terça-feira, 12 novembro 2019
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‘Djavaneando’ o reggae: coletânea empresta tempero jamaicano à obra do alagoano – Almanaque

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Tudo começou com um oportuno trocadilho que une o Deus dos rastafáris ao nome de um dos maiores artistas da MPB. “Jah-Van!”, exclamou Eduardo Bid, num papo de domingo com os colegas Fernando Nunes e Kuki Stolarski. A partir dali, começou-se a desenhar a ideia que explicava o relampejo do produtor musical paulistano: coletânea com canções de Djavan repaginadas em ritmos jamaicanos. 

Com o aceite dos dois parceiros, Bid partiu em busca de convidados, montando time de peso. Recém-lançada, a coletânea “Jah-Van – Djavan Goes Jamaica” traz nomes como Arnaldo Antunes, Ivete Sangalo, Seu Jorge, Zeca Baleiro, Chico César, Criolo e Zélia Duncan. No repertório, hinos como “Meu Bem Querer”, “Samurai”, “Sina” e “Açaí”.

“Fomos experimentando, vendo quais músicas funcionavam. Dois dias depois, encontrei Arnaldo Antunes na rua e falei do projeto. Ele falou que queria cantar ‘Sina’”, relembra. “Já com um grande convidado, liguei para a empresária do Djavan e contei a ideia. Ela me retornou rapidamente, dizendo que Djavan tinha adorado e que podíamos seguir adiante”.

Camila Cornelsen/Divulgação

Eduardo Bid posa entre os convidados Arnaldo Antunes e Rincon Sapiência

Bid entre Arnaldo Antunes e Rincon Sapiência

Encontros

Assim, o produtor começou a acionar cantores de projetos anteriores. “É o formato que eu trabalho, já que não canto ou tenho vergonha de cantar (risos). Então, sempre cuido da parte instrumental e da produção e deixo as vozes com os craques que conheço e tenho amizade”, afirma Bid.

“Vários encontros foram acidentais. Além do Arnaldo, também encontrei Chico César, que topou na hora. Eu disse ao Fernando (Nunes) que estava achando o disco muito masculino, que tínhamos que colorir, e no dia seguinte encontrei a Fernanda Abreu fazendo corrida e a convidei”, conta o produtor. “Já a Ivete foi um sonho do Fernando, que acabou acontecendo. Conseguimos trazer frescor e diversidade”, diz.

Adaptação

Entusiasta da música jamaicana, Bid pontua que foi desafiador transpor as complexas composições de Djavan para a linguagem mântrica do reggae. “A gente teve certa dificuldade para simplificar as músicas. Acabamos fazendo mudanças, que foram superaprovadas por ele”, conta o produtor. 

Para Bid, Djavan é um fenômeno. “Suas músicas são ricas em acordes e harmonia, as letras são poesia complexa e, mesmo assim, é adorado em todas as camadas sociais. Poder fazer uma homenagem para ele, em vida, é algo muito especial e que mexeu com todos os envolvidos”.

Eduardo Bid, com mais de 20 anos de carreira na produção musical, começou com “Afrociberdelia”, de Chico Science e Nação Zumbi

Com a ‘bênção’ do homenageado e já pensando no futuro

Eduardo Bid conta que já esperava um aceno positivo do público, por conta do alcance de Djavan e do peso dos convidados. No entanto, ainda assim, a proporção do retorno o deixou surpreso. 

“A forma como as pessoas estão reagindo é emocionante. Criou-se um boca-a-boca natural que não tem preço. Os dois primeiros singles chegaram a um milhão e meio de visualizações no Spotify. Sem matéria de jornal, nem nada”, afirma, lembrando as faixas “Nem Um Dia” (Chico César) e “Meu Bem Querer” (Seu Jorge e Black Alien). 

Divulgação

Jah-Van

Jah-Van está disponível no streaming

Para o produtor, o disco é um amadurecimento da coletânea “Bambas e Biritas Vol. II” (2011), que reúne grandes nomes da música brasileira e jamaicana. “Ali, consegui juntar, por exemplo, Dominguinhos e um dos filhos de Bob Marley (Ky-Mani). Admiro e respeito muito a cultura e a música da Jamaica”, diz Bid, que já foi ao país quatro vezes. 

O produtor ressalta, ainda, que por conta dos atrasos burocráticos, o álbum saiu em um momento certeiro – em pleno verão caloroso e às vésperas de mudanças políticas no Brasil. “É um disco que chega para trazer paz e curtição mas férias merecidas de todos que trabalharam e lutaram muito durante o ano”, observa. 

Quanto ao aval de Djavan, Bid lembra que, logo após da audição, o cantor e compositor alagoano fez um brinde e disse: “Vocês acertaram em tudo. Já estou no aguardo do volume dois”. “Já estamos com a cabeça num próximo álbum, que terá nomes como Gal Costa, Gilberto Gil, Céu, Rael e Lenine. Este lançamento é só o começo de um projeto que tem músicas e artistas suficientes para ainda muitos outros verões”, conclui o produtor.

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