sexta-feira, 23 agosto 2019
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Carlos Ghosn deixa presidência da Renault para não ser destituído | Economia

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O executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, detido no Japão há dois meses acusado de irregularidades fiscais à frente da Nissan, deixou a presidência do grupo Renault para evitar ser destituído nesta quinta-feira, anunciou o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, durante a manhã em Davos. O pedido de demissão de Ghosn, de 64 anos, foi comunicada nesta quarta-feira às instâncias de direção do grupo, segundo Le Maire.

O conselho de administração da Renault se reúne nesta quinta-feira em Paris para escolher um novo presidente e um diretor-geral. O francês Jean-Dominique Senard, de 66 anos, atual executivo-chefe da fábrica de pneus Michelin, deverá ser escolhido para o cargo, segundo a imprensa francesa. Seu compatriota Thierry Bolloré, de 55 anos, que comanda a companhia interinamente desde a detenção do Ghosn, será designado diretor-geral.

Há uma semana, a Mitsubishi acusou Ghosn, ex-presidente do conglomerado Nissan-Renault-Mitsubishi, caído em desgraça desde sua prisão em 19 de novembro, de ter recebido um pagamento ilegal equivalente a 33,43 milhões de reais entre abril e novembro do ano passado, desembolsado por uma joint venture das duas montadoras japonesas.

A Mitsubishi se incorporou em 2016, à aliança entre a Renault e a Nissan quando esta última adquiriu 34% de suas ações. Como parte da operação, Ghosn assumiu também a presidência da Mitsubishi, uma empresa que na época tentava se recuperar de um escândalo de manipulação dos dados de consumo de combustível de seus veículos. A holding automobilística franco-japonesa, nascida em 1999 com a união da Renault com a Nissan, emprega 450.000 pessoas e produz anualmente quase dez milhões de veículos por ano. Um em cada nove carros vendidos no mundo procede das fábricas da Renault, Nissan ou Mitsubishi.

Ghosn também é acusado de ocultar uma parte – 299 milhões de reais – dos rendimentos milionários pagos pela Nissan entre 2010 e 2018, além de usar a empresa para cobrir prejuízos de alguns investimentos pessoais. O empresário de origem brasileira, uma das personalidades mais admiradas no setor automobilístico até ser detido com grande repercussão, nega repetidamente as acusações de que é alvo.

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