sábado, 19 outubro 2019
Início / Conteúdo / Prefeitura tem verba em caixa, mas não paga professor – Política

Prefeitura tem verba em caixa, mas não paga professor – Política

[ad_1]

Quase R$ 100 milhões. Esse é o saldo das contas da Prefeitura de Montes Claros ao final dos últimos quatro meses de 2018. O valor é a diferença entre a receita de R$ 731 milhões e a despesa liquidada de R$ 633 milhões no período. Ou seja, há dinheiro em caixa, o que derruba o argumento do prefeito Humberto Souto para não pagar o salário de dezembro dos servidores municipais de ensino.

A prestação de contas realizada ontem, na Câmara de Vereadores, pelo secretário Municipal de Finanças, Wíllian César Rocha, foi acompanhada pelo Sindicato dos Servidores da Educação (Sindi-Educamoc), cujos integrantes se mostraram mais uma vez indignados com a falta de sensibilidade e de respeito do prefeito com a categoria.

“A prestação só confirmou o que já sabíamos. A prefeitura tem dinheiro e não paga porque não quer. Os repasses que eles alegam não ter recebido para a educação, também não foram feitos para a saúde, mas em nenhum momento houve atraso no salário dos funcionários do setor. É um descaso muito grande por parte do prefeito com a educação”, declarou a vice-presidente do Sindi-Educamoc, Juliana Miranda.

Os parlamentares esperavam a presença do prefeito e, mas mais uma vez, ele não compareceu.

 

OBRAS 

O secretário e a equipe técnica apresentaram os dados que demonstraram que o município arrecadou R$ 413 milhões a menos que o esperado. Mesmo assim, registrou superávit nas contas.

Apesar disso, o secretário ressaltou que o dinheiro já estaria comprometido para obras e licitações. “Muitas obras já foram licitadas e há um comprometimento em relação a isso. Acho que todo mundo aqui, por exemplo, tem a expectativa de que a Vicente Guimarães seja recuperada, que surjam obras como Vargem Grande, Bicano e outras”, enumerou.

“Com relação à questão pontual do Fundeb, não podemos fechar os olhos e esquecer que ele (prefeito) não pode abrir mão deste recurso porque há compromisso firmado”, disse Wíllian César, que provocou a revolta das professoras ao acrescentar que “hoje não há nenhum credor batendo na porta da prefeitura querendo receber”.

Em dado momento, o gestor da pasta se referiu à cidade como “parasita”, fazendo alusão à autonomia financeira que disse não existir em Montes Claros. “A inadimplência nossa é escandalosa. Falta uma discussão transparente na sociedade”.

A O NORTE, o secretário atribuiu a situação atual do “calote na educação” – como o episódio é chamado na cidade – ao governo de Minas. “É curioso que eu não vejo ninguém fazer este questionamento ao governo do Estado. O prefeito tem feito uma administração que não encontra paralelo no Brasil”. 

 

DE LADO

A vice-presidente do Sindi-Educamoc, Juliana Miranda, corroborou a fala do secretário dizendo que, de fato, não há administração como a do prefeito Humberto Souto, “que deixa a educação de lado e investe em obras que não são emergenciais”.

A professora disse que são pouco mais de 2 mil profissionais do setor que estão sem receber os salários e rescisões e que R$ 8 milhões seriam suficientes para quitar a folha.

O sindicato aguarda a audiência de conciliação entre professores e o Executivo, que será realizada na tarde de hoje, para definir a situação.

[ad_2]
Click aqui e acesse o artigo original
https://onorte.net/pol%C3%ADtica/prefeitura-tem-verba-em-caixa-mas-n%C3%A3o-paga-professor-1.697190

Veja também...

Brasil continuará incomodando países concorrentes no agronegócio, diz ministra – Economia

[ad_1] A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira, 11, em Não-me-Toque (RS), onde …

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.