sexta-feira, 22 novembro 2019
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Arara-canindé e jabuti-tinga serão reintroduzidos no Parque da Tijuca – Primeiro Plano

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A arara-canindé (Ara ararauna) e o jabuti-tinga (Chelonoides denticulada), também conhecido como jabuti-amarelo, serão reintroduzidos no Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, no ano que vem. Essa será mais uma etapa do projeto Refauna Tijuca, feito em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que busca recolocar espécies que já foram nativas da floresta carioca, mas que desapareceram do local.

O projeto começou em 2010, com a reintrodução de cutias (Dasyprocta leporina). Em 2014, começou a reintrodução de macacos bugios (Alouatta guariba).

A previsão em 2019 é reintroduzir no parque 60 jabutis e 20 araras. As araras-canindé, aliás, desapareceram da floresta da Tijuca há mais de 200 anos e atualmente não existem exemplares da espécie na natureza no estado do Rio de Janeiro.

Parte dos espécimes usados no projeto será doada pelo Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. A outra parte vem de apreensões de animais silvestres, cuja venda só é permitida sob autorização das autoridades ambientais.

A Floresta da Tijuca foi devastada ao longo dos séculos 17 e 18 para a extração de madeira e plantações, principalmente de café. Como seu desmatamento provocou problemas no abastecimento de água na cidade, uma vez que a floresta abriga importantes mananciais, o imperador Pedro II desapropriou as fazendas e determinou o reflorestamento do maciço da Tijuca.

Ao longo dos anos, desapareceram da Floresta da Tijuca espécies como a onça-pintada, a anta, o muriqui, a jaguatirica, o porco-do-mato e o mico-leão-dourado.

Além de promover a volta dos animais à floresta, o projeto é importante para manter o ecossistema do parque. “Muitas espécies se extinguiram localmente no processo de destruição e recuperação dessa floresta. Apesar de estruturalmente parecer uma floresta saudável, temos o que se chama de uma floresta vazia, onde a falta de animais importantes para a dispersão de sementes pode condenar muitas espécies vegetais ao desaparecimento a médio e longo prazo”, afirma o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro.

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