terça-feira, 26 maio 2020
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Mulher morre após 14h de trabalho de parto em Januária – Minas do Norte

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A professora de educação física Danilsa Meira, de 27 anos, faleceu ontem duas horas após ter dado à luz o segundo filho. A família acusa a equipe médica do Hospital Municipal de Januária de negligência. O profissionais de saúde teriam forçado o parto normal.

Segundo relatos da família, a professora ficou mais de 14 horas em trabalho de parto e morreu após sofrer hemorragia seguida de parada car-diorrespiratória. O bebê continua internado e não corre risco de morte.

Danilsa era de São Domingo, comunidade rural de Bonito de Minas, a 84 quilômetros de Januária. Segundo Elson Santos, marido da professora, a gestação da esposa foi normal, sem nenhum tipo de complicação.

As primeiras contrações começaram na última terça-feira e, por isso, a professora ficou hospedada na casa de uma irmã, em Januária, aguardando a hora de dar à luz.

Ainda na terça, Elson disse que Danilsa procurou o hospital, pois não estava conseguindo se alimentar e as dores eram fortes, mas os médicos pediram a ela para voltar outro dia, pois ainda não havia “passagem”.

“Minha esposa estava muito fraca, não conseguia comer de tanta dor, mas, mesmo assim, eles não passaram nada, nenhum remédio ou soro”, pontua Elson.

Ainda conforme o marido, ainda na tarde de quarta-feira, a professora voltou ao hospital, acompanhada da irmã, queixando de muita dor. Danilsa fora internada, mas os médicos teriam dito que não havia espaço de dilatação suficiente para o bebê passar. “A irmã pediu para fazer cesárea, pois Danilsa não tinha mais forças para tentar um parto normal e, mesmo assim, o médico forçou o rompimento da bolsa”, contou Elson.

Às 17h de quarta, Danilsa entrou em trabalho de parto e depois de muito sofrimento conseguiu dar à luz o segundo filho, às 6h de ontem. A professora nem chegou conhecer o filho. Logo após o parto, ela começou a passar mal, teve uma grave hemorragia e em seguida sofreu parada cardíaca.

Danilsa completou 27 anos no último dia 15. O que resta para família é o lamento pela morte tão precoce de uma mulher lembrada pelo sorriso contagiante e o sonho de ter uma família. “Esse nascimento foi tão esperado, ela estava muito feliz. Éramos uma família simples, mas muito feliz. Não dá pra acreditar que nosso sonho se foi”, lamenta Elson.

 

REVOLTA

Além da família de Danilsa, os moradores de Januária estão indignados com o caso e com os atendimentos realizados no hospital, o único da cidade, que, segundo denunciam, não possui UTI.

“No hospital e postos de saúde, falta de tudo. Médicos só nos atendem se for caso de emergência, o que fizeram com essa moça foi um crime”, denuncia Berenice Costa, amiga da professora.

Abalada com a perda, a família ainda não sabe se vai acionar a Justiça contra o hospital. O secretário de Saúde de Januária, Deyvison Diaz, negou que houvesse de negligência médica. Segundo ele, a paciente recebeu todo o atendimento pré-parto e foi internada apresentando quadro de icterícia (pigmentação amarela ou verde da pele e da parte branca do olho causada por níveis elevados de bilirrubina no sangue).

“Durante a gestação, a paciente fez exames que constaram alteração nas plaquetas. Ela não procurou o médico de Bonito de Minas para mostrar os resultados e buscar tratamento. Infelizmente tivemos essa fatalidade, mas ela foi atendida prontamente, incluindo com bolsas de sangue”, disse Diaz.

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