segunda-feira, 22 julho 2019
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Guaidó exibe força nas ruas para frear a contraofensiva de Maduro | Internacional

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Juan Guaidó mostrou sua força nas ruas neste sábado, na primeira grande mobilização desde 23 de janeiro, dia em que desafiou Nicolás Maduro ao se proclamar presidente interino da Venezuela. O político insistiu diante de uma multidão de seguidores na necessidade de as Forças Armadas e instituições abandonarem o Governo para que se possa promover uma transição. Ele afirmou que fevereiro será um mês crucial no embate com o chavismo se o protesto social e a pressão internacional se mantiverem vivos. “Os próximos dias serão decisivos”, prometeu ao anunciar a iminente chegada de ajuda humanitária.

O que também se viu em Caracas foi uma importante demonstração de unidade das bases de Chávez, que escutaram Maduro quando se completavam 20 anos da primeira posse de Hugo Chávez. O líder venezuelano criticou os principais órgãos da comunidade internacional, se posicionou como presidente e tentou dividir a oposição com a oferta de um “encontro nacional”, um diálogo que a oposição rejeita sem ressalvas por considerar que se trata de uma estratégia para ganhar tempo.

O presidente da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, busca precisamente romper essa coesão que ainda dá algum oxigênio ao Governo. O apelo às Forças Armadas é constante, e Guaidó voltou a falar sobre o assunto horas depois de um general da ativa da força aérea, Francisco Esteban Yánez Rodríguez, tê-lo reconhecido como presidente legítimo. Apesar da carga simbólica, o general não tem tropas sob sua responsabilidade. Embora esse apoio ainda seja minoritário, Guaidó, líder do partido Vontade Popular, confia na consciência dos soldados rasos. O teste decisivo ocorrerá nos próximos dias, quando terão de decidir se aprovam a entrada de ajuda humanitária, que chegará pela cidade de Cúcuta (Colômbia), pelo Brasil e uma ilha do Caribe. “Você, soldado, terá em suas mãos a decisão de permitir a entrada desses insumos”, disse ele. “Não é só ficar do lado da Constituição, soldado da pátria, não, é o seu papel na reconstrução da Venezuela, exercer a soberania.”

“Não esperamos apenas declarações de autoridades individuais, mas declarações em bloco”, disse Guaidó, falando da plataforma instalada no distrito comercial e empresarial de Las Mercedes, ponto de confluência de cinco passeatas. Desde que lançou seu desafio a Maduro, uma de suas mensagens centrais girou em torno da urgência de incorporar o chavista decepcionado, ou pelo menos os setores mais pragmáticos, em um projeto nacional de reconstrução. “Eu digo às pessoas chavistas descontentes e desapontadas que Maduro não protege ninguém, mas a Constituição, sim, faz isso. Não procuramos torcer mãos, mas apertá-las”, continuou.

“Maduro ficou totalmente sozinho”, disse Guaidó, que se refere à mesma Constituição aprovada há duas décadas, no primeiro mandato de Chávez, para defender a legitimidade de seu juramento como presidente. Os próximos passos visam à realização de três fases: “cessação da usurpação” de Maduro, a formação de um Governo de transição e eleições livres dentro de um período máximo de 12 meses.

Sua estratégia tem, essencialmente, dois eixos. Por um lado, o apoio da sociedade venezuelana e das engrenagens do Estado; por outro, a cumplicidade da chamada comunidade internacional, tendo à frente a Administração de Donald Trump, que foi o primeiro a reconhecê-lo. Essa pressão fora das fronteiras venezuelanas continua. Horas antes da manifestação, Mike Pence e John Bolton intensificaram suas ameaças a Maduro. O presidente colombiano, Iván Duque, disse que restam apenas algumas poucas horas à ditadura. Essa posição atiçou o fogo e encorajou a ala que opta pela solução mais beligerante para a crise na Venezuela e, ao mesmo tempo, levou Maduro a endurecer sua retórica do inimigo externo. O líder chavista atacou o “intervencionismo ianque” e, indiretamente, advertiu que não precisa do apoio de ninguém. “Não somos mendigos de ninguém, tudo de que precisamos temos de produzir na Venezuela. Não fomos nem seremos um país de mendigos.”

Enquanto isso, a União Europeia e o México estão cada vez mais ativos na crise e buscam fazer seus caminhos convergirem, ainda distanciados pelas posições que defendem. A UE propôs, na véspera das manifestações, dar a Maduro 90 dias para convocar eleições. A diplomacia mexicana espera encontrar-se com a alta representante da UE para Assuntos Exteriores, Federica Mogherini, para ver como ela quer delinear a mediação que conduza a eleições. Ao mesmo tempo, o México vem mantendo contatos ativos com Guaidó para ver se estaria disposto a aceitar a posição da UE. Se assim for, eles dão por certo que seria com o beneplácito dos Estados Unidos.

O Governo de Andrés Manuel López Obrador, que muitos apontam como peça-chave nas próximas semanas e cuja neutralidade muitos questionam pela simpatia que desperta em Maduro, confia em que Mogherini participe no dia 7 da reunião de Montevidéu que o México promoveu com o Governo do Uruguai. Até agora, as fontes consultadas destacam o encontro realizado nesta sexta-feira com vários representantes de quase vinte embaixadas europeias na capital mexicana. A reunião, programada para falar sobre os projetos migratórios que o México planeja desenvolver, acabou tendo como foco a crise que a Venezuela está vivenciando.

López Obrador argumenta que, ao contrário da negociação que ocorreu em Santo Domingo no ano passado e terminou de modo abrupto, há dois fatores que podem levar ambas as partes a se sentar para conversar. Um, novo: o papel neutro que o México defende e que está disposto a desempenhar nesse processo. O outro, crônico: a crise desesperada na Venezuela, que piora com o passar dos dias.

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