sexta-feira, 18 outubro 2019
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Defesa de funcionários da Vale, presos após tragédia de Brumadinho, entra com habeas corpus no TJMG – Horizontes

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a defesa de sete, dos oito funcionários da Vale presos na semana passada entraram com pedidos de habeas corpus nesta segunda-feira (18). 

Segundo o Ministério Público, eles foram presos na última sexta-feira (15), em uma investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A operação ocorreu em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

 

Os promotores suspeitam  que funcionários da Tuv Sud, empresa alemã responsável pelas vistorias técnicas, tenham sido pressionados pela Vale a assinarem os laudos atestando condições favoráveis do reservatório. 

Entre os presos estão um empregado responsável pelo monitoramento e manutenção da barragem 1 do Complexo da Mina Córrego do Feijão e uma gerente de dados corporativos da mineradora e uma das interlocutoras com a empresa Tuv Sud.

Por meio da análise de e-mails trocados entre agentes da mineradora e da empresa de auditoria, os investigadores levantaram a hipótese de que haveria um “esquema patrocinado pela Vale, no sentido de maquiar dados técnicos, externalizando, falsamente, a situação de normalidade (…) possibilitando que a situação de risco da barragem fosse perpetuada”.

Conforme o delegado Bruno Tasca, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA), na operação foram apreendidos também documentos relacionados à barragem, computadores, celulares e outros dispositivos. 

O advogado Marcelo Leonardo confirmou o pedido de soltura de quatro engenheiros da mineradora, mas disse que não podia passar outras informações. Em nota, a mineradora informou que está colaborando com as autoridades. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”.

No dia 25 de janeiro, a Barragem do Feijão, da Vale, se rompeu, destruindo parte dos prédios da mineradora, casas, estradas e pontes. O Rio Paraopeba, um dos afluentes do rio São Francisco, foi contaminado pela lama. A tragédia já deixou 169 mortos e 141 seguem desaparecidos.

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