terça-feira, 12 novembro 2019
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Defesa contesta laudo de negativa de uso de drogas por fisiculturista

Advogado da Cy Security, Ércio Quaresma, destacou que laudo do IML da positivo para presença de ketamine, embora não aponte a quantidade da droga

Por meio de nota divulgada em página de uma rede social, o advogado Ércio Quaresma, que representa a Cy Security e Vigilância, empresa que estava responsável pela segurança da casa de shows Hangar 677, no dia da morte do fisiculturista Alan Guimarães Pontelo, de 25 anos, questionou as informações de que o jovem não tinha feito uso de drogas. Exibindo cópia do laudo que apontou que Alan não usou cocaína, maconha e ecstasy, o advogado destaca em sua página que o documento técnico apresenta a presença de ketamine (cetamina) no sangue e víscera do rapaz.

“Alguém pode até não gostar, mas cetamina é droga”, disse Quaresma, na noite desta segunda-feira, que acrescentou que no carro do fisiculturista foi encontrada uma ampola vazia do produto. “O que me deixa perplexo, é que o Instituto Médico-Legal não consegue dizer a quantidade da droga injetada”, completou. O advogado informou que teve acesso ao laudo junto ao delegado responsável pela investigação, ao qual passou algumas informações sobre a vida pregressa de Alan Pontelo, para corroborar as alegações dos seguranças. Como representante da Cy Security, ele vai acompanhar o caso para eventual defesa dos funcionários da empresa.

A Fundação para um Mundo sem Drogas, em seu site, informa que a ketamina, categorizada como um “anestésico dissociativo”, normalmente é usada em animais como anestésico na forma de pó ou líquida. Pode ser injetada, usada em bebidas, cheirada ou acrescentada a baseados ou cigarros. Em 1999, a ketamina foi incluída na lista de substâncias controladas nos EUA.

“Os efeitos de curto e longo prazo incluem: taquicardia e pressão alta, náusea, vômito, torpor, depressão, amnésia, alucinações e problemas respiratórios potencialmente fatais. Os usuários de ketamina também podem desenvolver ‘fissura’ pela droga. Em altas doses, os usuários experimentam o ‘K-Hole’, um efeito descrito como estar ‘fora do corpo’ ou uma experiência ‘de quase morte’”, diz o site da fundação.

Ainda, de acordo com a entidade, devido ao estado de sonho e desligamento que a ketamina cria, o usuário tem dificuldades para se mover e por isso é usada como “droga de estupro”. “Quando o usuário exagera na quantidade, existe um risco sério de falência respiratória, que é justamente a causa mais comum de morte por ketamina. Outras complicações que podem acontecer são a dificuldade de respiração, além da possibilidade de um coma.”

A Fundação para um Mundo sem Drogas é uma corporação de utilidade pública sem fins lucrativos que capacita os jovens e adultos com informações baseadas em fatos sobre as drogas para que eles possam tomar decisões baseadas em informação e viverem livres das drogas.

Na nota, em sua página no Facebook, Quaresma é taxativo: “Ao contrário da notícia amplamente veiculada pela imprensa afirmado que o fisiculturista Allan Pontello não usou drogas ou álcool durante evento realizado no bairro Olhos D’água, o laudo da Polícia Civil detectou, sim, a presença de uma substância que pode ajudar a esclarecer os fatos e chegar à verdade do ocorrido – a ketamina, um anestésico para cavalos, também conhecida como ‘Special K’, ‘Kit Kat’, ‘Cat Valiums’, ou ‘Vitamina K’”, destacou.

A morte de Allan Guimarães Pontello ocorreu no fim da madrugada de 2 de setembro, no interior da casa de shows Hangar 677. De acordo com a Polícia Militar, a versão dos seguranças é de que o rapaz foi abordado com drogas e, depois, sofreu um ataque cardíaco no local. Antes de passar mal, afirmaram, o jovem teria corrido e saltado algumas grades, caindo ao chão em seguida. Um amigo de Allan, porém, disse que os dois foram ao banheiro e, depois de ser abordado por dois seguranças, o fisiculturista foi levado para um lugar privado, onde teria sido agredido.

Com informações do EM.

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