terça-feira, 22 outubro 2019
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A cada hora, seis brasileiros morrem por erros hospitalares

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Qualquer paciente que vai ao hospital espera solucionar seu problema de saúde, mas a garantia de que isso possa acontecer parece estar longe. A cada hora, seis brasileiros morrem por causa dos chamados “eventos adversos graves”, provocados por erros, falhas assistenciais ou processuais ou infecções, entre outros fatores. Desses seis, quatro poderiam estar vivos se houvesse melhorias nas estruturas hospitalares e na atuação técnica dos profissionais de saúde. O cálculo tem como base os mais de 54 mil óbitos registrados em todo o sistema hospitalar do país apenas em 2017.

Os dados fazem parte do Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) em parceria com o Instituto de Pesquisa Feluma, da Faculdade de Medicina da UFMG. Foram analisados 456.396 prontuários de pacientes em 182 hospitais do país.

O levantamento aponta que, entre os eventos adversos graves captados com mais frequência, estão septicemia (infecção generalizada), pneumonia, infecções urinária e cirúrgica, complicações com acessos, dispositivos vasculares e outros dispositivos invasivos, lesões por pressão, erro no uso de medicamentos e complicações cirúrgicas, como hemorragia e laceração.

A pesquisa também mostra que as mulheres são as maiores vítimas, representanto 52,5% das mortes. Já a terceira idade é a faixa etária mais acometida, com 54,5%. “As mulheres desenvolvem problemas ginecológicos que aumentam os riscos de infecções e vivem mais do que os homens, o que leva a um tempo e chance maiores de internação. Já os idosos são mais atingidos por conta da fragilidade da sua saúde”, explica o médico Renato Couto, professor da UFMG e um dos responsáveis pelo estudo.

Causas. O especialista afirma que o problema reside, principalmente, nas regras que regem o sistema de saúde suplementar. “Temos a questão dos 40% de leitos ociosos, que provocam um custo alto. Outro fator é o modelo de pagamento aos hospitais adotado no país: paga-se aquilo que se gasta, em vez de pagar esses locais com base em bons resultados versus custo baixo de operação. Todo o dinheiro poderia ser investido para reverter esse cenário”, diz Couto.

Segundo ele, o principal objetivo do levantamento não é apontar possíveis culpados, mas, sim, medidas que enfrentem o problema. “Propomos ações que foquem nos investimentos em processos e controles e nas políticas públicas de qualidade assistencial e de segurança do paciente”.

 

Médicos levam dez anos para descobrir lúpus, e idosa morre

A indicação errada de medicamentos para tratamento de uma doença inflamatória pode ter custado a vida da mãe da dona de casa Maria Lúcia Rodrigues, 62. “Por dez anos, os médicos trataram o mal-estar da minha mãe como uma doença alérgica. No final da vida dela, eles descobriram que era lúpus (doença inflamatória causada quando o sistema imunológico ataca seus próprios tecidos). Ou seja, ela sofreu anos por causa de um erro”, conta Maria Lúcia. 

Para a dona de casa, se o diagnóstico tivesse sido correto, a mãe poderia estar viva. “Com a doença controlada de forma certa, com certeza ela ainda estaria aqui”, diz.

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