sábado, 19 outubro 2019
Início / Conteúdo / Diferencial: Componente evoluiu tanto, que irá desaparecer

Diferencial: Componente evoluiu tanto, que irá desaparecer

[ad_1]

Sistemas de tração 4×4 têm evoluído de forma acelerada nos últimos 30 anos. A razão disto é a aplicação da eletrônica embarcada, que passou a gerenciar diversos parâmetros de distribuição de torque para as rodas para oferecer o melhor desempenho e eficiência. É o que explica o engenheiro da Mitsubishi, Fabio Maggion, que aponta como os sistemas evoluíram nos últimos anos e, consequentemente, se tornaram mais complexos.

“O veículo 4×4 evoluiu para oferecer mais conforto e segurança. Há até pouco tempo, picapes e utilitários exigiam que o motorista descesse do carro e acoplasse a tração nas rodas dianteiras manualmente, travando a ‘roda livre’. Hoje tudo isso é feito eletronicamente, por meio de um seletor no painel e com o carro em movimento”, exemplifica o engenheiro.

Segundo o especialista, a marca não é modesta em afirmar que possui uns dos sistemas de tração mais avançados do mercado o S-AWC, sigla para Super All Wheel Control, que gerencia controle de estabilidade (ESP), controle de diferencial ativo (ACD), freios ABS e distribuição de torque.

Diferencial?

Para quem não sabe o diferencial é um item que distribui o torque do motor. Nos modelos de tração traseira é responsável por impedir que, numa curva, a roda de dentro gire na mesma velocidade que a roda de fora. Caso isso aconteça, a roda de dentro irá derrapar e comprometer o controle do veículo. Nas dianteiras isso não acontece pelo fato de a direção manter as rodas sempre alinhadas. 

Acontece que nos carros com tração 4×4 é necessário ainda a inclusão de diferenciais nas rodas dianteiras e um central. Nesse caso a função é distribuir o torque individualmente para cada roda para que o veículo seja capaz de atravessar terrenos acidentados e de baixa aderência.

Voltando ao S-AWC, a tecnologia estreou no mercado junto com o Lancer Evolution X, em 200X, versão de alto desempenho do sedã japonês, que junto com o Subaru WRX STI é um carro de rali feito para uso urbano. 

Hoje, o mesmo sistema está presente na veterana Pajero Full. Trata-se de um emaranhado de componentes eletrônicos, engrenagens e sistemas hidráulicos que atuam de acordo com a necessidade do motorista.

Menos teoria

Levamos o carro para o meio do mato. O jipão de quase duas toneladas atravessou terrenos acidentados, alagados, subiu e desceu ladeiras como se trafegasse em piso plano. Enquanto era necessário ficar só atento com a direção e pressionar levemente o pedal do acelerador, abaixo do assoalho o conjunto de três diferenciais trabalhava de forma incessante num balé orquestrado pelo S-AWC.

A picape L200 utiliza sistema bem parecido como explica Maggion. “Desenvolver uma picape se tornou uma operação complexa. No passado bastava ser robusto. Não havia preocupação com a aspereza do veículo. Hoje é um carro que serve para quem precisa carregar carga, para quem curte o estilo da picape, para quem faz uso severo do 4×4 e também para quem o utiliza como automóvel da família. Assim, é preciso entregar conforto e tecnologia, mas sem deixar de lado sua capacidade para uso do terreno”, observa.

Futuro

Se hoje os sistemas de tração 4×4 utilizam soluções complexas, como acionamento magnético de embreagem ou bloqueio por meio de expansão de gel de sílica, o futuro promete aposentar tudo isso. Segundo Maggion, modelos híbridos já oferecem desempenho e eficiência sem perder a robustez dos atuais sistemas de tração integral. “Hoje o Outlander híbrido conta com motor a combustível para tracionar as rodas dianteiras e outro elétrico para mover as rodas traseiras. Isso elimina a necessidade de ter um diferencial central, pois a distribuição de cada motor é feita de forma independente nos diferenciais de cada um dos eixos”.

O próximo passo são os 4×4 totalmente elétricos, que utilizaram três motores, um para as rodas dianteiras e outros dois para as rodas traseiras. A necessidade de dois motores traseiros é que ele elimina definitivamente o diferencial. 

Assim não será necessário o componente para distribuir a força do motor para cada uma das rodas traseiras. Toda força será distribuída eletronicamente por uma unidade de comando que irá informar para cada um dos motores a quantidade exata de torque a ser despejada de acordo com a demanda.

[ad_2]
Click aqui e acesse o artigo original
http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/diferencial-componente-evoluiu-tanto-que-ir%C3%A1-desaparecer-1.611517

Veja também...

Brasil continuará incomodando países concorrentes no agronegócio, diz ministra – Economia

[ad_1] A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira, 11, em Não-me-Toque (RS), onde …

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.