terça-feira, 22 outubro 2019
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Bullying virtual ganha as telas com o filme ‘Ferrugem’ – Almanaque

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Aly Muritiba é sincero ao dizer que, aos 39 anos e pai de dois filhos adolescentes, não se sente preparado para uma realidade em que o “virtual” cada vez mais substitui o “analógico”. Este foi um dos motivos que o levaram a fazer “Ferrugem”, que entra em cartaz nesta quinta (30) em BH após receber o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado, na semana passada.

 

Com protagonistas completamente mergulhados nesta realidade tecnológica, o longa aborda o bullying virtual e suas consequências, quando a intimidade de uma garota vaza num grupo de WhatsApp dos colegas de escola. Trata-se, portanto, de um tema social urgente, exposto em campanhas contra o suicídio, como o Setembro Amarelo.

 

Gerações

“A vontade de criar essa história veio do fato de meu filho criar o avatar dele em uma rede virtual e do desejo de me comunicar com ele sobre essas questões”, registra o diretor. Como reflexo dessa inquietação geracional, a estrutura do filme é dividida em duas partes: a primeira, virtual, tem cortes rápidos, um visual colorido e planos mais fechados para mostrar “a preocupação maior com o nosso umbigo”; a segunda é analógica, onde as imagens se tornam acinzentadas, longas e abertas, apontando para a reflexão que o filme provoca, representada na postura dos pais do responsável pelo vazamento.

 

Muritiba assinala que “Ferrugem” exibe dois tipos de pais – os que estão ausentes do convívio familiar e os que preferem colocar os filhos numa redoma. Quando a mãe do garoto retorna para casa e vê a situação deflagrada, “ela é quem luta para que se faça a coisa certa”. 

 

Feliz com a inserção deste contraponto feminino–resultado da participação de Jessica Candal no roteiro– ele confessa que “ficou muito clara a inaptidão para dar vida à personagem da garota e da mãe”, que aponta como grande vilão do filme o contexto social e familiar em que o rapaz foi criado. “As suas atitudes refletem a relação dos pais e a maneira como o pai enxergava a mãe, após ela sair de casa, fruto de uma visão machista”, observa. 

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