segunda-feira, 14 outubro 2019
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Exposição celebra 100 anos de Athos Bulcão trazendo um mergulho nas obras do artista

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Em um momento onde a política se faz tão presente no cotidiano do país, não é difícil se deparar com as obras de Athos Bulcão: uma sessão na Câmara dos Deputados, em Brasília, assistida pela TV, é o suficiente para o contato com o trabalho do artista, que se faz presente no espaço em um painel. Em Belo Horizonte, também é fácil se deparar com as obras do artista carioca. Através de uma caminhada na Praça da Liberdade, basta observar os azulejos que decoram a fachada do Edifício Niemeyer, ou nas dependências internas Tribunal de Contas do Estado. 

Para além desses trabalhos, são vários os exemplos que confirmam a presença de Bulcão –especialmente seus azulejos– no imaginário popular, mesmo que muita gente não se dê conta disso. É justamente para lançar luz no importante legado deixado pelo artista que o Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB-BH) recebe, a partir de amanhã, a exposição “100 anos de Athos Bulcão”. “Muitas pessoas não conhecem profundamente a sua obra. [TEXTO]A mostra tem essa importância de trazer de volta uma atenção para o trabalho dele[/TEXTO]”, pontua André Severo, um dos curadores da exposição. 

Para mergulhar na poética de Bulcão, a exposição é divida em núcleos, que exploram as várias facetas do artista. “Trazemos pinturas, fotomontagens, obras de vestuário, entre outros”, enumera Severo. “Mesmo que a primeira procura do público seja por um núcleo que revela mais a relação da arte com a arquitetura, a nossa expectativa é que o público seja conduzido para além dessa parte mais conhecida”, explica o curador.

Para conduzir o público nessa viagem pelo trabalho de Bulcão, nada melhor que ter as palavras do próprio artista como guia. “Todos os textos, onde contextualizamos os trabalhos durante a visita, são sempre a partir de falas dele. Nossa ideia é de que a voz dele conduza o espectador”, sublinha. 

Diferente de um caminho puramente cronológico, a mostra reúne diversas questões exploradas pelo artista, desde a arquitetura, as cores e o preto e branco, até as influências deixadas pela arte de Bulcão. “Percebemos que na própria dinâmica de construção poética do Athos, ele subvertia essa questão cronológica. Ele não tem uma fase em que trabalhou só com a pintura ou só com desenhos. As linguagens dele sempre andaram muito juntas, o que ele trazia em um trabalho, resgatava em outro”, destaca o curador.

Mais do que apresentar um recorte da obra de Bulcão, Severo ressalta que a intenção é trazer o pensamento do artista. “Como é uma exposição que se propõe a fazer um recorte grande, é importante mostrar a pluralidade de meios e materiais que ele usava, mas também apresentar uma densidade das obras, sempre trazendo esse pensamento por trás delas”, afirma. 

Serviço: “1oo anos de Athos Bulcão”, de amanhã a 25 de junho, no CCBB-BH (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários). Entrada Gratuita.

 

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