quinta-feira, 21 novembro 2019
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Estelionatário fingia ser médium para aplicar golpes em BH – Primeiro Plano

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A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu um homem que fingia ser médium para aplicar golpes em Belo Horizonte. O suspeito de 55 anos atuava em uma sala comercial nas proximidades da Praça 7, no Centro da cidade. 

Além dos golpes, ao ser abordado, ele ofereceu R$ 20 mil aos policiais para não ser preso, mas foi detido em flagrante por corrupção ativa. Depois, confessou os atos, que eram praticados em BH pelo menos desde 2012 e há cerca de 20 anos em outras localidades. Conforme os investigadores ele era da cidade de Goianinha, no Rio Grande do Norte.

A PC chegou ao homem, que utilizava o nome Antônio e os codinomes “mestre Antônio” e “mestre Alves” como identificação falsa após denúncias de uma idosa de 71 anos. Ele foi preso no último dia 19.

A professora aposentada foi abordada na rua por uma comparsa do estelionatário. Durante cerca de 10 dias ela se consultou com o falso médium e entregou à ele R$ 284 mil.

No momento da prisão, o documento que ele apresentou era do irmão. Na casa do estelionatário uma mala contendo R$ 250 mil, outros documentos e um carro foram apreendidos. 

Pela prisão em flagrante, ele seria liberado e responderia em liberdade. No entanto, foi levantado pela polícia um outro mandado de prisão, de 2016, no departamento de fraudes, também pelo crime de estelionato. Pelo menos sete outra vítimas, todas no mesmo perfil de idoso aposentado, foram identificadas.

Conforme os investigadores, o número de pessoas enganadas pode ser ainda maior, já que muitos, mesmo quando percebem o golpe, não fazem boletim de ocorrência por vergonha de admitir o que aconteceu e medo de contar para a família.

“Essa idosa mesmo, só foi explicar aos familiares o que aconteceu depois que ele foi preso e o dinheiro recuperado. Ela chegou realmente muito constrangida, envergonhada por ter sido enganada”, explicou o delegado Sérgio Belizário.

Como agia

Nas consultas, após conquistar a confiança das vítimas e conhecer toda a história, ele oferecia um “tratamento espiritual” durante o qual utilizava, inclusive, truques de mágica, atividade que tinha conhecimento suficiente. No apartamento de “Antônio” foi encontrada uma carteirinha da Associação dos Mágicos de São Paulo. 

No caso da sen

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