sexta-feira, 18 outubro 2019
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Mutirão mediado pelo Procon facilitará acordo entre devedores e bancos – Primeiro Plano

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Os consumidores mineiros que estão com o nome sujo terão uma boa oportunidade para renegociar as dívidas junto aos bancos. Mutirão realizado na Semana do Consumidor, que vai de 11 a 15 de março, receberá o cadastro de mais de mil inadimplentes e seis instituições financeiras para fazer acordos intermediados pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e pelo Procon da Prefeitura de Belo Horizonte. Os interessados podem se cadastrar até amanhã, dia 28 de fevereiro. 

Conforme os Procons, 60% dos consumidores que procuram o auxílio do órgão estão endividados. Os débitos bancários estão no alto da lista, atrás apenas das empresas de telecomunicações. Participarão da iniciativa os bancos Santander, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e BMG.

A ideia do mutirão é aliviar a situação econômica dos inadimplentes, por meio de negociações de taxas e prazos, para fomentar o crescimento de setores como indústria e comércio em Minas Gerais. 

“A inadimplência é um problema que interessa a todos solucionar, inclusive aos bancos. Quando a economia vai mal, todos os setores vão mal’, afirma Mônica Coelho, diretora do Procon de Belo Horizonte. 

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que o número total de negativados no Brasil chegou a 62,4 milhões de CPFs em outubro de 2018, o que representa 40,6% da população adulta do país. Cerca de 5,4 milhões de inadimplentes têm acima de 65 anos de idade, o que torna o quadro ainda mais dramático. Conforme os dados apresentados pelo estudo, a maior parte das dívidas se refere ao setor financeiro, que inclui cartão de crédito, cheque especial e empréstimos.

Em Minas Gerais, estatísticas do Procon da Assembleia revelam que, de 2015 a 2018, triplicou o número de reclamações referentes a empréstimos nas modalidades consignado e pessoal. “Esse problema e as queixas relacionadas a cartões de crédito só perdem no ranking para o setor de telecomunicações”, diz Marcelo Barbosa, coordenador do órgão. Segundo ele, os altos juros cobrados pelos bancos estão entre os principais motivos do endividamento, já que nem sempre o consumidor tem consciência do rombo que o empréstimo pode provocar no orçamento. 

“É uma situação grave, na medida em que um orçamento corroído por dívidas traz consequências dramáticas para toda a família”, diz Barbosa, destacando que, além da negociação, o consumidor deve buscar melhorar sua educação financeira e fazer o planejamento do orçamento doméstico. 

Para participar do mutirão, os interessados devem ligar para o número (31) 2108-3460, das 13 às 17 horas, ou enviar um e-mail para mutirão.dividas@almg.gov.br, informando nome completo, CPF, telefone de contato e o banco com o qual pretende negociar sua dívida. Caso o consumidor esteja inadimplente com mais de uma instituição financeira, ele deve fazer cadastros distintos para cada uma delas. Mensagens incompletas não serão consideradas, por isso os consumidores devem ficar atentos ao preencher as informações.

As listas serão enviadas para os bancos e, em seguida, as próprias instituições entrarão em contato com os clientes cadastrados para agendar a data e o horário do atendimento, que será feito no próprio banco. “Em caso de dúvidas sobre a proposta apresentada, o consumidor poderá procurar o Procon antes de fechar negócio”, diz Mônica Coelho, diretora do Procon municipal.

Os cadastros serão feitos até amanhã, 28 de fevereiro, das 13h às 17h, pelo número (31) 2108-3460 ou no e-mail mutirão.dividas@almg.gov.br. As negociações acontecerão entre os dias 11 e 15 de março

 

É preciso atenção para garantir uma negociação vantajosa

O consultor de finanças Paulo Vieira, professor de economia da faculdade Unihorizontes, afirma que, na hora de renegociar ou parcelar suas dívidas, os consumidores precisa estar atentos para analisar se a proposta apresentada pelo banco é, de fato, a melhor opção. 

“Nem sempre a primeira oferta será a melhor possível. Quase sempre, dá para negociar os juros, os prazos e até o tamanho das prestações, para melhorar as condições para o devedor”, afirma o especialista. 

Em alguns casos, também não é viável fazer a renegociação, como quando a dívida já está quase quitada ou quando os juros são muito altos.

Desde que existam esses cuidados, Paulo Vieira acredita que renegociações como as que estão previstas para a Semana do Consumidor, de 11 a 15 de março, sejam vantajosas para as duas partes. O mutirão será mediado pelos Procons da Assembleia e da Prefeitura de Belo Horizonte.

“É bom para quem deve, por ser uma oportunidade de limpar o nome, e para quem espera receber, porque possibilita que o devedor realmente pague o valor devido”, afirma o consultor, que também faz uma ressalva. “Apesar dessa vantagem, o consumidor nunca deve contrair uma dívida com a expectativa de negociar lá na frente, porque isso não é garantido”, diz ele. 

A diretora do Procon Municipal de Belo Horizonte, Mônica Coelho, também orienta para que os consumidores verifiquem a quantidade de parcelas, o custo mensal, o valor dos juros e o custo efetivo total proposto pela negociação, para poder comparar a dívida que está contraindo com aquela que ele tem atualmente. 

“Se os juros atuais são de 2,9% e eles vão passar para 2,8%, por exemplo, pode não ser um negócio tão vantajoso, especialmente se estiver aumentando muito o tamanho das prestações como contrapartida”, explica. 

Nesses casos, ela diz que pode compensar mais pegar outro empréstimo para quitar o atual, desde que os juros sejam menores e as condições, mais atrativas. “Também é possível buscar portabilidade da dívida em outro banco e ver se ele pode oferecer condições melhores”, afirma Mônica, destacando que o mutirão vai facilitar esse processo, já que o consumidor terá acesso à quantidade exata de parcelas e ao custo total do débito, informações necessárias para fazer a portabilidade.

Para não se endividarem novamente, Mônica Coelho explica que os consumidores precisam sempre estar atentos à contratação de pacotes de serviços bancários e nunca aceitar ofertas feitas por telefone. 

“O ideal é pedir os contratos por escrito e buscar auxílio de entidades especializadas para entender os termos”, diz ela.

 

 

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