segunda-feira, 14 outubro 2019
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Otimismo dá novo gás ao comércio de Minas

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Levantamento da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), feito especialmente para o Hoje em Dia, demonstra que, no primeiro trimestre deste ano, o saldo entre empresas abertas e extintas ficou positivo em 3.040 negócios ativos em Minas. Esse número corresponde a 90,69% do registrado em 2016 (3.352), no auge da crise econômica nacional, o que demonstra o otimismo do empresariado.

Nos três primeiros meses de 2017, o resultado foi positivo em 2.572 organizações. Já em 2016, a diferença entre as empresas abertas e as que encerraram as atividades foi de apenas 490 negócios abertos. 

No acumulado do ano passado, os empreendedores mineiros abriram 41.043 negócios, contra 39.987 no ano anterior. Já as extinções caíram de 36.635 em 2016 para 28.910, no último exercício.

Oportunidades

Com vocação para as áreas de comércio e serviços, a capital está em período de recuperação. “As vendas voltaram a crescer na cidade, depois de dois anos sucessivos de quedas, em todas as bases de comparação, desde 2015”, argumentou a economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Ana Paula Bastos. O resultado positivo de 1,64% em janeiro, com retomada de setores que têm tíquete maior como eletrodomésticos, material elétrico e de construção, veículos e, ainda, peças, é outro bom sinal a ser considerado.

Em janeiro, três sócios investiram mais de R$ 200 mil na segunda loja do Roça Capital em Belo Horizonte. A primeira, no Mercado Central, foi aberta em 2015 e, como o negócio deu certo, o grupo resolveu abrir uma unidade “de rua” para ampliar a venda de queijos artesanais mineiros e brasileiros, uma receita especial de pão de queijo, café, bolo e pratos variados da culinária mineira.

A fonoaudióloga Larissa Barros acredita na proposta do seu armazém mineiro. “A avenida Bandeirantes está voltando a ter um fluxo de comércio interessante, com público selecionado”, comentou.

Ela disse que a expectativa de retorno do investimento é de dois anos. Com lotação máxima nos happy hour de sexta-feira e sábado, a casa que tem apenas quatro meses de atividade deve passar por reformas em breve. “Temos capacidade para 32 pessoas assentadas. Faremos mudanças, mas não vamos ampliar muito”, adiantou. A casa foi inaugurada com sete funcionários e deve chegar a 13 em seis meses.

A RMBH também é uma rota para novos negócios. O empresário Renato Guerra, diretor do Mercado da Boca, investiu R$ 8 milhões no empreendimento que foi inaugurado em março, no bairro Jardim Canadá, saída para Nova Lima. “O ponto é muito bom e o imóvel já existia. Só tivemos que fazer pequenas reformas”, disse.

O mercado tem 31 operações, escolhidas a dedo para atrair o consumidor que gosta de boa gastronomia. Os espaços são locados e a operação de bebidas é dos proprietários. Foram contratados 240 empregados.

 

No Minas Shopping, já foram abertas 15 lojas só neste ano

O ritmo de inaugurações de novas operações nos shoppings centers também confirma o otimismo em relação a 2018. No Minas Shopping, região Nordeste da capital, apenas no primeiro trimestre deste ano foram abertas 15 lojas, o que representa um incremento de 100% em relação ao mesmo período do ano passado. Na lista está a Pernambucanas.

“A ocupação do mall é próxima de 100%. A vacância está entre as menores do mercado, com 1,5% da Área Bruta Locável (ABL) total. A média nacional para o setor está em 6%, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)”, disse Fábio Freitas, gerente geral do Minas Shopping.

A maturação do empreendimento é um fator que explica o ciclo de reposição quase imediato. Hoje, são mais de 300 lojas, com fluxo de 200 mil veículos e mais de 1,5 milhão de pessoas por mês. O valor condominial é o menor do mercado, como informou o executivo.

Com isso, o resultado das vendas tem registrado aumento desde o segundo semestre de 2017. No primeiro trimestre deste ano, o incremento foi de 8,5%, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado é impulsionado pela recuperação do varejo, com vendas ligadas ao aumento do crédito e abertura de vagas de emprego. “Para o segundo trimestre, devem ser favorecidos os setores de vestuário e calçados”, previu.

Vacância mínima

O Shopping Cidade se adiantou à crise para garantir a ocupação das lojas. Segundo a superintendente, Luciane Starling, a mudança de critérios de comercialização das unidades, a partir de 2014, foi uma medida que controlou a vacância. “Chegamos a ter três unidades vazias e atualmente é apenas uma”, ressaltou. 

A lista de espera existe, apenas para as duas praças de alimentação. No entanto, não há vagas para novos empreendimentos hácinco anos.

Outro ponto importante é que o Shopping Cidade tem características particulares. A primeira delas é a localização central. Há que se considerar, ainda, que o horário de funcionamento é diferenciado, pois o mall abre às nove horas da manhã e também aos domingos. “Não podemos crescer em área, mas trabalhamos para oferecer o melhor atendimento ao consumidor, com lojas certas nos lugares mais indicados”, disse. O empreendimento tem 170 operações e público de 80 mil pessoas por dia. 

 

 

 


 

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