sexta-feira, 15 novembro 2019
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Justiça dá prazo para prefeito explicar falta de pagamento – Montes claros

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A Prefeitura de Montes Claros foi notificada pela Justiça a prestar esclarecimentos pelo não pagamento do salário de novembro aos servidores da educação. O mandado foi expedido na terça-feira pela juíza Rozana Siqueira da Paixão, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Montes Claros.

Segundo o documento, o prefeito Humberto Souto teria que prestar “com urgência, com prazo de 24 horas, informações pelo não pagamento dos professores”. Em despacho que acompanhou o mandado, disse basear sua posição “em razão da gravidade da medida pleiteada”.

Também na terça-feira, após toda a polêmica gerada em reunião com o prefeito, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Sistema Público Municipal de Montes Claros (Sind-Educamoc) acionou o Ministério Público.

Em mais um dia de protestos em frente à sede do Executivo, os servidores da educação cercaram o carro do secretário de Planejamento e Gestão, Cláudio Rodrigues de Jesus, o “Claudim da Prefeitura”.

O gestor se elegeu vereador em 2009 tendo como base eleitoral justamente os funcionários da educação e, em 2013, candidatou-se a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo atual prefeito.

Tão logo chegou ao prédio, o veículo do secretário foi cercado pelos grevistas aos gritos de “traidor, covarde, pau mandado”. No capô do carro foi afixado um cartaz com os dizeres: “Comércio não sobrevive sem dinheiro, sem compras de Natal”, numa alusão ao fato de a categoria movimentar o comércio local.

Enquanto o secretário Cláudio Rodrigues era tratado com hostilidade, o prefeito Humberto Souto concedia entrevista a uma emissora de rádio reafirmando não ser sua a obrigação de efetuar o pagamento dos 4 mil servidores da educação.

“Quem mais sofre com o problema dos professores é o prefeito, que está sentido, chocado”, disse Souto, alegando que está usando o dinheiro que tem em caixa para “asfaltar a cidade inteira”, reafirmando o que disse no início da semana – e que irritou os sindicalistas – de que não deixaria de realizar obras e, principalmente, asfaltar a cidade para pagar professores.

“Percebe-se nessa fala o descaso diante do sofrimento do outro, descaso porque demonstra desconhecer a realidade da educação no município e de como os professores sobrevivem”, afirma Juliana Miranda, vice-presidente do Sind-Educamoc.

Para a servidora, a postura de Souto mostra “o quanto ele é desumano e fere o nosso direito de receber os nossos salários. Fica na gente um sentimento de revolta por aqueles que deveriam cuidar da educação”.

 

REAÇÃO

A hostilidade ao titular da pasta de Planejamento e Gestão foi gerada a partir de postagem do secretário nas redes sociais alegando que “se o município continuar cobrindo o rombo deixado pelo governo do Estado, em breve não teremos como pagar os demais servidores”.

O relato evidenciou a postura do prefeito, alegando “que entende o drama dos professores, mas que está de mãos atadas”, e deixando a entender que a comissão de sindicalistas e vereadores foi bem recebida pelo líder do Executivo.

No entanto, uma enxurrada de comentários discordando da declaração foi postada na rede do secretário, enfatizando que Cláudio Rodrigues faltava com a verdade, “porque o prefeito não falou dessa forma, ele humilhou os presentes”, dizia um deles. Ontem à tarde, os comentários mais contundentes foram apagados.

“Decepção, desrespeito, mentira, desumanidade” – palavras que deram a tônica aos comentários. “Solidariedade não paga as contas e nem leva alimentos para dentro de casa”, disse a educadora Simony Barbosa. Para Jane Irley, “a situação é humilhante e, nas próximas eleições, não nos esqueceremos de quem ficou e não ficou ao nosso lado”.

Nelson Cavalcante disse que esperava mais do secretário”.

O secretário Cláudio Rodrigues disse que a manifestação dos servidores é “legítima”. “Salário é sagrado. Porém, têm que entender que a culpa é da falta do repasse do governo do Estado. Trabalhador tem que receber”, enfatizou o secretário, afirmando que o “prefeito está fazendo de tudo, sobretudo para que o novo governador garanta os recursos que custeiam o pagamento dos servidores”.

Quanto às reações no Facebook, Cláudio disse que é “um direito”. “Quem está sem receber tem direito de reclamar. A gente faz compra com o salário que recebe. Tem que manifestar para que o novo governo entenda a importância desses repasses”.

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