quarta-feira, 23 outubro 2019
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Em menos de uma semana, quatro homens são presos por estupros de menores em Belo Horizonte – Segurança

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Em menos de uma semana, quatro homens foram presos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por estupro de crianças e adolescentes. Os casos não possuem ligação e os suspeitos, em três dos casos, fazem parte da família das vítimas.

As detenções foram efetuadas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), da Polícia Civil. A delegada Iara França Camargos, titular da delegacia, explicou que das prisões, três foram de homens que já haviam sido condenados pela Justiça, e uma foi preventiva, por investigações da Polícia Civil.

“Tivemos dois casos de dois tios paternos que abusavam dos sobrinhos. Uma das vítimas era uma sobrinha de 12 anos de idade, uma menina, e outro caso era de uma sobrinho de 4 anos de idade. Também tivemos caso de um abuso sexual de um cunhado cometido contra a cunhada de 13 anos de idade e um outro caso de um motorista de ônibus que chegou a abusar da vizinha, ele era muito amigo da família, que tinha nove anos de idade (a menina)”, contou Camargos.

Tios

Todas as histórias foram descobertas pelas famílias das vítimas, que denunciaram os criminosos. No bairro Cachoeirinha, na região Nordeste, o suspeito era um homem de 51 anos, tio de uma menina de 12 anos. A garota morava com a avó e o suspeito aproveitava dos momentos em que ela ficava sozinha no imóvel para abusar dela.

Quando o crime foi descoberto, em 2015, ele se mudou para Ribeirão das Neves, na região metropolitana. Agora, a Justiça o condenou a 12 anos de prisão, que começaram a ser cumpridos ontem.

Já no bairro Confisco, na região da Pampulha, um homem de 50 anos foi preso preventivamente por abusar do sobrinho, de quatro anos. O crime também aconteceu na casa da avó do garoto, enquanto o menino a visitava. Apesar de ainda estar sendo julgado pelo crime, que ocorreu em 2014, o suspeito foi preso por estar ameaçando a família para que a denúncia fosse retirada.

Condenados

Os outros dois casos já foram julgados pela Justiça. Em um deles, na Vila Cemig, na região do Barreiro, o cunhado de uma menina de 13 anos abusava dela na casa em que ele e a adolescente moravam, junto da avó, do pai e da mãe da garota. Mesmo após o crime ser denunciado, o homem continuou morando na casa da família. Ele já tinha passagens por roubo e porte ilegal de arma.

Quem denunciou o crime foi a avó da menina, que viu o suspeito fugindo do quarto da garota após um dos abusos. Ele foi condenado a 14 anos e cinco meses de prisão em regime fechado.

Já no bairro Caiçara, na região Noroeste da cidade, um motorista de ônibus, de 50 anos, foi preso por um estupro que ele cometeu em 2010, quando era vizinho de uma família no bairro Palmeiras, na região Oeste. Segundo a Polícia Civil, ele se aproveitou da proximidade que tinha com a família de uma menina de nove anos, que morava ao lado dele, para se aproximar da garota e molestá-la. O suspeito chegou até a frequentar a mesma igreja da família.

“Naquele ano, numa visita que a menina fez à casa dele, ele abusou dela e ela gritou por socorro. Parentes da adolescente tentaram agredir o suspeito que acabou fugindo para Ibirité (região metropolitana), mas agora ele foi condenado há dez anos de prisão”, contou a delegada.

Proximidade

Mesmo no caso envolvendo o vizinho, a delegada Iara França Camargos salientou que os suspeitos abusaram da grande confiança que a família tinha com eles, os colocando acima de qualquer suspeita. Contudo, dentro da casa, as crianças podem dar indícios de que podem estar sendo violentadas,

“Quando a vítima é muito jovem, a criança começa a apresentar algum tipo de mudança no comportamento. Então a criança de 9 anos, por exemplo, ela começou a ficar mais retraída, além de ter apresentado uma infecção urinária, o que chamou a atenção dos pais. Quando chamou a atenção dos pais, eles foram investigar o que estava causando isso”, comentou.

Ainda segundo França, esses crimes são difíceis de ser descobertos também porque os suspeitos tendem a ser pessoas de “reputação ilibada”, acima de suspeitas.

“Geralmente os autores de crimes sexuais eles não têm outras passagens pela polícia exatamente porque eles sabem que o crime da pedofilia, falando de uma forma generalizada chamam muito a atenção e são repreendidos pela sociedade”, afirmou.

Prevenção

Para a delegada, só há uma forma de se prevenir o crime de estupro por pessoas próximas ou até mesmo dentro de casa. A confiança e uma conversa aberta sobre o tema costumam ser eficazes para ajudar a criança a entender que ela está sendo vítima de um abuso sexual.

“Primeiramente a gente tem que quebrar essa ideia o nosso preconceito de que certos assuntos não devem ser conversados com as crianças, principalmente as crianças pequenas. A gente tem sim que falar sobre todos os assuntos com as crianças”, orientou.

Camargos considera que os pais que não tratam de abuso sexual e sexualidade com as crianças estão dando margens para a ocorrência de crimes sexuais. “Porque o autor de estupro de vulnerável sempre se vale dessa falta de consciência da vítima”, pondera.

Dentre as formas de tratar do tema, ela pondera os cuidados com o próprio corpo. “Explicar desde cedo quem que é a pessoa que tem permissão para tocar no corpo daquela criança, quem que vai poder dar o banho. Na escolinha, o que vai acontecer com ela, o que a professora tem permissão pra fazer ou não. Sempre manter um diálogo muito aberto com ela. Esse é um ótimo caminho”.

Outras prisões

Além dos quatro suspeitos de estupro, outros dois homens foram presos nesta semana. Um, no bairro Primeiro de Maio, na região Norte da cidade, por não pagar a pensão alimentícia da filha de 15 anos e ainda fazer ameaças a adolescente e à esposa, e outro por agredir duas enteadas de seis e oito anos, com a conivência da mãe das vítimas.

Qualquer denúncia de crime contra adolescentes, em Belo Horizonte, pode ser feita pelo telefone 181 da Polícia Civil ou pessoalmente na avenida Olegário Maciel, 515, no centro da cidade, onde funciona o Centro Integrado de Defesa da Criança e Adolescente.

 

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