terça-feira, 22 outubro 2019
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Minas Gerais tem a segunda maior fila do país para transplantes

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O Brasil tem 32.176 pessoas na fila por um transplante, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Minas Gerais tem a segunda maior lista de espera, com 3.175 pacientes aguardando por um rim, pulmão, coração, pâncreas, córnea ou medula óssea, perdendo apenas para São Paulo, com 15.282 pessoas na fila.

Falta de informação, dificuldade de repasse de dados entre instituições e até mesmo a ausência de conversas dessa natureza entre as famílias fazem com que o drama de quem aguarda ser transplantado seja ainda maior.

“A taxa de recusa por um transplante em Minas costuma ser de 40%. O número é alto, mas esse é um dos grandes gargalos da doação de órgãos não só no Estado, mas em todo o país. Desconhecimento e falta de informação são os principais problemas que impedem que um doador em potencial possa, de fato, ter seus órgãos reaproveitados”, explica o diretor do complexo MG Transplantes, Omar Lopes Cançado Júnior. Mas o quadro piorou: só entre janeiro e junho deste ano, segundo a ABTO, a taxa de recusa em Minas subiu para 60%.

Mais requisitado. O transplante de rim é o que tem maior fila no país. Mais de 21 mil pessoas aguardam pelo órgão. Minas também figura em segundo nessa espera, com 2.323 pessoas. Segundo Omar Júnior, além das grandes dimensões do Estado, Minas recebe muitos pacientes vindos de outras regiões do país, o que faz a fila crescer.

“As patologias que afetam o rim são maiores do que em outros órgãos, então, mundialmente, essa fila sempre será maior. A quantidade de pessoas na fila também não reflete a real necessidade do órgão. Sem contar que a fila não representa apenas pessoas do Estado. O paciente pode escolher ser transplantado em qualquer lugar”, frisa.

Outra demanda grande é pelo transplante de córnea, com 8.574 pacientes na lista de espera. Minas está em terceiro lugar, com 726 pessoas aguardando para recebê-las, de acordo com a ABTO. Em relação a outros órgãos, no primeiro semestre de 2018, 189 pessoas conseguiram um novo coração, enquanto 232 aguardam na lista de espera para a cirurgia. No Estado, 24 pessoas estão na fila deste órgão. “De modo geral, podemos pontuar que a fila de espera por órgão se manteve estável nos últimos anos em Minas Gerais, mas com uma leve queda no último semestre”, finaliza Omar Júnior.

 

Mudança na lei ainda não surte efeito

Recentemente, o decreto 9.175/2017 modificou os critérios necessários para identificação da morte encefálica. A alteração nos procedimentos, que exigem, além do neurologista, outros especialistas para diagnosticar o fim da atividade cerebral do paciente, porém, não refletiram de maneira positiva na doação de órgãos.

“Os novos procedimentos dificultam um pouco constatação da morte encefálica. Ainda não tivemos os reais impactos dessa portaria na doação de órgãos e nos dados divulgados pela ABTO”, disse o diretor do complexo MG Transplantes, Omar Lopes Cançado Júnior.

O transplante de órgãos só é realizado caso a família dê autorização e se o paciente não tiver falecido por politraumatismo, Acidente Vascular Cerebral (AVC), tumor cerebral primário e intoxicação, ou não tiver doenças transmissíveis e não for usuário de drogas.

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