segunda-feira, 14 outubro 2019
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Mobilidade proibida – Montes claros

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As áreas reservadas ao estacionamento rotativo área azul crescem em toda a cidade. Na mesma proporção, as placas que alertam para a parada e estacionamento proibidos. As ações, promovidas pela Empresa Municipal de Planejamento, Gestão e Educação em Trânsito (MCTrans), vêm causando indignação aos milhares de cidadãos montes-clarenses que diariamente circulam pelo Centro da cidade e atingem especialmente os que têm mobilidade reduzida.

Parar o carro para um idoso descer em frente a uma clínica médica ou para um deficiente embarcar na porta de um banco é motivo para que motoristas sejam constantemente multados. Com medo de receberem a sanção, taxistas e condutores por aplicativos se negam a parar em locais mais fáceis para os passageiros e acabam deixando os clientes muito longe do destino.

Exceção à regra, o Edifício Athenas, que abriga diversos consultórios, tem em sua frente uma placa indicando que é permitido o embarque e desembarque de passageiros. Para a dona de casa Terezinha Silva, que vai constantemente a um consultório no prédio, o local é modelo que deveria ser estendido a outros pontos da cidade.

“Quem é que não gosta de uma coisa organizada? Facilita muito pra mim. Tenho que andar com muletas e a minha filha, que sempre me acompanha, pode descer aqui comigo”, diz.

Se o trecho da avenida Mestra Fininha é exemplo, nos demais pontos da cidade a situação é bem diferente. A rua Dr. Santos, uma das principais e mais movimentadas de Montes Claros, peca pelo excesso de placas de proibição.

Em um único quarteirão, onde fica uma agência bancária, há cerca de seis delas com menos de 30 metros de distância uma da outra. No local, a circulação de pessoas idosas ou com deficiência é alto.

A camareira Sirlene Maia agradeceu a paciência do motorista que a conduziu até o local e alertou para as dificuldades de acesso.

“Tive um problema no joelho e preciso das muletas para me locomover. Não dá para descer longe e caminhar. O passeio na frente do banco é um obstáculo. Também preciso de ajuda pra chegar até a porta. A maioria dos motoristas para rapidinho e por caridade. Mas todos sentem medo de receber multa”, afirma Sirlene.

 

PROJETO

A situação pode ser alterada com um projeto elaborado para ser apresentado na Câmara. Depois de perceber o problema na cidade e de ser procurado por diversas pessoas reclamando da situação e pedindo providências, o vereador Marlon Xavier elaborou um Projeto de Lei que propõe a criação de áreas de embarque e desembarque no Centro da cidade.

“O projeto visa adequar o espaço urbano para garantir acessibilidade e segurança a todo cidadão, em especial aos que possuem dificuldade de locomoção. Da mesma forma evitará que os trabalhadores do transporte remunerado de passageiros fiquem sujeitos à aplicação de multas”, justificou Marlon, que pede a sinalização principalmente em frente as hospitais, escolas, agências bancárias, farmácias, supermercados e clínicas médicas.

O vereador autor do projeto entende que as placas de sinalização darão a garantia que o cidadão precisa e que hoje não está sendo respeitada. “Não é para permanecer por longo tempo. A intenção é corrigir o problema. A parada deverá restringir-se ao tempo indispensável para embarque e desembarque de passageiros”, relata o vereador.

Ao tomar conhecimento do projeto, o taxista Junior Caldeira, que trabalha há 22 anos como motorista, comemorou. “Hoje o taxista trabalha para pagar multa. Em todo lugar que a gente para é multado pela MCTrans. Quando buscamos o passageiro já avisamos que não tem como parar na porta de banco ou outro estabelecimento. Se for idoso então, é muito complicado”, diz Junior, que revelou ter pago R$ 600 em multa em 2017.

“Pra onde vai este dinheiro? A gente não vê resultados e melhorias. Este projeto tem que passar. Não podemos mais permitir os abusos”.

Presidente da MCTrans, José Wilson Guimarães foi procurado, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

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