segunda-feira, 14 outubro 2019
Início / Conteúdo / Aplicativos compilam dados sobre candidatos e ajudam na decisão do eleitor – Primeiro Plano

Aplicativos compilam dados sobre candidatos e ajudam na decisão do eleitor – Primeiro Plano

[ad_1]

Faltando duas semanas para o primeiro turno das eleições, cresce o número de aplicativos e sites que pretendem dar ao eleitor uma mãozinha na hora de escolher os candidatos mais afinados com seus posicionamentos. São centenas de opções que permitem consultar de eventuais processos respondidos pelo candidato à opinião dele em pautas específicas e a evolução do patrimônio.

Neste pleito, diversos aplicativos adotaram a estratégia de aplicar questionários aos eleitores para delimitar afinidades políticas. Um dos principais é o Match Eleitoral, lançado pelo instituto Datafolha na semana passada, expandindo a atuação para Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de São Paulo. Inspirado em apps de paquera, como o Tinder, o aplicativo auxilia na escolha de deputados e senadores, por meio de questionários de múltipla escolha sobre posicionamentos políticos, econômicos e sociais. 

Após os testes, os dados são cruzados com as respostas dos eleitores para identificar o candidato que mais representa seus interesses. Até 18 de setembro, metade dos 933 candidatos a deputado federal em Minas já havia respondido às questões. Os dados são cruzados com as respostas dos eleitores para identificar o candidato que mais representa seus interesses.

No mesmo estilo, o aplicativo Tem Meu Voto apresenta seis perguntas de múltipla escolha ao eleitor — como prioridades de investimentos, pautas mais urgentes e posicionamento econômico — para, em seguida, montar uma lista personalizada de candidaturas com diversas informações, como projetos aprovados pelo parlamentar nas áreas de interesse do internauta. 

Somente em Minas, o app conta com 2.261 candidaturas, entre postulantes a deputado estadual, federal, governador e senador — o que representa 93% do total de 2.388 candidaturas registradas no TSE referentes ao Estado.

Com 1,8 milhão de testes de eleitores realizados até este mês, o aplicativo utiliza dados públicos do TSE para cruzar informações sobre os candidatos.

“Esse modelo do Tinder da política, de fazer testes e depois dar um ‘match’ para ver qual candidato combina melhor com você, atrai o eleitor e ajuda que ele lembre das propostas, votos e posições de determinado político. É uma ferramenta que veio para ficar na política”, diz Eduardo Mafarej, diretor do RenovaBR, idealizador do aplicativo junto a outras 17 organizações liberais do país.

Fiscalização

Com uma proposta mais rígida de fiscalização, o Capital dos Candidatos mostra o acúmulo ou a diminuição do patrimônio de políticos, com dados reunidos desde 2014. O aplicativo permite fazer consultas individuais por candidato, gerando um gráfico de evolução do patrimônio ao longo dos anos. Na mesma linha, o app Voto Retrô mostra como foi a votação de parlamentares em cada Estado a respeito de pautas fundamentais para o país nos dois últimos — entre elas, o impeachment de Dilma Rousseff (PT), aprovação da Emenda Constitucional 95 (que fixou um limite para os gastos públicos por 20 anos) e a reforma trabalhista.

Depois de eleito

Mirando os candidatos eleitos, outros aplicativos pretendem acompanhar de perto os mandatos dos parlamentares. Lançado em agosto, o app Poder do Voto avisa aos usuários sobre projetos que estão prestes a serem votados no Senado e na Câmara dos Deputados, e permite que os eleitores se posicionem sobre as votações. Quando a votação oficial acontece, eles são avisados sobre o voto do candidato. 

“O objetivo é que o eleitor perceba como o deputado vota, se ele pensa igual ou não. A população precisa entender que o deputado é uma pessoa para quem os cidadãos dão uma procuração, o direito de decidir por ele. Você precisa saber se ele está cumprindo o contratado”, afirma Paulo Dalla Nora, cofundado</CW>r do

Poder do Voto

Outra novidade nestas eleições são aplicativos voltados para candidaturas de nichos. O Vote LGBT, por exemplo, lista, a partir de dez filtros, como questões de gênero, raça e povos tradicionais, candidatos mais alinhados com as respectivas temáticas.

Já o Appartidárias, idealizado por Luiza Helena Trajano, presidente do conselho administrativo da Magazine Luiza, acompanha as candidaturas de mulheres em todo o país, fiscalizando o cumprimento da legislação eleitoral, que obriga 30% de vagas para mulheres.

 

Para cientista político, programas podem apresentar imprecisões e falhas

Embora os aplicativos e sites citados na reportagem tenham sido lançados, em sua maioria, por ONGs e organizações auto-intituladas apartidárias, é preciso cautela no uso das ferramentas. Segundo o cientista político Alexandre Paulineli, os dispositivos podem ajudar na busca por informações e na decisão consciente, mas não devem ser usados como recurso único e absoluto para a decisão do voto. 

“É claro que os apps são um facilitador fantástico. Eles têm reunido diversas informações que caem no esquecimento do eleitor, como gastos públicos de candidatos e posicionamentos em projetos de lei de anos passados. Mas não recomendo que o voto seja decidido apenas em testes de aplicativos porque existem erros e pode haver tendências ideológicas que em nada condizem com o eleitor e podem confundi-lo”, diz Paulineli.

Segundo o cientista político, uma dica ao eleitor é conferir qual a empresa ou entidade elaborou o aplicativo e, em seguida, se perguntar qual a intenção da ferramenta disponibilizada ao público. 

“Muitos desses apps são idealizados por ONGs, mas temos outros que são feitos por empresas, que podem ter seus interesses. É importante o eleitor conferir esses contextos para não ser enganado”, diz. 

Além disso, Paulineli alerta para o fato de que os aplicativos e sites que comumente reúnem imensas quantidades de dados são construídos a partir de algoritmos que traçam perfis com alguma dose de imprecisão do eleitorado. Ou seja, nem sempre o eleitor terá um perfil fiel de suas preferências políticas, ainda que responda longos questionários com perguntas abrangentes sobre essas predileções e direcionamentos sociais. 

“Muitos apps reúnem informações genéricas ou até mesmo contraditórias. Por exemplo, você pesquisa um candidato alinhado aos direitos humanos e aparece um com uma pauta bem conservadora. Mas, quando vai ver, ele foi indicado para você porque tinha uma posição apenas progressista. Então, muitos desses testes podem ser superficiais e nem sempre estão completamente alinhados com o posicionamento do eleitor”, diz. 

 

 

Editoria de Arte 

App

 

 

 

[ad_2]
Click aqui e acesse o artigo original
https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/aplicativos-compilam-dados-sobre-candidatos-e-ajudam-na-decis%C3%A3o-do-eleitor-1.658446

Veja também...

Brasil continuará incomodando países concorrentes no agronegócio, diz ministra – Economia

[ad_1] A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira, 11, em Não-me-Toque (RS), onde …

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.