terça-feira, 12 novembro 2019
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Teste: Nissan Frontier Attack é bruta e sem frescura – Primeiro Plano

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Em 1989, meu pai comprou uma Chevrolet D20, ano 1985. Naquela época, o grande diferencial tecnológico da finada Full Size era a direção hidráulica. Ela não tinha turbo, não tinha vidros elétricos e o ar-condicionado era substituído pelo quebra-vento. 

Hoje, as picapes Full Size sumiram do mercado, mas as médias acabaram crescendo e incorporaram equipamentos dos sedãs e utilitários esportivos. Além disso, oferecem comportamento mais próximo de um carro de passeio. Nessa onda está a Nissan Frontier.

A atual geração do utilitário japonês chegou ao mercado brasileiro em março de 2017. Na época, a picape vinha importada do México, como uma solução paliativa até a finalização da fábrica de Córdoba. Com a importação transferida para a planta argentina, a Nissan resolveu expandir a linha com quatro versões, sendo que uma é exclusiva para venda direta. 

E a opção de entrada para o consumidor é a Attack, que tem preço sugerido de R$ 153.590. A versão é equipada com motor turbodiesel 2.3 de 190 cv e 45,9 mkgf de torque, tração 4×4 e transmissão automática de seis marchas. Trata-se de um valor bem acima do que é praticado nas bases dos concorrentes, que também apostam em motores flex, caixa manual e tração 4×2. Por outro lado, o valor é um dos mais competitivos quando se coloca no papel conteúdos equivalentes. Ela só perde para a Ford Ranger XLS, por pouco mais de R$ 1 mil.

Um dos atrativos da Nissan para cativar o consumidor é fazer da versão de entrada uma opção para quem busca uma picape com apelo aventureiro. A Attack é equipada com quebra-mato abaixo do para-choque, que funciona como uma proteção extra para o motor, mas sem ser um risco para pedestres. Ela também recorre a pneus de uso “todo terreno”, santo-antônio, além de um adesivo preto fosco sobre o capô e detalhes de acabamento em preto. 

Ao contrário dos rivais que ofertam versões com esse tipo de apelo em degraus mais elevados, como a Toyota Hilux GR-S (R$ 206.990) e Chevrolet S10 Midnight (R$ 172.890), a Nissan decidiu colocar a opção na base da gama e remover equipamentos mais sofisticados como câmera 360 graus, partida do motor sem chave, acendimento automático dos faróis, luz diurna em LED, ar-condicionado digital e bancos forrados em couro.

Mas picapeiro que é picapeiro não se atrela a essas frescuras. É ou não é?

Raio-x Nissan Frontier Attack 2.3 4×4

O QUE É?

Picape média, quatro portas e cinco lugares.

ONDE É FEITA?

Fabricada na unidade Córdoba (Argentina).

QUANTO CUSTA?

R$ 153.590

COM QUEM CONCORRE?

A Frontier Attack se posiciona na base das versões equipadas com motor turbodiesel, tração 4×4 e transmissão automática. Ela concorre com Chevrolet S10 LT 4×4 2.8 (R$ 160.790), Ford Ranger XLS 4×4 2.2 (R$ 152.490), Mitsubishi L200 Triton Sport HPE 4×4 2.4 (R$ 154.990), Toyota Hilux SR 4×4 2.8 (R$ 161.560) e Volkswagen Amarok Comfortline 4×4 2.0 (R$ 168.600)

NO DIA A DIA

A Frontier Attack é um carro pensado para quem busca uma picape para uso fora de estrada, os pneus “todo terreno”, assim como o quebra-mato, fazem dele um utilitário adequado para terrenos acidentados. 

No uso urbano, o corpanzil de 5,26 metros não é o mais ágil para encontrar frestas nos congestionamentos e nem conseguir uma vaga com facilidade. A versão é despojada de recursos como a câmera 360 graus, que é muito útil para atravessar passagens estreitas, mas ela conta com câmera de ré convencional, que já é uma mão na roda.

A versão ainda é equipada com direção assistida, ar-condicionado analógico, multimídia que agrega a câmera, USB e Bluetooth. Ela peca por não oferecer conexão com smartphone e nem por contar com navegador GPS nativo, como na versão topo de linha LE.

MOTOR E TRANSMISSÃO

A unidade 2.3 de 190 cv e 45.9 mkgf de torque não é o motor mais potente do mercado, mas nem por isso é um bloco que deve ser menosprezado. O motor tem muito torque em baixa rotação. Toda a força está disponível a partir de 1.500 rpm, o que garante à Frontier arrancar, sem sofrimento, em ladeiras com a caçamba carregada. 

A transmissão automática de seis marchas tem relações que privilegiam o torque em marchas curtas, mas bastante longas na quinta e na sexta para velocidades elevadas, o que reduz vibração e também o consumo. 

Como é de praxe nas opções 4×4 atuais, ela oferece seletor de tração eletrônico para tração nas quatro e também reduzida. Completa o conjunto mecânico o assistente de descida de ladeira.

COMO BEBE?

A média de consumo no percurso urbano, rodoviário e fora de estrada foi de 10,7 km/l. 

Observação: Na maior parte do teste foi utilizada tração 4×2, apenas em alguns trechos de terra foi aplicado o 4×4, assim como a reduzida.

SUSPENSÃO E FREIOS

A suspensão da Frontier abre mão do tradicional eixo rígido e opta por um sistema multibraços com molas helicoidais, que suportam a capacidade de carga de 1 tonelada, mas garantem melhor conforto à bordo. Apesar de mais macia, a traseira tende a se soltar com facilidade quando a caçamba está vazia, principalmente em curvas com velocidade elevada. Mesmo com controle de estabilidade (ESP), não vale abusar das leis da física.

O sistema de freios recorre a tambores na traseira e discos no eixo dianteiro. Mesmo com distribuição de frenagem e ABS, é preciso antecipar as frenagens. Afinal são 2.075 kg de peso seco.

POSITIVO

Consumo

Conjunto mecânico

NEGATIVO

Faltam navegador GPS e conexão com smartphone

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