sexta-feira, 18 outubro 2019
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Ensaio de dar água na boca – Educação

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Os cadernos de receitas dos familiares serviram de inspiração para que alunos do 4º período do curso de gastronomia da Funorte preparassem pratos de dar água na boca. Todas as delícias criadas compuseram o cardápio do Festival de Cozinha Regional Norte Mineira, proposta durante a disciplina Cozinha Brasileira.

Com tudo preparado, os alunos do 5º período, que cursam a disciplina Optativa I – Fotografia, entraram em cena para registrar a arte gastronômica.

A atividade interdisciplinar, com participação dos professores Jonas Sachetto e Lidiane Silva, do 4º e 5º períodos, respectivamente, resultou na confecção de um livro de receitas.

Jonas, que também é coordenador do curso, explicou a proposta da aula e o objetivo do trabalho. “A minha proposta de aula vai percorrendo os estados do Brasil através da cultura culinária. Em Minas Gerais, temos uma aula que é feita pelo aluno, na qual ele vai atrás dos velhos cadernos das tias e avós e traz um cardápio baseado no conceito de cozinha regional norte-mineira. Através disso, eu e a professora Lidiane tivemos uma ideia de sincretizar duas atividades que existiam isoladas, mas que podem ser complementadas para, no fim, montarmos um livro de receitas com as fotografias e receitas dos alunos”, destacou o coordenador.

IMAGEM VALORIZADA

Outro objetivo da atividade é fazer com que o trabalho dos alunos seja valorizado e divulgado fora da instituição. Segundo Lidiane, a ideia de montar o livro é interessante, pois incentiva os alunos a darem o seu melhor na produção dos pratos e nos registros fotográficos, além de levar a experiência para outras pessoas.

“A intenção é fazer com que os estudantes do 5º período entendam como é o processo de fotografia na área de gastronomia, que envolve a questão de luz, composição e que haja uma experiência gastronômica através das imagens”, ressalta a professora.

Segundo ela, é também o início de um processo de associação do trabalho entre duas disciplinas. “Enriquece muito, pois, o trabalho dos alunos do 4º período é valorizado, principalmente por ser uma produção de uma culinária local e por ser divulgado fora da instituição, pois a revista tem o objetivo de extrapolar e permitir que outras pessoas conheçam o produto deles e que não seja algo que aconteça e fique somente entre os alunos”, frisou a docente.

Edvard Muniz Cordeiro Júnior, acadêmico do 4º período, destacou que o livro possibilita que eles mostrem um pouco da cultura de suas casas.

“O prato que escolhemos é algo que representa as avós da atualidade. Fizemos um pavê de bolacha champagne com calda de abacaxi com coco, que é um prato bem tradicional no domingo. Escolhemos o casadinho de goiabada como quitanda por ser o preferido da maioria da praça e, o segundo prato, é o que representa as noites frias da região: nele temos o engrossado de costela, feito com fubá e abóbora, que sustenta mais e é indicado para dias frios”, explica.

 

CULTURA FAMILIAR

O interessante do festival, segundo o estudante, é poder mostrar um pouco da cultura das famílias. “O geral da cultura regional todos nós conhecemos, mas o que cada um tem para mostrar de dentro da família é o mais importante, porque nos faz vivenciar a infância e um pouco do costume de cada um. E poder materializar isso é de extrema importância e valoriza muito os pratos que fizemos”, concluiu o estudante.

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