quarta-feira, 20 novembro 2019
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Lava Jato: Geddel é líder de organização, diz procuradora

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, afirmou em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) “fez muito em pouco tempo” e o apontou como líder de organização criminosa. A frase de Dodge sobre a atuação do peemedebista faz referência às suspeitas que lhe são imputadas de embaraço a investigações e de ocultação de R$ 51 milhões.

A manifestação da procuradora geral foi feita no último dia 16 no bojo de um pedido de liberdade da defesa do peemedebista. Nesta quinta-feira (19), o ministro Edson Fachin, do STF, concordou com Dodge e manteve a prisão de Geddel. Os advogados do ex-ministro pretendem recorrer à Segunta Turma do STF, da qual Fachin faz parte.

“Em um primeiro momento, Geddel violou a ordem pública e pôs em risco a aplicação da lei ao embaraçar investigação de crimes praticados por organização criminosa. Num segundo momento, passados nem dois meses do primeiro, reiterou a prática ao ocultar mais de R$ 50 milhões de origem criminosa. Fez muito em pouco tempo”, disse Dodge.

Geddel
Geddel foi preso pela segunda vez no dia 8 de setembro na operação Tesouro Perdido, quando cumpria prisão domiciliar. A Polícia Federal encontrou um bunker com malas e caixas de dinheiro – num total de R$ 51 milhões – e identificou ao menos três digitais do político. Segundo Dodge, o valor “monumental” descoberto no apartamento é “apenas uma fração de um todo ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido”.

“Mesmo em crimes de colarinho branco, são cabíveis medidas cautelares penais com a finalidade de acautelar o meio social, notadamente porque a posição assumida por Geddel parece ter sido a de líder da organização criminosa”, escreveu a procuradora geral.

Ao se manifestar contra prisão domiciliar, Dodge ressaltou que, em casa, “Geddel poderá manter contatos, receber visitas, dar ordens e orientações que podem frustrar os objetivos das medidas cautelares nesta investigação”. “Como referido acima, ele deu provas materiais de que atuará de toda forma para que esta persecução criminal não tenha o mesmo êxito que teria se estivesse preso”, argumentou.

Apesar de manter Geddel preso, Fachin determinou a conversão da prisão preventiva de Gustavo Ferraz, ex-diretor geral da Defesa Civil de Salvador, em prisão domiciliar. Digitais dele também foram encontradas no bunker de Geddel. Fachin também determinou medidas cautelares como a prisão domiciliar para Job Ribeiro Brandão, assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel. Digitais de Brandão também estavam no apartamento.

Lúcio é alvo de um inquérito que investiga a participação dele na ocultação dos R$ 51 milhões que seriam propina ao irmão. No pedido que enviou ao STF para a abertura do inquérito, Raquel Dodge argumentou que, “mais do que indícios, há prova” do envolvimento do parlamentar: “No caso concreto, mais do que indícios, há prova da materialidade delitiva do crime de ocultação de mais de cinquenta milhões de reais escondidos em malas naquele apartamento de Salvador”.

Com informações do O Tempo.

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