terça-feira, 18 junho 2019
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Em clima de Carnaval, manifestação contra Bolsonaro toma o Centro de BH; confira imagens – Horizontes

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Belo Horizonte teve uma tarde de Carnaval fora de época neste sábado (29), com o protesto organizado por mulheres contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). O ato surgiu da campanha #EleNão, disseminada nas redes sociais desde o início do mês e reuniu, segundo a organização, 100 mil pessoas nas ruas do Centro da capital. A Polícia Militar não divulgou a estimativa de público presente. 

A concentração do protesto saiu da Praça 7 e a dispersão se deu na Praça da Estação, com hits de axé, tradicionais à folia. Durante a movimentação, guiada por um trio elétrico e uma bateria composta por integrantes de 28 blocos de carnaval da cidade, os manifestantes protestaram contra Bolsonaro e rechaçaram a candidatura do ex-capitão do Exército. 

“O evento foi emocionante, ver tantas mulheres, homens, lutando contra o machismo, o racismo, a homofobia. Existem vários pontos interessantes aqui, mas não ser um evento partidário, é mais bonito de todos. É uma união de todos os partidos contra o fascismo. Isso nos mostra que as pessoas não querem esse atraso no nosso país”, explicou Clarissa Lages, de 34 anos, da equipe organizadora do evento. 

“Entendemos que ele é uma ameaça à democracia, às mulheres e às minorias. É um retrocesso para o país”, opinou a estudante Sabrina Magalhães, de 22 anos. “É uma candidatura totalmente distante de tudo o que o Brasil merece agora. Não podemos entregar o nosso governo na mão desse estirpe”, criticou o aposentado Mário Lúcio da Silva, de 64 anos. 

Percussionista do Então, Brilha! – um dos mais tradicionais grupos carnavalescos de BH -, a publicitária Thais Café, de 32 anos, foi responsável por animar os manifestantes na bateria, “O carnaval de BH nasceu de uma luta política. Eu tenho um sentimento de pertencimento de estar aqui. Calada eu não vou ficar, eu tenho voz e ela serve para dizer que não voto neste candidato”, comentou. 

O protesto foi acompanhado por centrais sindicais, coletivos feministas e dos movimentos negro, LGBTI e de outros setores da sociedade. Candidata ao Senado pelo Psol em Minas Gerais, Duda Salabert, esteve no ato assim como a colega de partido e candidata à Câmara dos Deputados, Maria da Consolação. Políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) que disputam vagas na Assembleia Legislativa e no Congresso Federal também estavam no protesto. 

Personalidades também foram ao evento e registraram a indignação contra o presidenciável. Aline Calixto, sambista da capital, cantou no trio elétrico e discursou ao público. Outro que foi visto na manifestação foi o ex-lateral esquerdo do Cruzeiro e da seleção argentina, Juan Pablo Sorín. O ex-jogador estava acompanhado da esposa, Sol Alac, e não quis conversar com a imprensa. 

Reforço na renda

Com a presença de muitas pessoas no Centro, ambulantes encheram as caixas de isopor de cerveja, água, refrigerante e catuaba e aproveitaram-se do movimento. Foi o caso de Priscila de Jesus, de 27 anos, que esperava ultrapassar um lucro de R$500. “Eu participo do grupo #EleNão, porque acho que ele é machista, racista. homofóbico. Estou aqui trabalhando e espero vender tudo do meu carrinho”, contou. 

Problemas

Se de um lado o público entoava cânticos ordenados contra Bolsonaro, nas vias do entorno das avenidas Amazonas e Afonso Pena registram congestionamento. Para que o protesto desenvolvesse com segurança, a Polícia Militar, BHTrans e Guarda Municipal interditaram a avenida Afonso Pena, nos dois sentidos, entre as ruas dos Tupinambás e Tamóios. Outros trechos fechados foram o da avenida Amazonas entre rua São Paulo e Espírito Santo, e da avenida dos Andradas, desde a Praça da Estação ao Viaduto Santa Tereza.

Com isso motoristas precisaram realizar desvios, o que deixou alguns condutores insatisfeitos. “Muito complicado isso aqui. O direito é para todos, mas eles não podem obrigar ninguém a votar no candidato deles causando esse transtorno na cidade”, reclamou o taxista José Carlos Costa, de 36 anos. 

Morador de São Paulo e visitando Belo Horizonte, o mecânico Jamil Marcondes, de 61 anos, ficou perdido nas ruas da capital. “Eu não sei andar no centro direito, só com GPS, mas com os desvios ficou complicado”, disse.

Rivalidade à parte 

Se no último clássico entre Cruzeiro x Atlético torcedores alvinegros entoaram gritos homofóbicos com menção a Jair Bolsonaro – o que rendeu multa de R$5 mil do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aos clube atleticano -, na tarde deste sábado (29) torcedores dos dois clubes uniram-se no ato. 

“A história do Atlético é de inclusão racial, social. Essa manifestação de intolerância se dá em um contexto muito difícil de agressão às mulheres e homossexuais. Eu acho que a punição não apaga esse equívoco. É preciso uma discussão pedagógica sobre os riscos da intolerância”, sugeriu o professor Márcio Alves, de 47 anos. 

Do outro lado, André Bueno, de 31 anos, diretor do coletivo Resistência Azul Popular, acredita que é preciso mudar o sentimento dos torcedores em relação ao futebol. “Toda organização, e o futebol não diferente, é política. Queremos trazer essa consciência para o torcedor, para que ele tenha mais poder de decisão e mais voz para entender o que é melhor para ele”, disse.

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