quinta-feira, 22 agosto 2019
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Bolsonaro visitará Trump em 19 de março com a Venezuela no centro da agenda | Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro será recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 19 de março com a Venezuela no centro da agenda do encontro, segundo informou a Casa Branca. “Os líderes das duas maiores economias do hemisfério vão discutir oportunidades de cooperação em matéria de defesa, políticas comerciais que favoreçam o crescimento, combate ao crime transacional e a restauração da democracia na Venezuela”, disse a presidência estadunidense em um comunicado.

Na reunião entre Bolsonaro e Trump, ambos os líderes “vão discutir sobre como construir um Hemisfério Ocidental mais próspero, seguro e democrático”, segundo a Casa Branca. “Finalmente, vão falar sobre o importante papel que os Estados Unidos e o Brasil estão desempenhando nos esforços para entregar ajuda humanitária à Venezuela.” Os presidentes dos EUA e Brasil concordam no apoio ao líder opositor venezuelano Juan Guaidó — que recebeu o reconhecimento de meia centena de países como presidente interino do país sul-americano — e ambos também compartilham posições “de linha dura” sobre mudança climática e sobre o crescente papel da China na cena geoeconômica global, apesar de o investimento do gigante asiático ser chave para a economia brasileira: Pequim e o primeiro parceiro comercial de Brasília e absorve 28% das exportações do país sul-americano.

China

Bolsonaro também anunciou na quinta-feira que viajará a Pequim na segunda metade do ano para reunir-se com o presidente chinês, Xi Jinping. O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, também confirmou que o presidente do gigante asiático visitará o país sul-americano este ano para o encontro dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em data ainda não determinada. “Queremos nos aproximar do mundo inteiro, desenvolver nosso comércio, abrir nossas fronteiras”, disse Bolsonaro. Em sua campanha eleitoral, o presidente reiterou sua disposição de que a China compre “no Brasil”, mas que não “compre o Brasil”. Naquele momento, as palavras causaram reação de Pequim.

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