segunda-feira, 14 outubro 2019
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Expominas será administrado, ainda em abril, por grupo que pagará R$ 92 mi ao Estado

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O Expominas passará a ser administrado por um consórcio privado a partir de 19 de abril e o Minascentro será reformado ainda neste ano. As informações foram dadas pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castello Branco, com exclusividade ao Hoje em Dia.

“O grupo Nutribom ganhou a licitação. Ele vai ser o operador do Expominas. Vai alugar o espaço, fazer a gestão durante dez anos e pagar um aluguel mensal para a Codemig”, revela.

Segundo o gestor, o consórcio vai desembolsar R$92,5 milhões durante a vigência do contrato, uma década. 

A cessão da operação para a iniciativa privada vem sendo costurada desde abril do ano passado, quando o governo abriu o processo de licitação, junto com o Minascentro, mas não havia ainda um desfecho. 

A ideia inicial do Estado era ceder os dois centros de convenções de forma conjunta, em um contrato que teria duração inicial de 35 anos. 

O desejo do governo se justifica pelo prejuízo gerado. Apenas em 2016, os dois centros acumularam um déficit de R$ 4,384 milhões.

Minascentro 

Mesmo sem ter acertado a cessão do Minascentro para a iniciativa privada, o governo vai investir na reforma do complexo, fechado desde janeiro. 

Com investimento orçado em R$30 milhões, sendo R$10 milhões destinados à troca dos aparelhos de ar-condicionado, a expectativa de Castello Branco é inaugurar uma parte do espaço ainda em 2018. 

“Em 23 de abril, vamos abrir os envelopes com o vencedor da licitação. Queremos contratar a empresa para fazer a reforma logo depois, e já fazer a primeira entrega, na parte do térreo, este ano”, projeta. 

Aeroporto da Pampulha 

O presidente da Codemig ainda revelou que o Estado tentou um acordo com a BH Airport, concessionária do aeroporto de Confins, para solucionar o imbróglio que envolve a reabertura do terminal da Pampulha. 

A comercialização das passagens continua suspensa até que o Tribunal de Contas da União julgue o mérito do processo que discute a volta dos jatos ao aeroporto. Entretanto, se dependesse da vontade do governo, os dois aeroportos estariam funcionando simultaneamente, segundo Castello Branco. 

“O governador Fernando Pimentel fez uma oferta para o concessionário de Confins, em novembro de 2015, em que se dispôs a intermediar junto ao governo federal um aditivo no contrato de concessão, para que a empresa assumisse a operação da Pampulha também, mas a administradora não teve interesse”, diz. 

“Sabemos que na época do leilão não havia menção ao aeroporto da Pampulha, mas acreditamos que, eventualmente, é possível uma equação que viabilize a concessão dos dois aeroportos”, completou Castello Branco. 

Em nota, a BH Airport afirma que desconhece a oferta realizada pelo governo de Minas, e que por força da legislação vigente, não há a possibilidade de o aeroporto da Pampulha ser transferido à concessionária mediante a realização de aditivo ao seu contrato de concessão. 

 

Marco Antônio: “A gente tem certeza que a decisão cautelar poderá ser revista”

 

 

 

Marco Antônio diz que decisão do TCE foi equivocada


Como o senhor avalia a decisão do TCE que suspendeu o processo de cisão da Codemig? 

Entendemos que a decisão cautelar de suspender a alienação das ações tem um equívoco. É uma decisão que se justifica se aqueles elementos que foram apontados como fundamentais, como o dano ao erário, aos cofres públicos, tivessem chances de ocorrer, mas não têm. Nossa visão é de que os números que foram apresentados de valorização da Codemig estão equivocados. Estando equivocados, não existe o dano ao erário que está sendo imaginado. Não existindo o dano, ou potencial dano, a gente tem certeza que a decisão cautelar poderá e deverá ser revista. 

Há algum prejuízo para a Codemig? 

Obviamente, essa decisão não facilita o nosso trabalho. Essa exposição gera insegurança para os investidores. Com isso, nosso trabalho aumenta ao ter a necessidade de esclarecer aos investidores sobre aspectos que não existem. 

Como a Codemig vai tentar reverter essa decisão? 

Nós vamos fornecer os esclarecimentos que foram solicitados pelo TCE e , novamente, pedir reuniões com a equipe técnica para tentar compreender como eles fizeram a avaliação e mostrar quais são os mecanismos de variação da empresa que são corretos, que não podem conduzir a um valor irreal da Codemig, de R$ 46 milhões. 

E qual o verdadeiro valor de mercado da Codemig atualmente?

Somando com a Codemge, acredito que seja cerca de R$12 bilhões.


Como está a fiscalização das jazidas de nióbio em Minas? 

Do ponto de vista dos interesses estatais, principalmente de Minas Gerais, acredito que poucas coisas têm mais fiscalização do que a que fazemos lá (nas jazidas de nióbio na região de Araxá). Trimestralmente, temos um auditor externo contratado pela Codemig que vai fazer inspeção das contas da sociedade de participação para ver se estamos recebendo os 25% de participação nos lucros. 

Qual é a previsão do crescimento da demanda pelo produto neste ano? 

A previsão para 2018 e 2019 é positiva, de crescimento de 4% a 5% na produção do aço no mundo, o que reflete diretamente no consumo de nióbio. As indústrias estão usando cada vez mais nióbio no aço.

A Codemig gerou lucro ou déficit para o Estado nos últimos anos? 

Fizemos um levantamento que aponta que, de 2008 a 2014, o Estado teve que investir R$118 milhões. Já de 2015 a 2017 a Codemig mandou para o Estado R$362 milhões. A Codemig hoje é – e vai continuar sendo – uma empresa contribuidora para as receitas do Estado. 

Como está a procura pelos voos do programa Voe Minas? 

Entre os dias 17 de agosto de 2017 e 31 de março deste ano, nós transportamos mais de 15 mil pessoas em um avião de nove lugares. 

Com essa demanda, o subsídio dado pela Codemig tende a diminuir?

Quando começamos a operar os voos, o avião voava com 20% de ocupação. Agora, estamos chegando a 53%. O subsídio que oferecemos estão caindo vertiginosamente porque os voos estão se autossustentando. 

O programa Voe Minas pode dar lucro? 

Esperamos, em breve, zerar o incentivo que estamos dando. Quando zeramos esse incentivo, já estamos discutindo com as companhias de aviação, como a Gol, algumas possibilidades. 

O senhor é favorável à liberação dos voos de grande porte na Pampulha?

Claro que sim. Isso é bom para a cidade e excelente para o desenvolvimento econômico do Estado, que vai gerar mais empregos. 

O que a Codemig pretende fazer para auxiliar na liberação dos voos na Pampulha?

Nós estamos, inclusive, iniciando um estudo interno para quantificar que impacto negativo pode haver em Confins para que o Estado possa interferir e ajustar caso haja um prejuízo para a concessão. 

Há algum temor de que a reativação do aeroporto da Pampulha cause algum prejuízos a Confins? 

De maneira nenhuma nós queremos que a concessão da Pampulha crie um problema para a concessão de Confins. Isso é impensável. Nós acreditamos que não cria (problemas), mas nós temos que provar isso. Se tiver algum impacto negativo, temos que saber como compensar isso, porque a concessão de Confins não pode ter problemas econômicos advindos de uma operação da Pampulha. 

O senhor acredita que é viável os dois aeroportos operarem simultaneamente?

Sim, na nossa visão é possível você conectar a Pampulha, por exemplo, com Brasília, Rio e São Paulo, em horários que não necessariamente são competidores de Confins. 

Como está a situação da concessão da rodoviária? 

Fechamos a concessão da rodoviária com a operadora Socicam. Ela opera, aluga as lojas e vem fazendo as melhorias. O próprio gestor administra e faz as mudanças, porque paga um aluguel fixo, mensal, para nós (Codemig). O Estacionamento também é administrado pela operadora. 

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