sexta-feira, 19 julho 2019
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Rejeitos de minério de ferro não são tóxicos, mas podem sedimentar o rio e matar animais e vegetação – Horizontes

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Os rejeitos da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), podem chegar ao rio Paraopeba, quetem sua água captada desde 2015 pela Copasa para o abastecimento da RMBH. Os rejeitos desabaram no Córrego do Feijão, que além de dar nome à barragem, também desagua no rio. 

Segundo o professor Allaoua Saad, do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais, os rejeitos presentes na barragem não são tóxicos. “Trata-se do minério de ferro, mesmo material da lama de Mariana. O que acontece é que é um rejeito pesado e que quando se mistura com a água, acaba se sedimentando, e por isso que mata animais e vegetação”. 

No entanto, de acordo com o diretor do projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano,  a noção de “toxicidade” é relativa. “Estamos falando de sedimentos, é um material sólido que vai ocupar o lugar da água, e isso vai, gradativamente, causar a morte do rio e de muitos peixes da região. Além disso, essa água vai ficar imprópria para o consumo da população”. 

Ele teme ainda que isso afete o abastecimento de água na RMBH. “Vai chegar a afetar a captação de água da Copasa na bacia do Paraopeba, que é responsável por mais ou menos 50% do abastecimento de água da região metropolitana de BH. Além disso, na sequência do rio, há a Usina Termelétrica de Igarapé, da Cemig, onde também há um pequeno embarramento que pode ser comprometido. É um absurdo que depois do que aconteceu em Mariana coisas deste tipo de repitam, é inadmissível. Trata-se de uma omissão do poder público, do privado e também do político. E isso que aconteceu agora em Brumadinho é o o fundo do nosso quintal, com certeza vai afetar a RMBH“, explica. 

A solução que poderia ter evitado este tipo de tragédia, segundo o professor Saad, é a reutilixação dos rejeitos da barragem. “E isso não é novidade, já há diversos estudos, pesquisas, livros e experiências sobre isso há décadas. O rejeito pode ser tratado, ele pode ser transformado em cimento, por exemplo, ou pigmento, e existe tecnologia para isso. É uma opção que reduziria muito os riscos de um rompimento, e também é um modo mais econômico e ambientalmente responsável de se lidar com estes rejeitos. Porém, até hoje não houve investimento por parte do poder público e nem da mineradora”, conclui. 

Segundo a Copasa, no entanto, o abastecimento na RMBH não deve ser prejudicado. “A Companhia informa que está monitorando a situação e acompanhando no local. Caso seja necessário, o abastecimento da região atendida pelo sistema Paraopeba passará a ser realizado pelas represas do Rio Manso, Serra Azul, Várzea das Flores e pela captação a fio d’água do Rio das Velhas”, informou. 

A reportagem também entrou em contato com a Cemig para verificar a situação da Usina Termelétrica de Igarapé e aguarda um retorno. 

 

 

 

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