária não tenha entrado a ajuda ao país. Aquele que usurpa Miraflores tomou o pior caminho”, afirmou Guaidó.  O presidente interino, reconhecido por meia centena de países, refere-se à queima de dois caminhões com ajuda humanitária na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. “[Maduro] Comemora a morte de mais venezuelanos, e é por isso que mais de 60 membros das Forças Armadas me reconhecem como presidente: 80% das forças armadas rejeitam Maduro”, acrescentou.

Joana Oliveira

Guaidó acusa Nicolás Maduro de “bloquear o caminho da paz e da liberdade” e afirma que o adversário está “usurpando funções” no Palácio de Miraflores.

Joana Oliveira

“Por muito que recorram à violência, Venezuela recupera sua liberdade”, diz Duque.

Joana Oliveira

Joana Oliveira

E continua a hemorragia no Exército e nas forças de segurança venezuelana: mais de 60 soldados abandonaram o compromisso com Maduro, de acordo com o governo colombiano. 

Joana Oliveira

Embora em alguns pontos a ajuda humanitária chegou a atravessar a fronteira, os alimentos e remédios ficaram presos em trânsito para Venezuela: apenas dois caminhões conseguiram entrar no país, informa Franceso Manetto, correspondente de EL PAÍS na Colômbia, Venezuela e na região andina. Dois outros comboios sofreram incêndios em circunstâncias ainda não esclarecidas. Em Santa Elena de Uairén, a escalada de tensão terminou com a morte de quatro pessoas nas mãos dos grupos chavistas.

Carla Jiménez

As autoridades brasileiras informaram à correspondente Naiara Galarraga que outros cinco venezuelanos feridos foram atendidos no Brasil depois de cruzar a fronteira em ambulâncias, saindo de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana a 15 km da fronteira com o Brasil. O deputado Juan Andrés Mejía corroborou a informação da ONG Foro Penal: quatro civis mortos em um choque com os paramilitares chavistas, que abriram fogo contra a população do lado venezuelano.

 

Carla Jiménez

URGENTE: Foro Penal,  ONG com sede em Caracas, confirma a morte de ao menos quatro pessoas na região de Santa Elena de Uairén, na parte venezuelana, a 15 km de Pacaraima (Roraima), “Coletivos dispararam contra pessoas que estavam na zona da fronteira com o Brasil. Nossa equipe do Foro Penal está analisando a situação”, diz Alfredo Romero, advogado da ONG. Neste tuíte, ele gravou um vídeo para contar a situação.https://twitter.com/alfredoromero/status/1099377069409079301

Carla Jiménez

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, que está em Cúcuta (Colômbia), com JuanEl presidente de Chile, Sebastián Piñera, presente en Cúcuta junto a Juan Guaidó. reconheceu que grande parte da ajuda humanitária não conseguiu entrar na Venezuela, mas se disse seguro que a “ditadura vai cair”. “O mundo inteiro pôde observar o que aconteceu. A ajuda humanitária existe e a vontade do povo mostrou sua força”, disse ele. Em uma declaração junto a Luis Almagro, da OEA, o presidente colombiano Ivan Duque, e o mandatário interino da Venezuela, Juan Guaidó.

https://twitter.com/sebastianpinera/status/1099387497996582918

Joana Oliveira

O Governo colombiano informa que 23 soldados venezuelanos desertaram do Exército comandado por Nicolás Maduro.

Joana Oliveira

Joana Oliveira

“Os voluntários venezuelanos que tentavam entrar com a ajuda humanitária foram reprimidos, desta vez não pelas Forças Armadas. As Forças Armadas apoiaram o presidente legítimo”, disse Juan Guaidó. Ele afirmou que foram a polícia e grupos armados que bloquearam a entrada da ajuda.  “Uma parte da ajuda já chegou a Santa Elena de Uairén. [Mas] sabemos que isso não é suficiente, os venezuelanos estão pacificamente posicionados para permitir a entrada”, acrescentou, fazendo também um novo apoio aos militares: “A cadeia de comando se rompeu. Vários oficiais colocaram-se ao lado da Constituição e do povo venezuelano. Os militares são homens de honra e família. É um dia de resistência”. 

Joana Oliveira

O Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, reconheceu o fracasso parcial da operação de entrada da ajuda humanitária na Venezuela e acusou duramente o governo de Nicolás Maduro por impedir o acesso. “A ditadura usurpadora foi covarde e indecente e bloqueou parcialmente a ajuda humanitária até agora. Paramilitares foram usados ​​como meios repressivos, tiros foram disparados contra pessoas desarmadas”, disse Almagro. Na foto (Reuters), o líder da OEA com Juan Guaidó, em Cúcuta.

Joana Oliveira

Nicolás Maduro rompe relações com o Governo colombiano:  “Vimos como o Governo de [Iván] Duque emprestou o território da Colômbia. Nunca antes um Governo colombiano havia caído tão baixo nem fez o que fez Duque contra a Venezuela”. Maduro termina seu discurso ofendendo diretamente Duque, um dos mais firmes aliados de Juan Guaidó: “Você é o diabo, Iván Duque, você vai quemar por dentro! Vamos ver você cair. Todo aquele que se mete com a Venezuela paga por isso”. 

Joana Oliveira

Joana Oliveira

Joana Oliveira

Maduro rebate as críticas à crise financeira da Venezuela afirmando que “os aposentados não deixaram de receber suas pensões” e que nem escolas nem universidades foram fechadas. Não menciona, no entanto, os números da fome no país (morrem 40 pessoas por dia em Caracas) e a falta de medicamentos e equipamentos nos hospitais: http://cort.as/-F535

Carla Jiménez

O presidente Jair Bolsonaro recorreu a sua prática cotidiana de tuítes e emojis para se manifestar neste sábado com um “Fuerza a nuestros hermanos venezolonos!” Incrementou com uma parte da mensagem religiosa que fez parte da sua campanha eleitoral e depois tornou-se marca registrada do seu Governo. https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1099368173911134208

Joana Oliveira

“Nós estamos dispostos a comprar todo o arroz, açúcar, leite em pó, toda a carne do estado de Roraima, pagando tudo direitinho. Porque não somos desonestos nem mendingos. Se querem trazer caminhões de arroz, carne, leite em pó, que venham! Pagarei tudo no mesmo momento”, diz Maduro sobre os caminhões de ajuda humanitária que o Brasil envia a Venezuela.

Joana Oliveira

“Trump só quer as riquezas de Venezuela, nosso petróleo, ouro e diamantes. E quer acabar com essa linda revolução do século XXI, quer acabar essa linda experiência de revolução democrática, livre e constitucional”, diz Maduro.

Joana Oliveira

“O regime de Maduro recorre ao manual habitual quando se sente encurralado. Politicamente, ele mobiliza seus seguidores para ouvir seu discurso e, na rua, ativa os grupos paramilitares para espalhar o medo em lugares como Ureña, onde tiros foram ouvidos e assustaram a população. O madurismo tem muito medo da fronteira e de cidades rebeldes como San Cristóbal, capital de Táchira”, analiza Jacobo García, jornalista de EL PAÍS América http://cort.as/-F525

Joana Oliveira

“Donald Trump odeia os povos latino-americanos, por isso quer construir um muro entre nós. Por isso nos manda sua comida podre, disfarçada de ajuda humanitária”, continua Maduro.

Joana Oliveira

“Se algum dia vocês acordarem com a notícia de que aconteceu alguma coisa com Nicolás Maduro, não duvidem nem um segundo: militares e o povo, unam-se e vão para as ruas fazer a revolução. Uma revolução socialista, trabalhadora”, diz Maduro aos seus seguidores.

Joana Oliveira

Joana Oliveira

Assim está, neste momento, a ponte Simón Bolívar, na fronteira da Venezuela com a Colômbia

 

Joana Oliveira

“Por trás dessa comida podre, que chamam de ajuda humanitária, tem a ameaça de invasão dos Estados Unidos. São traidores da pátria os que vão atrás de Donald Trump, que nos ameaça militarmente. Serão traidores para sempre”, afirma Maduro.

Joana Oliveira

“Se ele [Juan Gaidó] é presidente, onde estão suas medidas econômicas para ajudar o povo? Por que não formou um Conselho de Ministros? Porque é tudo um jogo! 30 dias depois, o golpe de Estado fracassou. Os derrotamos com a união cívico-militar”, continua Nicolás Maduro, em seu discurso em Caracas.

Joana Oliveira

“O desafio diretamente a convocar eleições”, diz Maduro, referindo-se a Guaidó. “Vamos ver quem tem votos e quem ganha eleições nesse país!”, continua, chamando o opositor de “marionete dos Estados Unidos”.

Joana Oliveira

Maduro chama Juan Gaidó de “presidente marionete” e questiona por quê ele não convocou eleições, se tinha o poder, dentro de 30 dias, “como manda a Constituição” venezuelana.

Joana Oliveira

“Passarão os dias, passarão os anos, e Nicolás Maduro continuará comandando Venezuela. Porque na Venezuela não mandam os Estados Unidos, nem a oligarquia colombiana. Aquí decide o soberano e ninguém mais”, afirma Maduro. A multidão que apoia grita: “Assim que se governa!”.

Joana Oliveira

Enquanto isso, as autoridade venezuelanas continuam impedindo a entrada na ajuda humanitária que vem da Colômbia na ponte Francisco de Paula Santander e na ponteTienditas. Os agentes venezuelanos lançam gases lacrimogêneos contra a multidão concentrada no local, informam os jornalistas de EL PAÍS América.

Joana Oliveira

“Não sou, nem serei nunca parte de uma oligarquia, de nenhum tipo de elite”, continua Nicolás Maduro, em Caracas. “Nicolás Maduro Moros será leal hoje e sempre com a batalha do nosso povo pela independência e dignidade. Estou mais firme que nunca, em pé, governando nossa pátria agora e por muitos anos”.

Joana Oliveira

“Venezuela está nas ruas, mobilizada, porque estamos lutando pela paz. Ou vocês querem que volte a violência? Estamos batalhando pela paz, mas pela paz com independência, com justiça e igualdade social. Paz com dignidade nacional. É uma luta pela dignidade da Venezuela contra quem quer que nosso país se ajoelhe perante os gringos, perante a oligarquia decadente da Colômbia”, diz Maduro e acrescenta: “Não é tempo de traição”.

Joana Oliveira

“Yankee, go home!, brada Maduro contra os Estados Unidos. Ele agradece o apoio dos seguidores que acompanham-no na manifestação em Caracas: “É impressionante a consciência e o apoio de vocês, gente do povo, que estão na rua desde às 9 da manhã”, diz.

Joana Oliveira

Nicolás Maduro participa de uma manifestação de apoio a ele em Caracas, onde deve fazer declarações em breve. Maduro dança e agita a bandeira venezuelana diante centenas de apoiadores: http://cort.as/-F5_S

Carla Jiménez

Guaidó chegou a tuitar que um caminhão com ajuda humantiária havia conseguido chegar à Venezuela pelo Brasil mas essa informação não procede em sua totalidade. Isso porque o caminhão se moveu para o lado venezuelano mas não ultrapassou o limite da barreira humana dos soldados venezuelanos aliados de Maduro, explica a correspondente Naiara Galarraga que se encontra no local.

Carla Jiménez

No twitter, Juan Guiadó e Nicolás Maduro estabeleceram uma batalha de comunicação. Ambos estão tuitando mensagens para seus seguidores. Enquanto Guaidó publica imagens de uma coletiva de imprensa realizada nesta manhã, Maduro fala do show que reuniu artistas em apoio a sua manutenção no poder. https://twitter.com/jguaido/status/1099342905121128448

Carla Jiménez

A tensão em Ureña cresce a cada momento. A correspondente do EL PAÍS Florantonia Singer testemunhou o movimento da Guarda Nacional Bolivariana e o grito dos venezuelanos pedindo para que os soldados se juntem ao povo “Guarda, amigo, o povo está contigo”.. https://twitter.com/fsingerf/status/1099329760327544834

Carla Jiménez

“Estava há dias pensando nisso [em dar baixa da Guarda Bolivariana]”, contou o sargento Linarez, um dos quatro militares venezuelanos que pediu apoio à Colômbia. Em conversa com jornalistas, ele diz que são milhões de venezuelanos descontentes. Vídeo de Jesus Mesa, do jornal colombiano El Espectador. https://www.youtube.com/watch?time_continue=67&v=bFZxtYdwXBg

Carla Jiménez

A imagem dos quatro militares venezuelanos que abandonaram Maduro.

Carla Jiménez

No ambiente de tensão, manifestante revida a bomba de gás da tropa bolivariana na fronteira entre a Colômbia e Venezuela. Foto F.Llano/AP.

Carla Jiménez

A resistência venezuelana à passagem de conterrâneos para a Colômbia na fronteira pela cidade de Ureña (lado venezuelano) elevou a tensão ali com a tropa bolivariana munida de gás lacrimogênio. Fotos de Fernando Llano da agência AP

Carla Jiménez

Imagens como essa circulam e vão pressionando cada vez mais o mandatário Nicolás Maduro que resiste a entregar o cargo para seu opositor Juan Guaidó que se autodeclarou presidente interino há um mês com apoio de mais de 50 países, incluindo o Brasil.

Carla Jiménez

No lado colombiano, militares venezuelanos dispersaram com gás lacrimogênio dezenas de pessoas que pretendiam cruzar a fronteira para a Colômbia pela ponte de Ureña (Venezuela), fechada desde a noite de sexta pelo governo de Maduro.

Carla Jiménez

Ainda, segundo a Folha, os generais Santos Cruz e Augusto Heleno temiam emitir sinais equivocados caso o Brasil se envolvesse na crise da Venezuela neste momento, alertando que o país poderia estar sendo usado como isca para fomentar conflito e dar margem a uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.  Bolsonaro então teria se comprometido a não autorizar o ingresso de tropas americanas pelo território brasileiro. Mais informações na coluna Painel da Folha. http://cort.as/-F4oH

Carla Jiménez

Os militares brasileiros têm demonstrado bastante cautela com a operação de ajuda humanitária à Venezuela. Segundo a edição deste sábado do jornal Folha de S. Paulo, o presidente Jair Bolsonaro pediu reunião com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e David Alcolumbre, respectivamente, para saber se o Brasil deveria enviar a ajuda humanitária à Venezuela. O encontro incluía seleto grupo de ministros de confiança e o presidente do STF, Dias Toffoli. Maia e militares eram contra a participação do Brasil, segundo a Folha. Os demais foram favoráveis.

Carla Jiménez

O caminhão de ajuda do Brasil chegou à fronteira de Pacaraima, informa Naiara Galarraga. Trata-se de um veículo pequeno, como mostra a imagem feita pela correspondente do EL PAÍS. O motorista está voltado para o lado brasileiro, e a carga, para o lado venezuelano.

Carla Jiménez

O Itamaraty divulgou foto do chanceler Ernesto Araújo com a embaixadora venezuelana no Brasil, María Teresa Belandria, designada por Juan Guaidó, junto ao estoque de mantimentos que ainda se encontrava em Boa Vista. Parte desse carregamento seguiu em um caminhão para Pacaraima, onde o ministro se encontra neste sábado.

Carla Jiménez

Venezuelanos em Pacaraima aguardam para ver se a ajuda humanitária do Brasil e Estados Unidos será capaz de cruzar a fronteira, informa Naiara Galarraga. A expectativa é compartilhada com os profissionais de imprensa que estão do lado brasileiro da fronteira entre Brasil e Venezuela.

Carla Jiménez

O Governo do presidente Jair Bolsonaro quer evitar um conflito diplomático com Maduro, com a entrada de automóveis ou cidadãos brasileiros sem a permissão oficial. Por isso, o Planalto diz que sua interferência será apenas para ajudar a população que está desabastecida. “É exclusivamente de ajuda humanitária, não havendo qualquer interesse de nosso país no emprego quaisquer outras frentes nesse momento”, explicou o porta-voz da Presidência, o general Otávio Rêgo Barros. Maduro tem repetido que o envio de insumos, com o patrocínio de EUA, Brasil e Colômbia, é só uma “armadilha” para tentar derrubá-lo. O correspondente do EL PAÍS em Brasília, Afonso Benites, explicou esses detalhes nesta reportagem. http://cort.as/-F4ix

Carla Jiménez

A primeira remessa de ajuda humanitária vai incluir uma pequena parte das cerca de 200 toneladas de produtos aportados em sua maioria pelos Estados Unidos, e uma parcela de itens do Brasil, informa Naiara Galarraga. A embaixadora em Brasília designada por Guaidó, María Teresa Belandrua, explicou que tem sido impossível encontrar mais caminhões e motoristas venezuelanos dispostos a levar o carregamento até seu país, um requisito imposto pelo Brasil desde o primeiro momento para participar da operação de ajuda humanitária aos venezuelanos. “Tivemos enormes dificuldades para conseguir transporte. O regime [chavista] ameaçou empresas de tirar suas licenças, seus caminhões e prender” quem participasse desta operação. É por esta empreitada que Guaidó pretende começar a eercer o poder na Venezuela logo que completa um mês de sua proclamação como presidente interino.

 

Carla Jiménez

O ministro Ernesto Araújo acaba de fazer uma coletiva de imprensa em Pacaraima onde anunciou que está chegando à fronteira o primeiro caminhão de ajuda humanitária enviado pelo Brasil em conjunto com os Estados Unidos, informa a correspondente espanhola do EL PAÍS no Brasil, Naiara Galarraga. Araújo insistiu que confia nos soldados do lado venezuelano que hoje estão fechando a fronteira para evitar a passagem de veículos. Ele não especificou nenhum plano concreto caso os militares da Venezuela impeçam a passagem do carregamento que inclui kits de emergência sanitária, além de alimentos como arroz e leite em pó.

 

 

Carla Jiménez

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, esteve com o opositor de Maduro, Juan Guaidó,  nesta sexta na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, para acompanhar o show “Venezuela Aid Live”. O evento, que recebeu um público de 150.000 pessoas, foi patrocinado pelo bilioário britâncio Richard Branson, de apoio a Guaidó. Araújo afirmou que já planos internacionais para a “reconstrução da Venezuela” quando o governo de Maduro chegue ao fim. As informações são  da agência Efe.

Carla Jiménez

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse neste sábado que o presidente Nicolás Maduro não tem poder real e nem moral para exercer seu cargo. “Não tem poder moral, ele só tem a força bruta”, informa a agência Efe. Araújo afirmou que a queda de Maduro é uma questão de tempo, e que espera que os militares venezuelanos concluam que precisam respaldar o chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como verdadeiro mandatário. Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela em janeiro e foi reconhecido por 50 países, incluindo o Brasil. Araújo acompanha o traslado de 200 toneladas de ajuda humanitária do Brasil que tenta entrar na Venezuela por Paracaima, cidade a 200 quilômetros de Boa Vista. “Essa triste realidade que a Venezuela vive não se sustenta”, afirmou o ministro brasileiro.

Carla Jiménez

O EL PAÍS acionou uma rede de correspondentes para acompanhar a crise da Venezuela. São Naiara Galarraga desde a fronteira em Roraima, Francisco Manetto em Caracas, Maoli Castro e Florantonia Singer na fronteira venezuelana e Santiago Torrado pelo lado colombiano.

 

Carla Jiménez

Um cordão de soldados venezuelanos corta uma estrada ali em Pacaraima, marcando o fechamento da fronteira determinado por Maduro na última quinta-feira, informa a correspondente do El PAÍS no Brasil, Naiara Galarraga. Foi a maneira encontrada pelo enfraquecido mandatário que insiste em permanecer no poder apesar da erosão de apoios no mundo e internamente. Seu opositor, Juan Guaidó, reconhecido pelos EUA, União Europeia e várias nações latinoamericanas, inclusive o Brasil, como o presidente de fato daquele país, aumenta a pressão para derrubar Maduro. Guaidó apareceu de surpresa nesta sexta a um show em apoio à Venezuela, e a sua permanência no poder, na cidade de Cúcuta, na Colômbia. O Supremo venezuelano havia proibido que o opositor do chavista deixa-se o país.

Carla Jiménez

Naiara Galarraga, correspondente espanhola do EL PAÍS no Brasil está em Paracaima, em Roraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. De lá, ela conta como está o clima neste sábado em que a tensão permanece com a pressão de Nicolás Maduro de brecar a leva de ajuda humanitária de outros países para o seu país. https://twitter.com/naiaragg/status/1099266225073545226

Rodolfo Borges

De Cúcuta, na Colômbia, o presidente encarregado Juan Guaidó enviou uma mensagem forte ao exército venezuelano, informa Jacobo Garcìa. “Estamos aqui porque as Forças Armadas também participaram desse processo (sua aparição na Colômbia). Hoje, os obstáculos que uma ditadura impõe, amanhã serão rios da unidade, da paz, das pessoas que procuram salvar vidas”, disse ele direto da cidade fronteiriça, onde reapareceu e na qual toneladas de alimentos e remédios se acumulam para tentar atravessar amanhã. “A Venezuela não implora, resiste”,  finalizou diante de centenas de pessoas.



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