domingo, 20 outubro 2019
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Esvaziamento de Caatinga ameaça vida do rio Jequitaí – Minas do Norte

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A falta de manutenção da Barragem de Caatinga e a existência de risco de rompimento da estrutura, que está sendo esvaziada, podem ter decretado a morte de um afluente do rio São Francisco. O rio Jequitaí, que corta oito municípios antes de desaguar no Velho Chico, pode desaparecer sem as águas da represa para perenizá-lo durante o período de seca.

O alerta foi dado ontem durante reunião entre representantes de comitês de bacias hidrográficas, da Copasa e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Bocaiuva.

Segundo o superintendente Operacional Norte da Copasa, Roberto Luiz Botelho, há “um índice de escoamento superficial, que se volta muito rapidamente em direção à barragem, e, ainda, como o rio não tem carreamento sólido, num curto espaço de tempo vai ser decretada sua morte”.

Tecnicamente, afirma Botelho, o esvaziamento do reservatório “provoca uma erosão muito grande, em um terreno susceptível ao processo corrosivo, e se não tem uma barragem para controlá-lo, ele não sobrevive, sem contar que a fauna será completamente destruída”.

Dependente do Jequitaí para abastecer a cidade de Francisco Dumont, a Copasa já está em busca de novas fontes de água no município, temendo a redução drástica de volume do curso d’água.

Roberto Botelho lembrou que em 2016 solicitou à Prefeitura de Bocaiuva a abertura da comporta de Caatinga para manter seus sistemas de abastecimento de água em Francisco Dumont.

Ele anunciou que a Copasa acionou a equipe de hidrologia e deslocou maquinário para buscar em Francisco Dumont uma fonte alternativa e preventiva, ou seja, já opera no sentido de instalar poços tubulares profundos em face da preocupação da perda da reserva de água do rio Jequitaí.

 

PRECARIEDADE

Além da preocupação com o abastecimento e com o possível desaparecimento do Jequitaí, as reais condições da barragem também assustam.

De acordo com o engenheiro José Márcio Vieira Dias, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Bocaiuva, a Barragem da Caatinga “não dispõe de filtros na horizontal e nem na vertical e tem fissuras, trincas, cupim para tudo que é canto”. São, segundo ele, diversos fatores que favorecem o desmoronamento, que provocaria a destruição da ponte sobre o rio Jequitaí, na BR-135, que dá acesso a Belo Horizonte.

Além disso, o desmoronamento do reservatório “provocaria uma tragédia de proporções inimagináveis, porque tem cinco vezes o volume da barragem de Brumadinho”.

José Márcio argumentou ser necessário um estudo técnico urgente para determinar que nível de água seria aceitável manter na represa para resolver tanto o problema social, que é a utilização de água por 4 mil pessoas em Dolabela e 760 famílias no Assentamento Betinho, como impedir o rompimento.

 

VERTEDOURO

Membro do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Jequitaí, Pacuí e de trecho do São Francisco e ex-vice-prefeito de Bocaiuva, Walter Alves informou que o vertedouro da barragem foi assoreado e precisa ser recomposto de modo emergencial. “Se avançar a erosão, provocada pelas ondas que batem nas pedras, o talude não se sustentará”, argumenta.

Nesse sentido, salientou que na última reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco solicitou esse estudo emergencial, argumentando que das águas do Jequitaí, perenizado pela barragem, é feita captação direta pelo distrito de Engenheiro Dolabela e pela comunidade de Riachinho, que utilizam a água tanto para abastecimento humano, animal e para irrigação de 800 hectares.

A reportagem entrou em contato com o Incra, que não mandou representante para a reunião, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


 

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