quarta-feira, 16 outubro 2019
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Ministério público pede a suspensão do transporte de minério em Santo Antônio do Grama

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Após os dois vazamentos do mineroduto da Anglo American em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou um pedido, na tarde desta segunda-feira (2), para que a Justiça determine a suspensão das atividades de transporte de minérios pelo empreendimento Minas-Rio, até que seja concluída uma auditoria ambiental independente. A Justiça já bloqueou R$10 milhões da empresa para a reparação dos danos causados pelo primeiro rompimento. 

O MPMG pede ainda adoção de medidas urgentes para conteção do vazamento e da contaminação do meio ambiente. Caso a Justiça acate os pedidos, a Anglo também deve realizar um cadastro dos novos atingidos para o fornecimento de água potável até a regularização do abastecimento.

Ainda segundo o MPMG, um relatório produzido pelo Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) apontou que a nova ruptura ocorreu a menos de 200 metros de distância da anterior e ocasionou vazamento de 647 toneladas de polpa de minério de ferro por cerca de cinco minutos, tempo suficiente para que o material atingisse a calha do ribeirão de Santo Antônio do Grama e uma área de pastagem.

Em visita ao local do novo incidente, os técnicos do Nucrim comprovaram que a polpa de minério atingiu toda a extensão do ribeirão Santo Antônio, em um percurso de aproximadamente 21 quilômetros, até a desembocadura no rio Casca, deixando a água com uma cor avermelhada.

Segundo a Anglo American, os dois vazamentos podem ter sido provocados por uma falha na solda de partes da estrutura já que os dois tubos que se romperam são do mesmo lote. A confirmação depende de diagnóstico que está sendo  feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O segundo vazamento aconteceu na última quinta-feira (29), menos de 20 dias após o primeiro. Desta vez, cerca de 650 toneladas de polpa de minério, uma mistura de minério e água, foram liberadas e atingiram o Ribeirão Santo Antônio. 

Logo após o vazamento, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendeu a licença ambiental do mineroduto e na sesta sexta-feira (31), a empresa anunciou férias coletivas para os funcionários da mina e da planta de beneficiamento e informou também que as atividades só serão retomadas após uma inspeção em toda a extensão do mineroduto, que deve durar aproximadamente 30 dias. 

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