sexta-feira, 18 outubro 2019
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Só nove Estados, entre eles Minas Gerais, melhoram na educação

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São Paulo. Mais da metade dos estudantes de 14 a 17 anos do Brasil não aprendeu quase nada do esperado para as séries que estão cursando, tanto em português quanto em matemática. Somente nove das 27 redes estaduais do país conseguiram que seus alunos do ensino médio – 70% dos estudantes têm níveis insuficientes de aprendizado – melhorassem os desempenhos, incluindo Minas Gerais. O Estado não lidera nenhum indicador, mas fica entre os cinco primeiros no país para ambas disciplinas entre estudantes do 5º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Esses são apenas alguns resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede o conhecimento dos alunos no país. O resultado completo, porém, não foi divulgado. Isso porque, diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, o governo Michel Temer (MDB) decidiu fatiar a divulgação desses índices que integram o sistema de avaliação federal da educação básica de 2017. Nesta quinta-feira (30), o Ministério da Educação (MEC) mostrou só resultados de aprendizagem que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O governo não forneceu os dados desagregados por redes municipais de ensino, por exemplo. Isso impede conhecer os resultados das redes ligadas às prefeituras de todo país, que concentram a grande maioria dos alunos de ensino fundamental.

Os maus resultados de aprendizagem do ensino médio têm sido recorrentemente citados por membros do MEC como o principal argumento para a urgência em aprovar a Base Nacional Comum Curricular – projeto parado na Câmara dos Deputados. O texto da base do ensino médio está em fase final de discussão Conselho Nacional de Educação (CNE), mas tem sofrido críticas. A homologação dela é que dará início ao prazo de dois anos para a implementação das mudanças no ensino médio, aprovada por Temer em 2016 por meio de uma medida provisória.

O MEC informou que a decisão do tipo de divulgação dos dados foi do ministro Rossieli Soares da Silva, após pedido do corpo técnico do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, órgão ligado ao ministério. Segundo a pasta, as taxas de fluxo “continuam importantes” e serão evidenciadas na publicação do Ideb.

Entenda

Metodologia. Estudantes fizeram em 2017 a prova elaborada pelo MEC para os alunos do 5º ano e do 9º ano do ensino fundamental, e do 3º ano do médio. A avaliação acontece desde 1995.

 

Especialistas criticam fatiamento de informações

São Paulo. O Ideb é composto pelo desempenho dos alunos em avaliações de português e matemática e pelas taxas de aprovação. Ele fornece um quadro contextualizado de escolas e redes ao agregar notas nas provas com a trajetória dos alunos em anos iniciais e finais dos ensinos fundamental e médio. Com o Ideb, escolas e redes que garantam boas notas e baixa reprovação garantem maiores notas. Mas as taxas de aprovação só serão divulgadas juntas com o Ideb, segundo MEC.

“É importante olhar para o conjunto das médias de aprendizagem, mas o Ideb, do ponto de vista de política de estado, é o indicador principal”, diz Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna.

Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do MEC, diz que uma divulgação fatiada pode desmobilizar a atenção das escolas para o Ideb. “Isso diminui a mobilização e nada disso (a produção de avaliações externas) vale a pena se esse resultado não chega na escola, para ela entender o que pode fazer diferente”.

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