terça-feira, 26 maio 2020
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Estímulo ao cultivo de cogumelos

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Desde a antiguidade, eles fazem parte da alimentação humana. Com propriedades nutricionais e medicinais, os cogumelos deixaram de ser presença apenas em receitas sofisticadas e se popularizam, cada vez mais, no prato dos brasileiros e dos mineiros, que descobriram também o bom mercado para a atividade e já cultivam o produto no Estado.

Segundo a Associação Nacional de Produtores de Cogumelo (ANPC), em 2013, o Brasil tinha cerca de 300 produtores em todo o país. Hoje, estima-se que o número gire em torno de mil. A maior parte da produção, que vem de São Paulo, é do tipo Champignon de Paris, mas também se produz por aqui o Shiitake, Shimeji branco e preto e o Eringui.

“Por ser um fungo que se alimenta de matéria orgânica em decomposição, é preciso ter um substrato para o cultivo do cogumelo”, explica o extensionista agropecuário da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) de Nova Lima, Glaidson Guerra.

Esse substrato pode ser feito com diversos materiais, como palha, esterco, serragem, bagaço de cana, borra de café, dentre outros. “A escolha varia de produtor a produtor. Normalmente, utiliza-se material que exista em abundância na região da plantação. Cada um tem uma especificidade, e o segredo para a produção é o substrato”, diz.

O substrato, que é a matéria-prima para a atividade, é esterilizado e o fungo é adicionado a ele. A esterilização impede que o cogumelo tenha competidores e não se desenvolva.

Fatores como temperatura, umidade e iluminação também são fundamentais. O cogumelo precisa, principalmente, de temperaturas amenas e muita umidade para se desenvolver. Por isso, em geral, a produção é feita em estufas, o que garante produção o ano inteiro.
 
CERTIFICAÇÃO 
O produtor Roney Rocha foi um dos primeiros a trabalhar com o fungo em Minas Gerais. Começou há trinta anos. “Descobri a produção porque eu sou vegetariano e queria produzir algo ligado à terra. O cogumelo apareceu como alternativa produtiva, alimentar – já que é uma fonte de proteína maravilhosa –, e que utiliza resíduo vegetal na produção”, conta.

Ele começou produzindo em Nova Lima, na Grande BH, a variedade Hiratake, apenas para consumo próprio. Hoje, ele tem quatro funcionários e comercializa, além do Hiratake, cogumelos Shimeji, Flórida e Salmão. “Produzo, em média, 500 quilos por mês, em uma área de 400 metros quadrados”, relata.

Certificados desde 2006, os cogumelos são cultivados de forma orgânica. “Existe mais proteína em 100g de cogumelo do que na mesma quantidade de carne. Ele é uma excelente alternativa nutricional, e a recomendação é que ele não seja lavado, vá direto para a panela. Então o fato de ser orgânico faz muita diferença, pois não há utilização e consequente consumo de insumos químicos”, afirma Rocha.

Especiaria é opção de renda
Em função da pouca exigência de espaço e das diversas opções de materiais para montagem das estufas, a atividade é considerada de baixo investimento e boa rentabilidade.

Em Extrema, no Sul de Minas, a produtora Rita dos Santos e o marido Gustavo trabalham com as variedades Cogumelo do Sol e Shimeji branco há pouco mais de dois anos. E é da produção que tiram sua renda mensal. “Morávamos em São Paulo e resolvemos vir para a área rural para ter outra qualidade de vida. Há muitos anos eu tinha visto uma reportagem sobre o cultivo de cogumelos e resolvemos tentar”, recorda.

Rita conta que, há dois anos, a cidade não conhecia e muito menos consumia o produto. “Hoje temos uma clientela grande aqui. No início, como ficávamos com estoque parado, desenvolvemos vários produtos, como antepasto de Shimeji, geleia, farinha. E fez muito sucesso”, relata.

Hoje, além do cogumelo in natura, comercializado para pousadas e restaurantes, eles vendem todos esses produtos na propriedade, que também virou ponto turístico da cidade. 

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