terça-feira, 26 maio 2020
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Tiggo 5x e Arrizo 5 chegam para provar que nem todo chinês é sinônimo de ‘xing ling’ – Primeiro Plano

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ANÁPOLIS (GO) – Desde a chegada dos primeiros automóveis chineses, na segunda metade da década de 2000, o consumidor viu de tudo. De modelos horrendos como Effa 100, Lifan 320 e Chery QQ a tentativas de imprimir refinamento como o monovolume T8 da JAC. Fato é que a indústria mandarim tem evoluído ao longo dos últimos 15 anos. E a dupla Chery Tiggo 5X e Arrizo 5 é a prova dessa tendência.

A Chery chegou ao mercado há cerca de 10 anos e não teve uma vida fácil por aqui. Modelos como Cielo e Face são exemplos de fracassos comerciais e a primeira geração do QQ foi quase a pá de cal no nome da marca por aqui. Na verdade, a chinesa viveu um limbo no Brasil. 

A fábrica em Jacareí (SP), construída para fugir da tarifação draconiana do Inovar Auto, não foi capaz de inspirar confiança no consumidor. Assim, o Celer também entrou para a lista de fracassos. 

Com o fim do programa, a Caoa entrou na jogada. Assumiu o controle da marca e da fábrica. No primeiro semestre iniciou a fabricação do Tiggo 2, que na verdade é uma versão aventureira do Celer, mas que tem tido bom desempenho. A marca espera fechar o ano com 10 mil emplacamentos. Um salto considerável para quem não vendeu 3 mil carros em 2017.

Tiggo 5X

O Tiggo 5X é o primeiro de um trio de utilitários-esportivos (SUVs) que chegarão em sequência nos próximos meses. O jipinho fabricado na unidade da Caoa em Anápolis divide linha com iX35 e “New” Tucson e preencheu a lacuna deixada pela primeira geração do Tucson, que ainda conta com algumas unidades em estoque.

O Tiggo chama atenção pela qualidade da montagem e acabamento. Ele não se compara com a percepção “xing ling” que tínhamos de modelos como o QQ ou Face. Segundo os executivos, a evolução se deve à qualificação promovida pela junção com a britânica Jaguar Land Rover, que ocorreu em 2012. 

Com preço inicial de R$ 86.990, ele também destoa do padrão de preços de um modelo chinês, como os jipinhos mandarins Lifan X60 ou JAC T50. A marca tenta justificar o preço com um pacote que inclui motor turbo 1.5 de 150 cv, transmissão de dupla embreagem, direção elétrica, computador de bordo com tela TFT, ar-condicionado digital, multimídia (com Apple CarPlay, Android Auto e câmera de ré), partida sem chave, freio de estacionamento elétrico e função Auto Hold e rodas aro 17. 

A versão topo de linha TXS (R$ 97 mil) inclui couro, teto solar panorâmico, rodas aro 18, faróis de neblina e até luz de boas vindas, projetada do retrovisor.

No diminuto teste, no campo de provas da fábrica, deu para perceber que a combinação do motor e transmissão é bem acertada e com trocas rápidas. Nas curvas fechadas, a suspensão independente nas quatro rodas manteve o jipinho firme.

Arrizo 5

Se o Tiggo 5X chamou atenção pelo acabamento refinado e preço salgado (que acompanha os valores praticados pelos líderes de mercado), o Arrizo 5 chega com valores mais próximos do que as marcas chinesas costumam a praticar. No entanto, o sedã busca desconstruir a suspeita de automóvel frágil e qualidade duvidosa com um pacote que não fica atrás do jipinho.

Partindo de R$ 65.99O, o Arrizo 5 RX recorre ao mesmo motor 1.5 turbo do Tiggo 5x. No entanto, ele é combinado com caixa do tipo CVT, a mesma utilizada no Tiggo 2. Tal como o SUV, ele também oferece suspensão independente e freios a disco nas quatro rodas. Os rivais adotam eixo rígido na traseira. 

O pacote de conteúdos segue proposta parecida, com direção elétrica, ar-condicionado, partida sem chave, trio elétrico (vidros, travas e retrovisores elétricos), sensores de chuva, crepuscular e ré, multimídia (com Android Auto e Apple CarPlay e câmera de ré), controle de estabilidade (ESP) e rodas de liga leve. 

Já a versão RXT inclui itens como bancos revestidos em couro, teto solar e airbags laterais, o que eleva o preço para R$ 72.990. Trata-se de um valor agressivo para rivais como Virtus, Cronos, City, Yaris e Cobalt, mas que também respinga em modelos menores como HB20S e Prisma.

No entanto, o que pesa sobre o Arrizo 5 é o estigma dos carros chineses. Para poder mudar esse cenário, a Caoa terá que investir pesado em pós-venda. Mas para quem transformou a Hyundai numa marca de luxo, o que não ocorre no resto do mundo, vender Chery não será problema.

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