segunda-feira, 21 outubro 2019
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Seguros variam até 42%: proteção veicular fica mais cara em bairro com maior índice de criminalidade

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A mesma cidade. Vários preços. Pesquisa realizada pelo site de comparação de seguros e produtos financeiros ComparaOnline constatou que, em Belo Horizonte, os preços de seguros automotivos podem variar 42%, dependendo do bairro onde o contratante mora. 

No bairro Santa Cruz, região Nordeste de BH, um contrato para um homem solteiro de 29 anos, com um Volkswagen Fox Pepper pode custar uma média de R$ 4.171,07. No Santo Antônio, Centro-Sul da capital, o valor cai para R$ 3.527,21. 

Dentro do próprio bairro, o preço também pode variar. A maior alta observada foi no Lindeia, região do Barreiro, com 66,12%. Em segundo lugar ficou o Padre Eustáquio, Noroeste da capital, com 58,1% de diferença.

Outras variantes

Segundo o CEO do site ComparaOnline, Paulo Marchetti, o levantamento foi feito a partir do mesmo perfil de comprador, em diferentes bairros da capital mineira. “O índice de criminalidade é o aspecto mais considerado nessa cotação. Se um bairro é mais visado por assaltantes, o custo do seguro certamente será mais alto, pois há mais chances de o cliente acionar o serviço”, explicou. 

A pesquisa também simulou cotações com outros perfis de consumidor. Segundo o executivo, idade, gênero e estado civil são considerados pelas seguradoras na hora de fechar o preço. 

Pela internet

Para Marchetti, a pesquisa de preços é essencial para trazer transparência a esse tipo de negócio. “Apesar da fidelização dos clientes a suas corretoras, muitos já estão fazendo uma consulta ‘por fora’, para conhecer opções, preços e detalhes do setor”, constatou. Um espaço para avaliação e o ranking das empresas, nos quesitos preço e qualidade do atendimento são outros atrativos oferecidos no site.

Em 2017, o setor movimentou, apenas em Minas Gerais, mais que R$2,811 bilhões com essa modalidade de seguro, o que corresponde a 1% de crescimento no comparativo com o ano anterior. Até fevereiro deste ano, a atividade movimentou R$ 461,450 milhões, um incremento de 7,8% no comparativo com o mesmo período de 2017.

Investimento

Com a carteira de motorista nas mãos, a gestora ambiental Nádia Fernanda de Jesus Silva, 28 anos, decidiu comprar o seu primeiro carro. Mas, antes de colocar o seu “investimento” nas ruas, ela cotou um seguro automotivo. 

“O carro que escolhi, um Uno, é bem visado. O seguro é uma questão de conforto e segurança”, disse. 

O coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, também alertou para a diferença entre seguro e serviço de proteção veicular. 

“Proteção veicular não é seguro, não é regulamentada por agência especializada (Susep). O preço cobrado é mais atraente à primeira vista, mas a cobertura não é a mesma e muitos consumidores só constatam isso na hora da necessidade”, disse. Antes de assinar, é importante ler todo o contrato.

Minas Gerais é o terceiro maior mercado de seguros automotivos do Brasil. Entre 2017 e fevereiro deste ano, o Estado registrou aumento de 7,8% no valor das apólices fechadas

 

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