domingo, 20 outubro 2019
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Papo em Dia: ‘O curso da Uefa me qualificará para ser treinador na Europa’, diz Euller – Esportes

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“Filho do Vento, eu, eu, eu, Euller”. Quem não se lembra deste canto vindo das arquibancadas na década de 1990? Natural de Felixlândia, na Região Central de Minas, o ex-jogador, ídolo de americanos, atleticanos e de várias outras importantes torcidas do país, atualmente se prepara para ser treinador.

Residindo na Espanha, onde acompanha o filho Gabriel, jogador do Cultural Leonesa, e a filha Eduarda, ginasta, Euller iniciou o curso da Uefa e, com os três certificados que já possui da CBF, espera que em breve portas se abram no mundo do futebol.

Nesta entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, o “Filho do Vento”, hoje aos 47 anos, relembra o passado como atleta, fala dos momentos difíceis e também daqueles de glória. Comenta como foi atuar ao lado de Romário, destaca as passagens por América e Atlético, revela sondagem do Cruzeiro e muito mais.

Qual foi a sensação de ver o América, clube que o projetou, ser novamente rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro?

Fiquei bem triste, porque o América tinha tudo no início do ano. A possibilidade de não lutar pelo descenso era real, assim como a briga por uma vaga na Copa Sul-Americana. O grupo era qualificado, o treinador tinha todo o poder sobre este grupo e o time precisava apenas de alguns reforços. A manutenção do Enderson era essencial. De repente, as expectativas não foram confirmadas e o clube apostou em situações que causaram a queda; um erro foi gerando outros e custou muito caro. 

O que o Telê Santana significou na sua vida, quando chegou ao São Paulo?

O Telê representa na vida de muitas pessoas não somente um treinador, mas também um pai. A sua contribuição em ajudar o atleta vai dentro e fora do campo. O atleta que quisesse ouvi-lo com certeza teria sucesso na carreira. Em todos os momentos eu o ouvi e busquei praticar cada conselho que ele dava. A importância dele dentro de campo foi extremamente fundamental para mim. Saí do América como ponta-direita, com um futebol que estava em transição de três para dois atacantes. Tive que aprender a jogar de dentro para fora. Eu morava no CT e ele me ensinava, com apenas nós dois sozinhos no campo.

O Palmeiras foi a equipe mais forte em que você atuou?

Eu digo que o ano de 2000 pra mim foi um momento especial. Joguei até junho no Palmeiras e depois fui transferido para o Vasco. Ganhei quase todos os títulos possíveis. Perdemos a Libertadores, infelizmente, mas no Vasco realizei um sonho de jogar ao lado do Romário e, sem vaidades, tinha comigo que a minha característica casaria com a dele; deu certo. Cheguei à Seleção Brasileira, fazendo gol no primeiro jogo. Lá, atuei ao lado de Romário, Juninho Paulista e Pernambucano, todos do Vasco. Algo que dificilmente acontecerá na história da Seleção. Conquistei o Brasileiro, a Mercosul e a Rio-São Paulo. Teve também o nascimento do meu filho. Foi um ano maravilhoso. 

Instagram / Reprodução / N/A

Euller

PAI – Euller afirma que se inspirará no mestre Telê Santana na nova carreira

Aquela virada na final da Mercosul contra o Palmeiras foi o jogo mais emocionante da sua carreira?

Eu digo que em todo clube que eu passei, tive jogos marcantes. No Palmeiras teve aquela virada contra o Flamengo, quando eu fiz dois gols. São Paulo x Palmeiras nas oitavas da Libertadores, quando também fiz dois gols, mas pelo São Paulo. Nesta virada histórica, apesar de não ter feito gol, participei de lances importantes para venceremos uma[/ENTR_RESP] [ENTR_RESP]partida em que uma torcida comemorou no primeiro tempo o título diante dos 3 a 0, fora o chocolate que tomamos, e um segundo tempo em que nós comemoramos uma virada que foi um momento histórico para todos nós num templo marcante que era o Parque Antártica.

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Euller

PARCERIA – Euller foi considerado um dos principais garçons por Romário

Como foi receber elogios do Romário?

Ele disse que você teve participação em muitos dos mais de mil gols que ele fez. Para mim é uma satisfação muito grande. Recusei muitas propostas melhores, até da Europa, com o objetivo de jogar ao lado dele e chegar à Seleção Brasileira. Tinha comigo que eu poderia servi-lo, não tinha comigo a vaidade de ser protagonista naquele ataque. Para mim, o passe final era muito importante. No ano seguinte, ele fez mais de 70 gols e foi artilheiro do mundo. Foi um prazer para mim.

Qual o tamanho da sua frustração por não ter ido à Copa de 2002?

No dia foi imensa, mas depois ela foi diminuindo. Chorei muito, fiquei muito triste, tinha como certa a convocação, mas nada como o tempo para poder curar feridas. Só posso agradecer a Deus e ao Felipão, ao Leão e ao Candinho que me convocaram em outras oportunidades. Todos os momentos da minha carreira foram mais positivos do que negativos.

Em 2004, quando você defendia o São Caetano, a torcida do Atlético gritou seu nome no jogo em que poderia rebaixar o alvinegro. O que sentiu naquela hora?

Eu já tinha me colocado à disposição do São Caetano de não jogar aquela partida, porque não queria protagonizar o momento em que eu pudesse ver o Atlético sendo rebaixado. Depois, pensando bem, vendo a questão do profissionalismo acima de tudo, e com o São Caetano podendo receber de volta os pontos pela morte do Serginho, uma vitória sobre o Atlético poderia valer a vaga na Libertadores. Não aconteceu, mas para mim foi um motivo de muita alegria e orgulho ver a torcida do Galo, mesmo estando num clube rival, cantar o meu nome na arquibancada.

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Euller

SINTONIA PERFEITA – Pelo Atlético, Euller fez 167 partidas e marcou 62 gols


O que isso te influenciou dentro de campo?

Então, a parte teórica, pensamentos, parte psicológica, até o momento que entra em campo, você pode controlar; depois, quando a bola rola, você quer fazer o melhor, fazer com que as coisas aconteçam. É assim com qualquer atleta e em qualquer profissão. Tudo o que eu pude fazer foi honrar todos os clubes que passei.

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Euller

RECONHECIMENTO – Revelado pelo América, Euller não esconde gratidão


Chegou a ser sondado pelo Cruzeiro?

Fui sim. Ela não foi muito concreta, mas foi sondagem, quando estava no Palmeiras. Queriam que eu viesse junto com o Felipão, mas não passou disso. Até pelo carinho que tinha pelo Atlético, nunca me esforcei para jogar no Cruzeiro. Poderia acontecer, mas está ótimo por não ter acontecido (risos).

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