quinta-feira, 24 outubro 2019
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Produções baseadas em quadrinhos ganham cada vez mais espaço na TV e nos serviços de streaming – Almanaque

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Apesar de não serem um fenômeno recente, as histórias em quadrinhos têm ganhado cada vez mais espaço na televisão, principalmente nos serviços de streaming. Tanto que, apesar de ter um catálogo já recheado de produções do gênero, a Netflix estreou, na última semana, mais uma série neste modelo: “The Umbrella Academy”.

Baseada na história em quadrinhos homônima, criada pelo músico Gerard Way, líder da extinta My Chemical Romance, e com desenhos do quadrinista brasileiro Gabriel Bá, a produção acompanha a história de seis adultos com super poderes que precisam se reunir após o falecimento do pai adotivo – um mistério que eles também buscam descobrir.

Embora faça sua estreia em um mercado já saturado – basta olhar a quantidade de histórias de super-heróis que saem dos quadrinhos para as telas do cinema ou recheiam os catálogos de serviços de streaming – o editor-chefe do site Série Maníacos, Michel Arouca, vê com bons olhos a novidade. “Ela é um exemplo de que ainda é possível trazer algo original e único para as telinhas, mesmo com tanta coisa no ar”, pontua.

Apaixonado pela HQ, Arouca elogia também a adaptação lançada pela Netflix. “Antes de assistir, estava com um pouco de receio, porque os quadrinhos são geniais, mas esquisitos. Porém, acredito que a série conseguiu fazer uma excelente adaptação. Conseguiram não apenas manter a esquisitice, mas também trazer um ângulo de drama familiar, que não recebe tanto foco nos quadrinhos”, elogia.

O receio inicial de Arouca tem justificativa. Ana Carolina Cunha, professora da Casa de Quadrinhos, sublinha que um dos principais desafios das adaptações é manter-se fidedigno à obra original. “A maior dificuldade é, principalmente, encontrar um caminho que agrade aos fãs dos quadrinhos, mas que também consiga conquistar pessoas que nunca tiveram contato com eles. Depende tanto da caracterização daquele universo, quando das escolhas narrativas: o que manter, o que tirar e o que modificar para se adequar à linguagem audiovisual”, afirma.

Fenômeno

“The Umbrella Academy”, porém, não é o único quadrinho a ganhar as telas neste ano. Uma das grandes apostas da HBO é a adaptação de “Watchmen”. No streaming, além da Netflix, o Hulu tem reforçado a parceria com a Marvel, apostando em adaptações como “Fugitivos”.

Para Arouca, essa explosão de produções tem justificativa. “Acho que hoje não existe nenhuma emissora ou serviço de streaming que não tenha adaptação de quadrinhos. Todos apostam nisso porque é material bastante rico e que já tem muitos fãs. Então, quando a acaba chegando as telinhas, para o cinema ou qualquer outra mídia, ele já chega com um número relevante de público. O que acaba sendo muito atraente para os canais”, observa.

Para Ana Carolina, o crescimento de produções do gênero acompanha, também, a presença do gênero nos cinemas. “Mesmo sendo um fenômeno antigo, com adaptações de HQs presentes em praticamente todas as décadas, depois da criação do universo cinematográfico da Marvel, o fenômeno aumentou”, afirma. O lucro das produções é um dos pontos que reforçam ainda mais a aposta. “Parte desse crescimento se deve também ao fato de os efeitos especiais terem chegado em um nível em que se tornou possível traduzir visualmente para o cinema, de uma forma ao mesmo tempo mais barata e fidedigna, aquilo que era ilustrado nos quadrinhos”

Além dos super-heróis

Embora os super-heróis dominem grande parte das adaptações audiovisuais das HQs, o universo do gênero não fica restrito aos super-poderes. Alguns exemplos disso são as séries “Lucifer”, “The Walking Dead” e “Riverdale”. “Uma coisa muito legal dessas séries é chamar as pessoas para lerem outros tipos de quadrinhos”, avalia a jornalista Bia Melo, do canal de cultura Mixido, do YouTube. Ela pontua, ainda, que a adaptação dessas narrativas para outros formatos funciona para angariar novos públicos para as produções, seja nos quadrinhos, seja no audiovisual. “Elas trazem aqueles que são fãs das HQs para as séries e levam para os quadrinhos aqueles que querem saber mais sobre a história”.

Editoria de Arte 

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