quarta-feira, 13 novembro 2019
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Funcionários da Vale presos por tragédia em Brumadinho devem ser soltos a qualquer momento – Primeiro Plano

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Os oito funcionários da Vale que foram presos por supostamente saber do risco iminente de rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, devem deixar a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, ainda nesta quinta-feira (28).

A soltura dos investigados foi determinada na quarta-feira (27) pelo ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na decisão, o ministro permitiu que a Justiça Mineira determine medidas cautelares no lugar da prisão.

O rompimento da estrutura, no último dia 25 de janeiro, deixou, até o momento, 182 mortos e 126 desaparecidos. 

Investigação

No despacho, Cordeiro observou que os acusados já depuseram, não houve fuga nem indicação de destruição de provas ou induzimento de testemunhas, o que demonstraria “a desnecessidade da prisão”.

“Não há risco concreto à investigação, não há risco concreto de reiteração, não há riscos ao processo”, afirmou. Nefi Cordeiro ressalvou que a liminar é válida até o julgamento do habeas corpus que tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A reportagem procurou pela Vale e aguarda retorno. Na ocasião das prisões, a mineradora informou, por meio de nota, que “permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”.

Relembre

Os oito funcionários da Vale foram presos no dia 15 de fevereiro. Os detidos tinham cargos de gerência e coordenação na empresa, sendo ligados diretamente ao monitoramento da barragem que se rompeu. As investigações ainda dão conta de que alguns deles estavam cientes dos riscos de rompimento antes da tragédia e, inclusive, pressionaram os funcionários da empresa alemã Tüv Süd a atestarem a segurança da estrutura.

Os seis homens foram levados para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na RMBH, e as duas mulheres para o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, no bairro Horto, na região Leste de BH.  As investigações continuam a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais. 

No dia 25 de janeiro, a Barragem do Feijão, da Vale, se rompeu, destruindo parte dos prédios da mineradora, casas, estradas e pontes. O Rio Paraopeba, um dos afluentes do rio São Francisco, foi contaminado pela lama. A tragédia já deixou 180 mortos e 130 desaparecidos até o momento.

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