domingo, 18 agosto 2019
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Aprenda como conseguir ligar o f*da-se | EL PAÍS Semanal

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Quando entramos em conflito com alguém ou com o mundo em geral, consumimos boa parte da nossa energia com aborrecimentos, pensamentos negativos, réplicas e tréplicas. Ser reativo, além de nos deixar esgotados, nos coloca sempre em desvantagem, porque não decidimos nossas ações: vamos a reboque dos acontecimentos, tentando nos defender e nos justificar, buscando que os demais corrijam sua atitude, peçam desculpas ou façam o que faríamos no lugar deles. Algo que nunca acontecerá, já que ninguém está no lugar de ninguém.

Contra todo esse sofrimento mental desnecessário, o blogueiro Mark Manson nos lança a seguinte pergunta: “E se conseguíssemos não dar a mínima para quase tudo?”. Este texano de 33 anos começou a escrever artigos para si mesmo que refletiam sua visão da vida. A conclusão à qual chegou é que praticamente nada do que nos preocupa merece a atenção que dispensamos. Podemos resumir sua filosofia nestes cinco pontos:

– As coisas desagradáveis, decepções e pequenas catástrofes sempre estarão presentes no nosso dia a dia. Fazem parte da existência. Aceite isso.

– A felicidade reside em não se importar muito. Ou seja, quanto menos você for afetado mentalmente pelos conflitos cotidianos, mais livre e mais satisfeito será.

– Colocar-se sempre à prova e tentar mostrar aos outros o quanto somos fortes nos leva à infelicidade.

– Dado que viver consiste em resolver problemas, selecione pelo menos aqueles que valem a pena.

– O confronto é necessário. Existem coisas na nossa vida que precisam ser rompidas para serem recompostas depois e serem melhores.

O blog desse millennial desencanado e muitas vezes irreverente começou a ter milhões de seguidores. No final, Manson acabou publicando o best-seller intitulado A sutil arte de ligar o foda-se – uma estratégia inusitada para uma vida melhor (Intrínseca). “Não existe isso de não dar a mínima para tudo. Algo deve importar para você (…). A questão então é: com o que eu deveria me importar? Como selecionamos? E como não dar a mínima ao que, no fim das contas, não importa?”, ele diz.

As decepções, as coisas desagradáveis e as pequenas catástrofes fazem parte da existência. Aceite isso

Ao longo de um único dia interagimos com muita gente, acontecem atritos e mal-entendidos, mas cabe a cada pessoa separar o joio do trigo, já que o nosso espaço mental é limitado. Se nos deixarmos arrastar por questões secundárias, estaremos perdendo tempo e energia preciosos para o que é relevante. O que é verdadeiramente prioritário só o próprio indivíduo pode saber, mas podemos identificar muitos fatores de dispersão que absorvem nossas forças e não merecem o tempo que dedicamos a eles. Por exemplo:

-A opinião dos outros: não podemos influenciar o modo como os outros nos veem e, no fundo, não devemos dar a mínima (como diria Manson). O que tem valor é a opinião que temos de nós mesmos.

– As afrontas e calamidades: os danos que sofremos de terceiros não devem ocupar nosso espaço mental, para além da decisão de tomar distância. Devemos deixar ir embora o que não traz novidade ou valor para a nossa vida.

– Os prognósticos: a ansiedade que sentimos ao pensar sobre o futuro nos amarga a existência. Como diz o poema Esperando pelos Bárbaros, de Konstantinos Kaváfis, enquanto se teme a chegada de todos os males, ninguém faz o que tem que fazer. E se pararmos de inventar desculpas e começarmos a trabalhar no que depende de nós? Acabaremos respondendo à segunda pergunta de Manson: E como não dar a mínima ao que, no fim das contas, não importa? Sendo conscientes de que é preciso puxar a descarga, desativar os problemas acessórios. O psicoterapeuta norte-americano Richard Carlson faz uma pergunta que pode nos ajudar: “Isso terá importância dentro de um ano?”. Se a resposta for negativa, é tolice dedicar mais um minuto a isso. A chave do bem-estar é deixar de se sentir vítima dos acontecimentos para decidir, momento a momento, o que queremos que sejam os elementos relevantes da nossa vida.

Adeus, cabeça quente!

Aprenda como conseguir ligar o f*da-se



Sharon M. Koenig, autora do livro Los Ciclos del Alma (sem edição em português), afirma que temos 60.000 pensamentos por dia e que a maioria deles é recorrente e negativa: recriam situações dolorosas do passado. Só esquentam a cabeça. Para nos libertarmos dessa dinâmica que causa sofrimento, a prática do mindfulness é uma das ferramentas que se mostraram mais eficazes. Quando nos colocamos como observadores de nossa própria mente, sem julgar, reter ou rejeitar o que está passando por ela, deixamos de nos identificar com os nossos pensamentos. Com isso conseguimos não nos importar com eles, o que libera energia para agir livremente, ao invés de analisar e reagir dolorosamente.

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