terça-feira, 12 novembro 2019
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Famílias de desaparecidos em Brumadinho recorrem à Defensoria Pública para declararem as mortes – Horizontes

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Após um mês do rompimento da barragem I da Mina do Feijão, da Vale, e com o prazo estipulado de mais 50 dias para o encerramento oficial das buscas em Brumadinho, muitas famílias de pessoas dadas como desaparecidas na tragédia já tem procurado a Defensoria Pública para obter a certidão de óbito de seus entes queridos. 

É o que explica o defensor público do Estado de Minas Gerais, Rômulo Luís Veloso de Carvalho. “A Defensoria Pública optou por não fazer essas ações de justificação de morte presumida de forma coletiva, porque muitas famílias acreditam que isso poderia acabar tirando o ímpeto das autoridades pelas buscas. Mas já temos atendido muitas pessoas em Brumadinho que procuram essa ação para receber a certidão de óbito do familiar dado como desaparecido”, explica. 

Para entrar com a ação a fim de receber uma declaração de morte presumida do familiar desaparecido, basta procurar o posto móvel (ônibus) da Defensoria Pública que fica atrás do fórum em Brumadinho e, em breve, um posto de atendimento na Estação do Conhecimento, também na cidade atingida. Para quem está em Belo Horizonte, também é possível requerer esta ação no prédio da Defensoria Pública de Minas Gerais, no bairro Barro Preto.

Número de mortos sobe

Durante uma audiência pública na manhã desta terça-feira (26) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Edgard Estevo da Silva, informou que um corpo foi encontrado nesta terça, e também um “segmento” de corpo. Com isso, o número de mortos na tragédia de Brumadinho dado até então como 179 sobe para 180, e o de desaparecidos, que era de 131, cai para 130. 

Ele também explica que as operações já chegam a sua terceira fase, sendo que a primeira fase era de estratégia das operações de buscas, sendo mais superficial e percorrendo toda a área para localizar corpos e fazer os salvamentos nos primeiros dias. 

Já a segunda fase contou com o apoio de cães farejadores que conseguiam identificar sinais de corpos com mais profundidade sob a lama. Por fim, a terceira e atual fase, consiste na redução no número de bombeiros para as buscas e no aumento do maquinário –  atualmente, são 50 máquinas, como caminhões e retroescavadeiras -, para que o rejeito seja bem revirado e as operações possibilitem a procura por corpos a uma distância de até 1,5 metro embaixo da lama. 

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