quarta-feira, 26 junho 2019
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Com dinheiro e sem gestão – Política

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A prestação de contas do município, referente ao 2° quadrimestre de 2018, mostrou, mais uma vez, que falta gestão e não dinheiro para a execução de serviços e obras municipais. O comparativo entre receita e despesa liquidada mostra um superávit orçamentário de pelo menos R$ 50 milhões. Recurso que o prefeito tem para gastar, entretanto, a cidade continua parada.

Investimentos em melhorias no município não acontecem e os moradores sofrem com coleta de lixo precária, postos de saúde com atendimento defasado, pontes em situação de risco e ruas esburacadas e com erosão. Sem contar com o Restaurante Popular fechado e o Mercado Central há muito sem poder ser chamado de cartão-postal.

Durante apresentação das finanças do município na Câmara, o vereador Daniel Dias (PC do B) questionou o secretário de Finanças, Coriolando Ribeiro Afonso, sobre o motivo, por exemplo, para diversas ruas permanecerem às escuras, já que só para o setor de iluminação pública a reserva é de R$ 19 milhões.

“Sem execução financeira e sem empenho deste valor, isso nos dá tristeza. É como se o filho da gente estivesse com fome e guardássemos o dinheiro para não comprar comida”, disse o vereador.

Outro ponto questionado pelo parlamentar é o não pagamento das rescisões contratuais de servidores que prestaram serviço ao município até o último dia de 2016.

O secretário de Finanças admitiu que a administração tem muito a melhorar e classificou o governo municipal de conservador e ortodoxo.

“Tem determinadas coisas que podem ser mais céleres. A gestão tem deficiências em muitos setores e dificuldade de conhecimento. Essas questões haverão de ser saneadas. Hoje não podemos mais falar que não conhecemos a máquina. Os arranjos estão sendo feitos para buscar isso”.

Quanto às rescisões, o secretário desconversou e não soube precisar prazos nem valores que o município ainda tem a pagar. Questionado por um ex-servidor, respondeu que a questão seria “política”.

“Trocando em miúdos, ele simplesmente confirmou o que todos nós já sabemos. O prefeito utiliza de simpatias políticas para decidir quem vai receber. A solução será procurar o Ministério Público”, disse o advogado Mércio Herbet.

Um breve resumo de dois anos de administração do prefeito Humberto Souto traz um histórico de obras deixadas pelo meio do caminho e serviços essenciais interrompidos.

 

REPETIÇÃO

Enquanto centenas de municípios mineiros, inclusive do Norte de Minas, não sabem de onde tirar recursos para custear serviços básicos, Montes Claros apresenta balanços com superávit desde o ano passado.

A prestação de contas de 2017 revelou R$ 68 milhões em caixa. Apesar do valor robusto, da mesma forma que neste ano, a população não viu o dinheiro ser revertido em obras e melhorias de serviços.

À época, o próprio secretário disse: “estamos com a Ferrari e andamos de carroça”.

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