domingo, 17 novembro 2019
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“Miúcha era toda música, na intimidade ou no palco”, as homenagens à cantora | Cultura

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A cantora e compositora Heloisa Maria Buarque de Hollanda, popularmente conhecida como Miúcha e uma das principais vozes femininas da Bossa Nova, morreu na quinta-feira (27) aos 81 anos em um hospital do Rio de Janeiro, onde tratava um câncer de pulmão.

Miúcha, irmã de Chico Buarque e primeira esposa do cantor e compositor João Gilberto, um dos pais da Bossa Nova, morreu de parada cardíaca após o agravamento de problemas respiratórios no Hospital Samaritano, de acordo com o boletim divulgado pelo centro médico.

A artista irmã das cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque, e filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Cesário Alvim, pintora e pianista , era mãe da cantora Bebel Gilberto, que a homenageou nas redes sociais: “Pra sempre no meu coração. Te amo muito. Descansa meu amor… saudades”. 

A cantora lançou 14 álbuns em 40 anos de carreira e ficou internacionalmente conhecida, principalmente Itália, Estados Unidos e Japão. Seu trabalho mais recente, “Rosa amarela” (1999), foi lançado no Japão antes mesmo do Brasil.

Seus maiores sucessos remontam à década de 1970, quando se tornou famosa como intérprete de grandes clássicos da Bossa Nova e da MPB como Maninha (Chico Buarque compôs em sua honra), Pela luz dos olhos luz teus (Vinícius de Moraes), Vai Levando (Chico Buarque e Caetano Veloso), e Samba do avião e Falando de amor (Tom Jobim).

Miúcha, que estudou história da arte em Paris na década de 1960, conheceu em uma viagem de férias na Itália a cantora chilena Violeta Parra, que foi quem lhe apresentou o compositor João Gilberto, que já tinha uma reputação na Europa como um criador da Bossa Nova.

Miúcha e João Gilberto ficaram casados por oito anos e foram pais de Bebel Gilberto, que a sucedeu como uma das vozes e musas da Bossa Nova. Seu primeiro álbum foi “O Melhor dos Dois Mundos” (1975) em associação com João Gilberto e Stan Getz.

Esta produção a tornou parceira de famosos músicos brasileiros como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Toquinho. Em parceria com estes cantores, ela participou de uma performance na Itália cuja gravação é considerada um dos maiores clássicos da Bossa Nova.

Vários artistas lamentaram a morte da cantora. “Ao longo dos anos, Miúcha teve presença sempre luminosa em minha vida. Tanto como artista quanto como pessoa”, escreveu Caetano Velloso no Facebook. “Sempre sorridente e gostando muito de viver, Miúcha era toda música, na intimidade ou no palco do #Canecão. Com Vinicius e Tom. E em todas as gravações solo que fez.”



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