quarta-feira, 18 setembro 2019
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Na fronteira da Venezuela com a Colômbia, distúrbios violentos e dezenas de deserções chavistas | Internacional

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Os venezuelanos viveram neste sábado outro ponto de inflexão no confronto entre o chavismo e a oposição a Nicolás Maduro. A operação do presidente interino Juan Guaidó nas fronteiras, que com o apoio direto ou a solidariedade da imensa maioria da chamada comunidade internacional busca introduzir ajuda humanitária no país, gerou um novo quadro à margem do resultado da convocação. A repressão impediu a entrega de remédios e alimentos dirigidos a 300.000 cidadãos em risco de morte, recusada de forma peremptória pelo sucessor de Hugo Chávez, que lhe atribuiu o peso de uma interferência dos Estados Unidos. A jornada elevou à tensão máxima as passagens fronteiriçoas da Colômbia, onde se registraram graves incidentes, distúrbios e ataques policiais.

Na cidade de San Antonio de Táchira, que faz fronteira com a cidade colombiana de Cúcuta, se produziram choques entre as forças de segurança, a população e os seguidores de Guaidó, quem na sexta-feira cruzou a fronteira para liderar o operativo em aberto desafio ao Governo que lhe havia proibido sair do país. Os agentes tentaram dispersar os manifestantes com gases lacrimogênio e balas. Houve episódios de violência no lado venezuelano das pontes de Tienditas e Simón Bolívar. Ao caos atribuído a membros de coletivos de paramilitares chavistas acrescentou-se a repressão dos militares em resposta aos manifestantes, que o chavismo considera responsáveis pelos distúrbios.

A tentativa de Guaidó, presidente da Assembleia Nacional que há um mês se declarou chefe de Estado interino, de quebrar a unidade dos militares, conseguiu mais de 60 deserções de agentes da Guarda Nacional Bolivariana e duas da Policial Nacional que custodiavam a fronteira. Entregaram-se às autoridades de Migração Colômbia e pediram refúgio no país vizinho.

Enquanto milhares de voluntários seguiam tentando fazer chegar ao país os carregamentos com ajuda, procedentes em sua maioria dos EUA, em Caracas uma multidão de manifestantes dirigia-se para a base aérea da Carlota. Chegaram a rodear ao meio-dia entre gritos de “soldado, escuta, una-se à luta”. O respaldo das Forças Armadas é um ponto chave para alcançar o poder na Venezuela, onde o aparelho estatal está profundamente militarizado, e Guaidó leva semanas apelando à consciência de sua cúpula e bases para convencê-los de que deem as costas a Maduro.

Neste sábado, o presidente interino se reuniu em Cúcuta com alguns desses desertores. “Os soldados com quem falei responderam a seu desejo de vida e futuro para seus filhos que o usurpador não lhes garante. Soldado venezuelano, a mensagem é clara. Faça o que manda a Constituição. Terá anistia e garantias para quem se coloque do lado do povo”, lembrou. Também lançou uma mensagem às bases chavistas ainda fiéis ao ex-presidente morto em 2013 e àqueles cada vez mais insatisfeitos com Maduro. Sua intenção é incorporá-los num processo de transição e por isso fez questão de que sua leitura “é de todos e por todos os venezuelanos”. “Quero fazer um especial chamado ao povo chavista e a quem estiver perto de se somar ao lado da Constituição, da convivência democrática e o bem-estar para todos”.

O que resta do Governo de Maduro também procurou uma imagem de exibição de força, como vem sendo habitual, para contraprogramar os atos da oposição. O mandatário compareceu junto ao palácio presidencial de Miraflores ante seus seguidores, em sua maioria empregados públicos. Assegurou que “reta formalmente” a seu adversário a convocar eleições e se esforçou em demonstrar que 30 dias depois, em referência à proclamação de Guaidó, “o golpe de Estado fracassou”. Ao mesmo tempo, lançou-lhe uma advertência. “Haverá justiça na Venezuela. Para que haja paz haverá justiça”, disse. Maduro aludia ao não cumprimento da ordem expressa, emitida pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de que Guaidó não saísse do território venezuelano.

Em definitiva, o chavismo recorreu a seu manual de sempre, acusando os opositores de montar um “show” na fronteira e provocar os incidentes. “Perturbaram levando a guarimba [o protesto] ao povo de San Antonio. Queimaram um ônibus. Um show para perturbá-los e tirar a tranquilidade aos formosos povos da fronteira. Ontem [pela sexta-feira] me vi obrigado a fechar as pontes fronteiriças até um novo aviso e estou avaliando o que fazer. Vocês sabem que eu não temo a nada”, disse antes de chamar os militares e às centenas de milhares de milicianos armados pelo Governo a se levantar caso algo lhe acontecesse.

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