terça-feira, 22 outubro 2019
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Gole que dá lucros – Geral

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Após cair no gosto do consumidor, a cerveja artesanal ganha cada dia mais espaço no mercado mineiro. De dezembro do ano passado a agosto deste ano, o volume de empresas no Estado saltou de 49 para 90 estabelecimentos, o que representa uma expansão de 83,67%, garantindo uma produção de 2 milhões de litros da bebida por mês.

Para garantir a ampliação desse mercado, o Sindicato da Indústria de Cerveja e Bebidas em Geral de Minas Gerais (Sindbebidas-MG) vai lançar, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e do Sebrae Minas, o selo de origem “Cervejas de Minas – Livres por Tradição”.

A exemplo de outros segmentos, como o da cachaça de qualidade, esse selo deve possibilitar maior garantia do produto para o consumidor final, além de ampliar a visibilidade das marcas em outros estados e assegurar maior valor agregado ao à “loura”.

O lançamento desse diferencial em Minas ocorrerá durante o 6º Festival Internacional de Cervejas – Mondial De La Biere, que será realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 5 e 9 de setembro, com apoio do Sebrae Minas e da Fiemg.

 

INVESTIMENTOS 

Terceiro maior polo produtor de cerveja artesanal, perdendo apenas para São Paulo e o Rio Grande do Sul, Minas tem conseguido também garantir novos investimentos no setor.

É o caso da Cervejaria Küd, criada em 2010 em Nova Lima, que investiu R$ 2 milhões no ano passado para ampliar a capacidade de produção de 17 mil litros para 30 mil litros neste ano.

De acordo com o diretor administrativo da empresa, Bruno Parreiras, 70% da produção é consumida no Estado, mas as vendas são feitas também para São Paulo, Rio de Janeiro e algumas cidades do Nordeste. Ele avalia que, como o consumidor do produto busca novidades, o selo pode ser um diferencial para ampliar as vendas.

A fábrica fica no Jardim Canadá, em Nova Lima. Premiada dentro e fora do Brasil, a Küd aposta em produtos premium e no fortalecimento da marca.

Já a Loba, fabricada em Santana dos Montes, na região central Estado, também se prepara para dobrar a atual produção de 60 mil litros até o final do ano. Segundo o mestre cervejeiro Kelvin Azevedo de Figueiredo, foi adquirida uma engarrafadora que envasa quase 2 mil garrafas por hora.

“Em diversos países do mundo, faz parte do passeio dos turistas degustar a cerveja local. Há bares que já estão oferecendo as cervejas artesanais e outros têm marca própria, o que demonstra que não há volta para essa tendência. A ideia da artesanal é foco na qualidade e em produtos e receitas que têm identidade própria”, enfatizou.

Figueiredo conta que a empresa é a única a usar um lúpulo plantado e colhido no Estado, a 30 quilômetros da fábrica. “Fizemos a cerveja Mantiqueira Bier, que é um marco para o setor”, comemora.

Aposta em sofisticação

O brasileiro consome em média 60,4 litros de cerveja por ano e 5,69 litros por mês, segundo dados da pesquisa realizada pela Cuponation, a partir de dados de consumo de bebidas do grupo japonês Kirin Holdings, em 26 países. O levantamento mostra também que o desembolso chega também a 14% dos salários mensais.

De olho nesse crescimento, as cervejarias artesanais mineiras têm apostado em novos sabores, cores, ingredientes e embalagens mais sofisticadas para atrair o consumidor.

“Os consumidores que migram para as cervejas artesanais querem experimentar sempre produtos novos. Outro diferencial é que, pelas características do produto, é possível fazer a harmonização com cardápios variados”, enfatizou o superintendente do Sindbebidas-MG, Cristiano Lamego. 

 

PRÊMIOS

A paixão pela cerveja se traduz em prêmios para as artesanais mineiras. Bastante conhecida e premiada dentro e fora do Brasil, a mineira Backer, que comemora 20 anos de atividades em 2018, acaba de receber quatro medalhas no World Beer Awards 2018.

A diretora de marketing da cervejaria, Paula Lebbos, disse que as bebidas premiadas foram lançadas há menos de um ano. Atualmente, são 25 rótulos dos quais 23 envasados.

E as cervejarias artesanais mineiras podem reduzir o valor do produto para o consumidor final. Com a adesão das empresas ao Simples Nacional, houve uma queda de até 70% na carga tributária do setor, o que já incentivou inclusive o registro de empreendimentos que nasceram no fundo do quintal.

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http://onorte.net/geral/gole-que-d%C3%A1-lucros-1.651675

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