terça-feira, 12 novembro 2019
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Criador do Inhotim em Brumadinho é condenado à prisão por lavagem de dinheiro

Bernardo Paz e a irmã foram condenados a prisão pelo crime de lavagem de dinheiro feita com o Inhotim. Réus poderão recorrer em liberdade.

A Justiça Federal de Minas Gerais (JFMG) condenou o empresário Bernardo  de Mello Paz e sua irmã Maria Virgínia de Melo Paz por lavagem de  dinheiro na gestão do instituto Inhotim. Paz foi o idealizador da  construção do museu, que se localiza na cidade mineira de Brumadinho.

Segundo decisão da juíza Camila Franco e Silva Velano, ele agiu em  benefício próprio com o intuito de ocultar e dissimular a origem e  movimentação de bens, o que configurou crime de lavagem de dinheiro.  Bernardo Paz foi condenado a 9 anos e 3 meses e Maria Virígia, 5 anos e 3  meses. A decisão é de 24/08.

A Justiça entendeu que ficaram comprovados os fatos narrados na  denúncia do Ministério Público Federal, na qual o órgão denuncia que Paz  dissimulou a origem e a natureza de recursos provenientes da sonegação  de contribuições previdenciárias. O Grupo Itaminas, diz a sentença,  possuía R$ 648 milhões em dívidas contra a Fazenda Pública.

A denúncia narra que a empresa Horizontes Ltda, de propriedade de  Paz, “recebe valores advindos de um fundo estrangeiro com sede nas Ilhas  Canárias, o Flamingo Investiment Fund, o qual depositava valores na  conta da daquela empresa, a título de doações para o Instituto Cultural  Inhotim”. Os valores, então, “eram repassados de diversas formas para o  pagamento dos mais variados compromissos de empresas de propriedade de  Bernardo de Mello Paz, tendo sido constatados diversos saques em espécie  nas contas do grupo sem que se pudesse identificar o destino final dos  valores”.

Bernardo de Mello Paz, empresário que idealizou o museu Inhotim em meados dos anos 1980

Entre 2007 e 2008, o Flamingo Investiment Fund repassou US$ 98,5  milhões para a empresa Horizontes, criada por Bernardo Paz para manter o  Inhotim a partir de contribuições de seus outros empreendimentos.

Além da confusão patrimonial, a decisão chama atenção para diversos  saques em espécie feitos na conta da BMP Participação e da Horizontes.  Essas operações financeiras foram dissimuladas e buscaram “induzir a  erro no tocante ao destino final dos valores, já que o beneficiário de  tudo foi Bernardo de Mello Paz”. Bernardo e sua irmã recorrem da  decisão.

Confira a a íntegra da sentença.

Via Jota Info

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