terça-feira, 10 dezembro 2019
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Sujões fazem crescer quantidade de lixo retirado de córregos na região Centro-Sul de BH – Horizontes

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Colchões velhos, ferragens, sacolas, garrafas, brinquedos, móveis, eletrodomésticos e até carrinhos de supermercado. Mais de 100 toneladas de lixo foram recolhidas de córregos da região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em apenas oito meses, o volume já supera em 47% o entulho retirado dos cursos d’água em todo o ano de 2017.

Os dados são da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). Um reforço no efetivo das equipes contribuiu para o aumento, mas a principal justificativa para o cenário é a falta de educação de parte da população. Segundo autoridades e especialistas, algumas pessoas ainda insistem em depositar os resíduos em local proibido. 

“A gente limpa, mas em um período curtíssimo, de umas duas semanas, os moradores vão estar jogando o lixo de novo”, diz o gerente de Limpeza Urbana da regional, Denílson Pereira. Os trabalhos são feitos em todos os mananciais da capital antes da temporada de chuva, que começa em menos de dois meses, na tentativa de evitar enchentes na cidade.

“Quando um morador faz a opção por jogar o lixo na água, ele assume o risco de doenças graves, como a leptospirose e dengue” (Marcus Vinícius Polignano, professor da Escola de Medicina da UFMG)

Onde

Na região Centro-Sul, o mutirão é feito em oito cursos d’água. Porém, conforme a SLU, a sujeira é mais frequente nos córregos do Cardoso (Aglomerado da Serra), Bicão (Barragem Santa Lúcia) e Acaba Mundo (Sion), local em que a equipe de reportagem do Hoje em Dia acompanhou o serviço.

Lá, a proliferação de ratos e baratas é constante devido ao amontoado de resíduo despejado. Outro perigo é com a água parada em garrafas e outros recipientes, fator que favorece a criação do Aedes Aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. 

“Minha cunhada teve dengue e ficou na cama por um bom tempo. O que mais me incomoda é o cheiro ruim que entra na casa. Eu não jogo o lixo aqui. Junto tudo e coloco para o caminhão buscar, mas, infelizmente, muitos vizinhos não são assim”, conta a aposentada Delma Rodrigues, de 51 anos. Moradora da Vila Acaba Mundo, ela cobra mais fiscalização por parte do poder público.

Em oito meses, 103 toneladas de entulho foram retiradas dos córregos da região; número é 47% maior que o total do ano passado

Perigo

O risco de doenças relatado por Delma pode atingir toda a população que mora no entorno de córregos abarrotados de entulho, reforça o professor da Escola de Medicina da UFMG, Marcus Vinícius Polignano. “A presença de lixo nos rios traz, normalmente, matéria orgânica, que é favorável para a alimentação de ratos e escorpiões”, diz.

Ele, que também é coordenador do Projeto Manuelzão, faz questão de destacar o papel da sociedade. “Foi uma cultura que fomos desenvolvendo, de que córrego é para jogar lixo e esgoto. É preciso compreender que curso d’água não é para acumular lixo”, acrescenta.

“Também houve uma intensificação das ações. Colocamos uma equipe a mais de trabalho e, com isso, fazemos uma limpeza mais periódica” (Andréa Fróes, diretora Operacional da SLU)

Outras regionais

A SLU também informou a quantidade de resíduo recolhida nos cursos d’água das demais regionais. Porém, no balanço só constam dados de janeiro a julho deste ano. Ao todo, 910 toneladas foram retiradas dos 109 córregos atendidos pelo serviço. O volume é suficiente para encher quase 200 caminhões de lixo. No ano passado foram mais de 2 mil toneladas.

Flávio Tavares

Limpeza córrego

“Não jogo o lixo aqui, mas, infelizmente, muitos vizinhos não são assim”, diz Delma Rodrigues

Multa para sujões pode chegar a R$ 5,5 mil na capital

Quem for flagrado depositando lixo em local proibido pode ser punido. A multa varia de R$ 185,49 a R$ 5.564,82, conforme o local e a quantidade de entulho. A Secretaria Municipal de Políticas Urbanas não tem dados específicos de descarte irregular em córregos, mas, de janeiro a agosto deste ano, foram 2.896 infrações na cidade. Nos 12 meses de 2017 foram 4.535. 

Segundo a Subsecretaria de Fiscalização (Sufis) da PBH, as ações foram intensificadas em 2018. Conforme a pasta, as operações são planejadas em “locais mais críticos” para coibir a atitude.

Membro da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), Pier Giorgio Senesi acredita que, além da intensificação da fiscalização, a população precisa denunciar a irregularidade. “A deposição de resíduos na via pública é crime ambiental. A fiscalização deve continuar, mas a conscientização deve ocorrer nas escolas e nos meios de comunicação”. 

Moradores da cidade que presenciarem descartes irregulares podem prestar denúncia por meio do telefone 156, internet (pbh.gov.br) ou pessoalmente, no BH Resolve (avenida Santos Dumont, 363 – Centro).

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