domingo, 17 fevereiro 2019
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Brasil pode estar passando pela terceira onda de surto de febre amarela – Horizontes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre uma possível terceira onda de surto de febre amarela no Brasil. Só entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, foram confirmados 36 casos da doença e oito mortes confirmadas. 

Os registros aconteceram, até então, em dois Estados, São Paulo e Paraná. O município que mais contabilizou casos da doença foi o de Eldorado (SP), com 16 registros. Além dele, também houve casos em Jacupiranga, Iporanga, Cananeia, Cajati, Pariquera-Açu, Sete Barras, Vargem e Serra Negra. Já no Paraná a doença apareceu em dois municípios: , dois casos foram confirmados em Antonina e Adrianópolis. O local de infecção de um último caso confirmado ainda está sob investigação.

Ainda de acordo com a OMS, entre os casos confirmados em humanos, 89% deles foram identificados em homens com média de idade de 43 anos e pelo menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais.

“Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.

Na primeira onda de febre amarela, entre 2016 e 2017, foram confirmados 778 casos em humanos e 262 mortes. Já na segunda onda, entre 2017 e 2018, foram contabilizados 1.376 casos em humanos e 483 mortes. O período classificado como sazonal para o aparecimento ou aumento de casos da doença no Brasil geralmente ocorre entre dezembro e maio.

Situação em Minas

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), não houve casos da doença registrados no Estado no período citado pela OMS como sendo o de surto da doença, ou seja, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Em Minas, as duas primeiras ondas da doença aconteceram nos período de 2016/2017, sendo focada nas regiões do Vale do Rio Doce e Mucuri, Zona da Mata e Jequitinhonha, e 2017/2018, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata, Campos das Vertentes, Oeste e Sul de Minas. 

“No período de monitoramento 2018/2019 até a presente data, não foram registrados casos humanos confirmados de febre amarela silvestre no estado de Minas Gerais. Neste período de monitoramento, tem ocorrido epizootias (morte de macacos) em municípios mineiros, com confirmação de circulação do vírus amarílico em um município, Varginha, conforme descrito no primeiro Boletim Epidemiológico deste período”, informou o órgão. 

Mas entre 2017 e 2018 (até o mês de junho), foram registrados 527 casos confirmados, sendo que 178 evoluíram para óbito. 

Vacina

A orientação da entidade, enviada a todos os estados-membros no último dia 25, é que os esforços para vacinação em áreas consideradas de risco sejam mantidos e que viajantes sejam orientados e imunizados pelo menos dez dias antes de visitar o local onde a dose é recomendada. “A OMS recomenda a vacinação de viajantes internacionais com idade acima de 9 meses e que estiverem se dirigindo ao Brasil”, destacou a nota.

A dose é indicada para todas as pessoas que visitam os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

Em Minas, a recomendação para vacinação contra febre amarela é válida desde 2008, sendo indicada a partir dos nove meses de idade. A meta é alcançar uma cobertura vacinal de pelo menos 95% da população no Estado. Atualmente, esta cobertura está em torno de 91%. 

* Com Agência Brasil. 

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